
DINOSAURS ON A SPACESHIP!
Spoilers Abaixo:
A caixa alta é para deixar bem claro que meu nível de empolgação com Doctor Who essa semana é bem diferente do que foi na premiere. “Dinosaurs on a Spaceship” despertou em mim o Doctor Who full effect, assisti feito criança na pontinha do sofá, empolgada e ansiosa para cada nova cena.
O título não podia ser mais perfeito! Antes que alguém grite, eu sei que o episódio não se resumiu de forma alguma aos dinossauros dentro da nave, mas a ideia foi justamente uma junção de coisas aleatórias que só poderia acontecer em DW. Dinossauros, Silurians, rainhas egípcias, naves e piratas espaciais! Isso é Doctor Who! Desculpem o excesso de empolgação, mas foi episódios como esse que fizeram falta na temporada anterior, histórias simples, divertidas e bobas (no bom sentido). Para mim isso é parte da essência de Doctor Who.
E se a salada de elementos me empolgou, a forma como o roteiro amarrou tudo e ainda usou a mitologia prévia da série me fez gostar do episódio ainda mais. Vocês não imaginam o sorriso que eu abri ao ver os Silurians! Achei a ideia de a nave ser uma arca deles na tentativa de encontrar um novo planeta tão legal, foi uma explicação tão simples e redondinha para o que antes parecia tão absurdo (DINOSAURS ON A SPACESHIP!). Acho fantástico quando os roteiristas conseguem usar a mitologia prévia da série (que é gigante e riquíssima) para resolver novos problemas.
Uma coisa que tem me agradado bastante é os Ponds não serem mais companions fixos do Doutor, acho muito legal eles terem suas vidas separado do Doutor e partirem com ele em aventuras de tempos em tempos. É interessante a ideia de essas aventuras ficarem cada vez mais esporádicas, porque a Amy conheceu o Doctor ainda criança e costumava ser bastante dependente dele, é como se ela tivesse outgrowing the Doctor, ganhando independência e finalmente investindo na sua própria vida. Acho uma preparação legal para a saída dos Ponds no final do ano, vai fechar o arco deles muito bem. O episódio teve um momento bem bonitinho entre a Amy e o Doctor falando justamente sobre isso.
Além dos Ponds, o restante dos companions do episódio também foram demais, aliás, o Doutor devia viajar com grupos mais vezes, funcionou muito bem. O momento fangirl da Amy com a Nefertiti foi sensacional, mas o melhor mesmo foi o pai do Rory. Ele tirando uma pá do nada foi épico e a sequência da cena ainda revelou que o Doctor tem uma lista de presentes de natal, isso sem contar o final lindinho com ele vendo a terra de longe e os cartões postais.
Já me estendi bastante, mas tenho que comentar um detalhe sobre o desfecho da coisa toda. Sempre me surpreende como é chocante ver o Doutor ter uma atitude como a de deixar o Soloman para trás. Mesmo que ele tenha tomado decisões semelhantes no passado, elas nunca são de graça (como também não foi nesse episódio) e sempre me surpreende quando acontece. Acho que é algo muito bacana da série, como por mais que o Doutor esteja acostumado a tomar atitudes difíceis a gente ainda espera que ele tente sempre salvar a todos.
O review está acabando então eu queria aproveitar a oportunidade para dizer DINOSAURS ON A SPACESHIP mais uma vez. Encontro vocês semana que vem no velho oeste, até lá!
PS. Como fã de Douglas Adams eu queria dizer que amei demais os robôs com personalidade do Soloman.




















