
A volta dos que não foram… Ou dos que não deveriam ter ido, mas foram… Ou dos que ainda não foram, mas irão. Ah, deixa pra lá.
Spoilers Abaixo:
Este The Voice realmente é o The Voice das chances. Nossa última chance de curtir o Fantastic Four antes que ele se dissolva, a última chance de Christina ou Cee Lo provarem que são capazes de vencer o programa antes que eles o deixem… Mas também a segunda chance de alguns candidatos anteriormente rejeitados provarem que merecem, sim, fazer parte dessa nata que é aprovada para integrar o reality.
É verdade que está cada vez mais difícil chamar esse grupo de “nata”, já que a cada temporada o número de cantores aprovados aumenta consideravelmente. E, com dois ciclos por ano, eu diria que proliferação de “ex-The Voices” não conhecerá limites.
Mas, em uma noite em que, pela primeira vez, comecei a sentir aquele cansaço típico do finalzinho das Blind Auditions, apesar das várias performances bastante acima da média, o que mais chamou a minha atenção (tirando aquela maluca do pimp spot, claro) foi justamente um candidato que retornou da temporada passada. Assim como aconteceu com Daniel Rosa, bati o olho nele na imagem acima, no início do programa, e pensei “Olha o Dez aí de volta!”. Fico imaginando por quanto tempo vamos conseguir ter essas lembranças dos candidatos eliminados, que também estão se proliferando como bactérias.
Benevolência do reality à parte, sigamos com nossa análise dos candidatos.

Abrimos o show com Michelle Brook-Thompson e sua interpretação da manjadíssima “Proud Mary” (Tina Turner). Eu estava achando meio qualquer coisa, e já esperava a “virada” para o momento mais agitado típico da música em algum ponto da apresentação, mas a nota dificílima que ela atingiu com uma perfeição absurda naquele grito que marcou a transição entre esses dois pontos foi o que mais chamou a minha atenção. Gostei muitíssimo, mas confesso que essa fase de negras divas de reality shows já passou na minha vida, e não consigo me ver torcendo de verdade por Michelle. Confesso até que quando, diante de Adam, Cee Lo e Christina, a cantora escolheu o primeiro, dei uma pequena risada sádica mentalmente, pensando “Se ferrou, só tem gente boa no time do Adam, esse povo que tá escolhendo ele vai tudo embora antes dos Lives!” =D

O próximo candidato foi Diego Val, que já ganhou minha simpatia por, por algum motivo que não sei explicar, me lembrar um pouco o Leonard, de “The Big Bang Theory” (principalmente nas cenas de depoimento, quando ele está usando óculos). Quando o rapaz começou a cantar “Animal” (Neon Trees), sua voz rouca já me agradou bastante. Mas foi no momento em que começou a cantar em espanhol que ele me conquistou de vez. Fiquei feliz demais ao ver Cee Lo virando. Apesar do sotaque evidente em alguns momentos da canção (o que pode ter interferido na decisão dos outros coaches), Diego merecia demais essa chance. Destaque para Christina finalmente pondo na mesa a nova regra do jogo ao dizer que poderia roubá-lo de Cee Lo no futuro. Essa é minha garota!
Em seguida, fomos obrigados a aguentar 10 minutos do drama chatíssimo de Lauren Brooke só para depois vê-la sendo eliminada. Haja paciência! Sei que não é culpa dela, mas depois de me encherem a paciência com esse coitadismo, tenho dó nenhum de ver esses candidatos indo pra casa. Pelo menos os coaches foram fofíssimos e deram um excelente feedback para ajudar a cantora a melhorar.

A próxima candidata é uma artista no melhor sentido possível da palavra. Suzanna Choffel me encantou demais com sua elegante versão de “Landslide” (Fleetwood Mac). Torci muito por ela, e fiquei mais do que feliz ao vê-la escolhendo Blake em detrimento de Adam, já que no fraco Team Blake ela tem muita chance de estar entre os front runners. Vale destacar o que disse Adam à cantora, sobre sua batalha com Blake: “We’re not fighting, we’re getting along. We love each other!”. Saudades do Bromance, uma das poucas características do The Voice que não mudará na próxima temporada!
Tecnicamente, dois cantores aprovados numa montagem já podem ser classificados como um combo? Não sei, mas isso foi o que aconteceu com Michaela Paige, que cantou “Sober” (Pink), e Ryan Jirovec, que interpretou “Amazed” (Lonestar), ambos do Team Blake.

E chega a hora do comeback! Dez Duron, o rapazinho mais boa pinta da história do The Voice, falhou em conquistar os coaches cantando Backstreet Boys na última temporada. Este ano, ele decidiu amadurecer um pouco cantando “Sara Smile” (Hall & Oates) e, pelo menos comigo, a estratégia deu certo. Eu me lembro de ter comentado que, apesar de compreender os motivos por que o cantor havia sido eliminado, acreditava que Christina tinha errado feio em não ter virado pra ele, que, além de ter uma boa voz e ser pop até o último fio de cabelo, ainda seria uma ótima adição ao time devido à capacidade de aliciar as garotinhas para ganhar votos. Pois eu fiquei impressionado quando percebi que, em sua disputa com Cee Lo e Blake pelo candidato, Christina se lembrava com detalhes da audição anterior do rapaz. Quando, mais uma vez, ele percebeu que ela era a coach mais interessada em ajudá-lo, optou por ser mais uma adição pop no time da diva, o que nos rendeu, pela segunda vez, a ótima dancinha da vitória da cantora.
Depois de perdermos mais uma eternidade assistindo ao VT de VJ (trocadilho intencional), eis que o cantor mestiço é eliminado, mas ao menos nos presenteia com uma apresentação pra lá de carismática do nosso querido Cee Lo Green, que subiu ao palco para ensinar o cantor a interpretar seu hit “Forget You” – claramente, Cee Lo prefere a versão não censurada da canção, hahah! Diversão é o segundo nome desse cara! Realmente, no lugar do candidato, depois de dividir o palco com Cee Lo Green, eu diria que ser eliminado foi só um detalhe naquele dia.

Alexis Marceaux ocupa oficialmente o posto de candidata mais subestimada da noite. Sua versão de “Go Your Own Way” (Fleetwood Mac) foi sublime, não consegui encontrar sequer uma falha em toda a performance, e ainda assim apenas Cee Lo virou. Acredito, sinceramente, que Alexis tenha um grande potencial para tornar-se uma Katrina da vida, que começou devagar, foi longe, e no fim era extremamente querida pelo público. Mas só o tempo dirá. Observação: JURO que escrevi o parágrafo sobre Alexis sem pensar no fato de ela ter sido vítima do furacão Katrina, só me lembrei depois! Coincidências da vida, mas quem sabe isso não seja um bom sinal?
E mais um combo de aprovados vem aí (dois no mesmo episódio, é mole?)! Sam James cantou “Imagine” (John Lennon) de uma forma tão genérica que eu não faço a mínima questão de ouvir o resto. Vai ser um dos cordeirinhos de sacrifício do Team Adam. Cheia de energia, Laura Vivas berrou como se não houvesse amanhã em “Whataya Want From Me”, e eu só fiquei com raiva de não ter visto toda a performance porque é uma ótima música do meu segundo ex-Idol favorito, Adam Lambert. Ganhou uma vaga no Team Xtina. Já Lelia Broussard cantou “We Can Work It Out” (The Beatles), fez Blake lembrar-se da esposa, Miranda Lambert, e entrou para o seu time. Não consegui chegar a uma conclusão sobre ela, pode tanto surpreender quanto ser um fiasco.

Um fenômeno estranho parece ter tomado conta de quem acompanha o The Voice desde o início. Mal podemos ver um cantor negro subir ao palco e já achamos que ele é um potencial campeão. Brandon Mahone, confesso, teve esse efeito sobre mim, e a excelente performance de “I Wish It Would Rain” (The Temptations) só confirmou essa impressão. E, para completar, diante das escolhas possíveis – Adam, Cee Lo e Christina – o rapaz decidiu ir com Adam, o mais distante musicalmente de todos. Para saberem o que pensei sobre isso, releiam o parágrafo sobre a primeira cantora da noite enquanto imaginam uma discreta risada maléfica mental da minha parte. Hihi.
Vou ser breve: adorei Jeffrey James, achei que ele mandou melhor do que muita gente que passou, e achei um absurdo ninguém ter virado! E tenho dito! E quero nem saber de combo de eliminados também! Próximo!

Linda, fofa, dourada e purpurinada, Jordan Pruitt viajou com suas BFFs, Miley Cyrus e Vanessa Hudgens, em turnês pela Disney como se não houvesse amanhã. Mas o amanhã chegou, ela cresceu e percebeu que ninguém a queria como artista adulta. Resultado: foi tentar a sorte no The Voice para ver se Christina Aguilera, uma ex-Disney que conseguiu se reinventar como mulher madura, pode ajudá-la. Ela escolheu a única música da Katy Perry que ainda não foi cantada nessas Blind Auditions, “The One That Got Away”. Seria Katy Perry a nova Adele? Se for, acho no mínimo prudente exibir um aviso antes do programa informando que quem assistir vai ser obrigado a aguentar isso, porque eu não mereço. Mas, como Christina vira para absolutamente todos os covers dessa chatonilda (provavelmente porque, ao contrário das músicas de Adele, qualquer cover consegue superar as versões originais), desta vez não foi diferente, e, realizando seu sonho, Jordan tornou-se mais uma adição de Christina, que pelo visto nesta temporada está JURANDO que irá ser a responsável pelo retorno do pop chiclete ao mercado mundial, coitada. Apesar de tudo, vejo potencial em Jordan, se ela aprender a escolher melhor seu repertório.

É CLARO que não poderíamos terminar a noite sem um maldito cover da Adele, não é verdade? E a responsável por ele desta vez foi a fofíssima (só que ao contrário) Terisa Griffin, que, cheia de imaginação e criatividade, decidiu cantar “Someone Like You”. Por pura pressão de Blake, Christina virou, e foi seguida pelo próprio Blake. Christina tentou lutar de forma sincera para ganhar a candidata, mas depois que percebeu que, do alto de seus 42 anos, existia uma mulher de personalidade fortíssima que com certeza seria um pé no saco para qualquer coach que tentasse contrariá-la, pensou “Vou é ficar quietinha e deixar o Blake segurar essa bomba”. Para o alívio de Christina (literalmente, ela fez sinal de alívio!!!), o plano deu certo, e Terisa escolheu Blake como coach. Tenho certeza de que vou me divertir com as sessões de treinamento entre Blake e essa mulher, mas sinceramente não faço a menor questão de vê-la cantando por muito tempo.
Depois dessa loucura toda, vamos aos nossos times?
Team Adam: Bryan Keith, Joe Kirkland, Samuel Mouton, Loren Allred, Nicole Nelson, Melanie Martinez, Brian Scartocci, Alessandra Guercio, Adanna Duru, Collin McLoughlin, Benji, Michelle Brook-Thompson, Sam James, Brandon Mahone
Team Blake: Terry McDermott, Gracia Harrison, Casey Muessigman, Julio Castillo, 2Steel Girls, Liz Davis, Kelly Crapa, Suzanna Choffel, Michaela Paige, Ryan Jirovec, Lelia Broussard, Terisa Griffin
Team Cee Lo: Daniel Rosa, Trevin Hunte, Mackenzie Bourg, Domo, JR Aquino, Nicholas David, Avery Wilson, Todd Kessler, Ben Taub, Emily Earle, Mycle Wastman, Diego Val, Alexis Marceaux
Team Xtina: De’Borah, Devyn Deloera, Adriana Louise, Aquile, Nelly’s Echo, Lisa Scinta, MarissaAnn, Beat Frequency, Paulina, Joselyn Rivera, Dez Duron, Laura Vivas, Jordan Pruitt
Pra mim, continua claro que o Team Adam está liderando com tranquilidade. Continuo achando que Team Cee Lo e Team Xtina estão numa disputa acirrada pela segunda colocação, com o primeiro levemente à frente da segunda. Team Blake, pra variar, segue na lanterna.
Acredito que tenha chegado aquele momento em que enjoei das Blind Auditions. Essa é a única explicação para minha falta de empolgação diante de apresentações tão bacanas como as mostradas neste sexto episódio. Isso me faz pensar em algo que cheguei a mencionar na temporada passada, mas agora posso dizer com mais segurança: candidatos exibidos no início, quando ainda estamos mais empolgados assistindo, levam uma vantagem considerável em relação aos demais. Mesmo porque já tem gente demais nesse programa, gente! Tá bom, já!
Ainda assim, precisamos reconhecer o mérito do reality: no quarto episódio da temporada passada eu já estava mais do que cansado desta etapa, e agora precisei de uma dose cavalar de audições para fazer minha cara de tédio pela primeira vez. O jeito é torcer para que isso melhore nos dois próximos episódios, os últimos de Blind Auditions desta temporada.














