
TRÊS ANOS ATRÁS
“Damages: a melhor série da atualidade”
HOJE
“Damages: a série que poucos se importam se está chegando ao fim”
Spoilers Abaixo:
Cinco minutos pra sair de cena e não tem quase ninguém na platéia esperando as cortinas fecharem. Damages chegou ao seu penúltimo episódio de “toda vida” e não tem gente esperando pra aplaudir. Em detrimento do tempo em que havia motivos para o aplauso, em detrimento da diversão que foi odiar Patty Hewes, estão quase todos vocês – os que abandonaram a série – distraídos da realidade de que essa é a véspera do “nunca mais”, e que pra mim é triste, e sempre será.
Infelizmente, mesmo com meu pesar em ver esse programa jogado na sarjeta das nossas atenções, eu preciso entender aqueles que desistiram. Damages virou vítima da própria pretensão – como costuma acontecer com séries “inovadoras” demais – e esqueceu que grandes poderes geram grandes expectativas. Fez uma quarta temporada preguiçosa e sem sentido, e vem adiando com recursos elegantes o clímax que precisa ser explosivo.
Essa semana não foi diferente.
Por alguma razão, os roteiristas entraram numa de que Ellen precisava de provas do que Patty lhe fez. Podemos até entender isso, se aceitarmos os argumentos furados de Patty para ter feito aquela confissão, mas não podemos entender aquele cartão sujo de sangue só ser examinado agora. Mas… Vá lá, passemos por cima disso com tranqüilidade, desde que os resultados sejam intensos.
Estava mais do que claro que o agressor de Ellen não ia conseguir chegar até ela de novo tão facilmente. Por isso, nada de surpresas com a cena do telhado. No entanto, mesmo com todas as reservas a respeito dessas reviravoltas tardias, há uma certa força em ver o homem admitindo com todas as letras que a mandante do crime foi Patty. Com isso, Ellen tem a prova que quer, e é CLARO que um plano começou a nascer naquele minuto, e nos minutos seguinte à sua última visita ao escritório da rival.
Damages é uma série sobre ser surpreendido, aceitemos isso. Sendo assim, qualquer final que possa ser previsto é incompetente. Para vias de consulta futura, então, eu vou declarar abaixo quais são os dois finais que se formaram pra mim diante desses acontecimentos:
Final 1: Ellen, com a ajuda do capanga de Patty, arquiteta um plano para acabar com a carreira da rival. A morte da Sra. Parsons seria forjada, o capanga transmitira à Patty as “boas notícias”, e Ellen – naquele plano onde parece morta – piscaria os olhos. Algum artifício do roteiro faria com que Patty desse o próximo passo ao saber da morte de Ellen e com isso, fosse pega.
Final 2: Patty não tem a intenção de matar sua mais divertida rival, até saber que foi descoberta e que a moça tem um trunfo. Ela então ordena ao capanga que complete o serviço. O Sr. Scully já está trabalhando com Ellen, e transmite o novo pedido. Ellen está arquitetando uma maneira de desbancar Hewes, mas seus planos são atrapalhados pelo seu furioso pai, que numa discussão terrível, lança sem querer a filha do alto do prédio. O Sr. Scully, que assiste a tudo, aproveita pra dizer para sua contratante, que ele foi o responsável pelo lançamento. O que Patty não contava, é que mesmo tendo conseguido se livrar de Ellen, teria Kate em seu encalço. A meia-irmã consegue provar o envolvimento de Patty com a primeira tentativa de assassinato, e ela vai presa.
É isso.
Estão aí os dois finais que me passaram pela cabeça. Qualquer um dos dois que se realize vai me deixar bem aborrecido. Eu quero reviravoltas de um nível astronômico. E já vou deixando bem claro que se a “morte” de Ellen sofrer mesmo a ação direta de seu pai ou de Kate, será pior ainda. Os dois são elementos novos, oportunistas, e não merecem protagonizar os resultados desse finale.
Antes de terminar vale lembrar que a coisa toda sobre Naomi Walling também está perto de ser resolvida. Dou um doce pra quem realmente se surpreendeu com a revelação de que o Batiatus era o responsável pelo vazamento da identidade da fonte. Todo o comportamento dele durante a temporada foi tão suspeito que surpreendente mesmo seria ele ser realmente leal à Channing.
Agora, resta saber apenas quem matou Naomi. E é com imenso pesar que vejo essa trama correndo totalmente paralela à vida das protagonistas. As tensões sobre McLaren vão se resolver e nem chegarão perto de esbarrar nos momentos finais da briga entre Patty e Ellen. Acho que isso não é nada inteligente… Vale lembrar que na ótima terceira temporada, a morte de Tom manteve tudo conectado. Havia um pouco de mitologia original, e havia a ação de parte do enredo jurídico daquela temporada.
Semana que vem é o fim da linha… Apesar das expectativas não serem boas, será difícil ver a série ir embora definitivamente. Damages fez muito pela televisão e merecia mais barulho nessa corajosa (embora não tão eficiente) despedida.





















