
Scofield e sua equipe buscam mais um portador de 1/6 de Scylla. Assassinatos, perseguições, confrontos épicos e mistérios a granel. Vocês estão preparados para a review desse episódio de “Give me a Break”?
Spoilers Abaixo:
O time Alias de Prison Break começa o episódio tentando desvendar algumas informações sobre o vídeo (de altíssima definição, diga-se de passagem) gravado por Michael em seu celular, numa busca atordoada por qualquer tipo de pista sobre quem são os outros cinco detentores dos cartões que compõem Scylla. Daí o Mahone chama a atenção do pessoal pro símbolo no carro e confirma que é da embaixada da Turquia.
Pausa. Imagine que você (sim, caro internauta, você) é um diplomata a serviço da Turquia nos Estados Unidos. A Turquia é um país distante, próximo demais do Oriente Médio e absolutamente impotente diante do poderio bélico americano. Seria lógico que você fosse a uma reunião com a Companhia numa usina abandonada usando o veículo da embaixada? E antes da calada da noite, ainda por cima? O serviço secreto ianque, que mantém vigilância 24 horas sobre todas as embaixadas, embaixadores, reuniões e, sim, tráfego de veículos de diplomatas em território estadunidense, ia achar um barato.
Continuando. Daí o pessoal encontra a esposa do embaixador (ou embaixatriz turca, não ficou muito claro) e se toca de que ela tem o cartão. Carrega na bolsa, junto com o lápis e o batom (pausa? ¬¬. Continuando). Então eles pensam num jeito de chegar perto o suficiente pro japa fazer o download das informações, daí vão roubar um depósito e se vestem de policiais.
Pausa outra vez. Se era só se vestir de policial e se aproximar da mulher, por que não entregar o cartão pro Don Self, pra ele mesmo fazer? Era tão, mas tão mais simples. Mas não… Tinham que ir pra lá. Pro Burrows ser reconhecido e pro Bellick ter que matar o cara da Companhia.
Falando em morte, o que foi aquele Jasper? Alguém tem noção do tamanho do pára-quedas que botou ele na série? De repente, ele aparece como “’O’ contato do Don Self”. Daqui a pouco, tá morto, numa poça de sangue no chão. E o Don Self chega coisa de um minuto depois de o Wyatt (que parece ser o único capanga da Companhia, pelo visto) ter saído.
Aliás, os produtores tão abusando das coincidências. O Wyatt aconteceu de estar lá justamente no momento em que o Don Self estava chegando, o T-Bag estava justamente na linha de visão do Burrows quando da chegada na empresa… E alguém me explica o que a Sara tava fazendo com o cartão de crédito do Bruce Bennett quase do lado de fora da bolsa? Ela não podia usar em canto nenhum e sabia disso. Mas aí aquele cara (que lembra o Canisso, dos Raimundos. Ele já fez uma participação em Charmed, há um tempo atrás) fez o favor de sinalizar pra Companhia que a Sara estava naquele bar…
… Que parece ser vizinho ao lugar onde o Wyatt estava, porque a rapidez com a qual ele chegou foi impressionante.
Concordo com a crítica do TV Squad no que sustenta ser o mistério de quem é o Whistler para a GATE e o que o T-Bag vai enfrentar quando encontrar o assassino do Sr. Xing a única coisa que ainda atrai algum tipo de atenção nessa temporada de Prison Break. E ainda acrescento: como está terrível a atuação da Sarah Wayne Callies (a atriz que interpreta a Dra. Sara Tancredi). É um misto de alienação e lividez que não dá pra engolir.
Mais perto do final do episódio, sangra novamente o nariz do Michael Scofield. ¬¬ Todo episódio vai ter um quê de hemoglobina no ar, podem esperar.
De resto, não estou nada satisfeito com Prison Break. A sensação que eu tenho a cada semana é a de que essa temporada foi produzida apenas para ganhar mais dinheiro pra Fox. Não sinto motivação por parte dos atores (e o roteiro pode ser uma das causas) e a teia de acontecimentos e mistérios está tão mal explicada que, quando finalmente tudo fizer sentido (fingers crossed!), provavelmente todos estarão com a TV desligada.
P.S.: Vocês viram o decote da atendente da GATE? É, parece que Prison Break está querendo atingir toda uma nova seção da audiência norte-americana.
P.S.2: Apesar dos pesares, alguém aí ainda tem paciência de formular teorias sobre o que é o “kip indo de 10 para 15” e qual o propósito da Companhia, afinal de contas?
P.S.3: Tá por R$ 1.499,00 no Submarino. Que roubo.














