
Tá, ok. Vamos dar uma chance.
Spoilers Abaixo:
Ao final desse terceiro episódio de Revolution, um brevíssimo lapso me acometeu, e por um segundo, eu me importei com alguma coisa. O quê? Nem eu sei dizer. Acho que foi algum anjo que passou no momento e me tornou uma pessoa mais otimista e menos questionadora. Sim, porque de fato, Revolution continua não revolucionando coisa nenhuma.
Três plots desfilam pela dramaturgia da série. E nessa semana, apesar deles continuarem soltos, e de termos visto tantos erros e devaneios, alguma coisa em um pequeno grau funcionou maleficamente, e me fez não ter vontade de desligar a TV. É como eu disse… Deve ser algum problema comigo.
Com a inclusão de Nora no elenco, vamos junto com ela para o acampamento dos “rebeldes”. No entanto, os “rebeldes” estão meio ferrados e ensanguentados. Claro que, apesar disso, essa viagem terá alguma função climática, e essa função climática se chama Mark Pellegrino.
Eu não sei, mas parece que o pessoal que fez Lost deve se encontrar toda semana pra tomar um drink. Basta ver o nome de alguém da produção nos créditos, que provavelmente vamos dar de cara com velhos conhecidos. Mark, que não aceita personagens menores, dessa vez não fez diferente e chegou pra aterrorizar com sua outra metade de milícia.
Jeremy é o nome de seu personagem, que tão estranho quanto em sua aparência, é em suas atitudes. Toda aquela ação de invasão ao acampamento rebelde foi muito estranha. Diálogos estranhos, tempo de espera estranho, e gente com uma ideia louca de cavar túnel… O que esse povo anda fumando, eu não sei. Só sei que nada fazia sentido. O comboio de Jeremy era infinitamente superior e preparado, mas foi Jeremy que acabou capturado pelos bobalhões que queriam cavar buracos pra sair na China. Sem falar que ele desmaia só com um soquinho, e acorda facinho, só com um tapinha. Ah, Revolution…
E tivemos a grande revelação: Titio-sabe-tudo já foi da milícia. Bacana… Vamos ver aonde vamos com isso. Ao menos foi uma revelação importante e coerente, não como com Nora, que ao revelar qual o cara pelo qual ela se juntou aos rebeldes diz: era um bebê. Dãããh!
Dentro desse núcleo, também tivemos que lidar com o flashback. Aí foi loucura… Junta a presença do Mark Pellegrino, com flashback de personagem principal mostrando caráter ambíguo, com flashback mostrando como dois personagens se encontraram, com corte pra gente andando na floresta… Estou vendo Lost. Ou melhor, uma paródia infeliz de Lost. Podiam ter copiado o roteiro soberbo, já que era pra copiar alguma coisa.
Do outro lado, Aaron e Maggie descobrem num instante onde a tal Grace mora, mas infelizmente a mulher se escafedeu. A chegada lá só serve pra que um deles fique sabendo que existe um jeito da energia retornar. O momento da música e do celular ligando foi interessante, e acho que foi por isso que não xinguei na hora dos créditos.
Por fim, resolvi dar uma chance de verdade a Revolution. Vou de peito aberto assistir o episódio que vem. Se tivermos sorte seremos recompensados, se não, nos vemos aqui de qualquer jeito, pra continuar tentando descobrir o que esse pessoal quer nos fazer engolir dessa vez.














