Milho, canjica e boas séries nesse São João.

Junho é o início da summer season. Com as séries regulares em pausa, resume-se basicamente a menos séries para serem assistidas. Evidentemente, sempre existe alguma pérola, mas qualquer Série Maníaco que se preze pode dizer que o esperado será menos episódios excelentes do que o habitual. Foi com grande surpresa, portanto, que eu vi nada mais nada menos do que cinco episódios excelentes de uma das melhores séries da atualidade, uma animação nada menos do que épica, uma novata promissora e aquela que se revelou a grande surpresa positiva do ano de séries até agora.

No geral, vi apenas 61 episódios, com a média de 2,03 episódios/dia, bem em cima da marca que coloco a mim mesmo de assistir ao menos 2 episódios por dia durante um mês. Um período que usei mais para ficar em dia com algumas séries que estava devendo maratona (olá, The Vampire Diaries!) e rever alguns episódios clássicos de minhas séries favoritas.

Vale destacar a leitura de Infinite Jest, obra-prima pós-moderna de David Foster Wallace ambientado em um futuro distópico mesclando uma narrativa sobre tênis, drogas, separatismo e um filme que mata todos os que o assistem, que conseguiu me render bons momentos de emoção, comentários sarcásticos dos meus familiares sobre eu nunca acabar e algumas abordagens estranhas em shoppings centers. Recomendo fortemente a leitura!

Sem mais delongas, vamos aos destaques do mês de junho!

Meet the New Boss – Suits

Durante seu segundo ano, Suits acertou ao reconstruir toda a sua estrutura básica para que esta se adequasse melhor à premissa. Deixando de ser um texto que foca unicamente no relacionamento entre seus dois principais personagens e abordando mais uma perspectiva de todo o elenco. O resultado foi a transformação de uma série hilariamente problemática em apenas hilária. Ou melhor, não apenas hilária, mas conseguindo mesclar bem o drama proveniente da trama principal com o clima mais leve típico da temporada inicial.

Tomando como base este episódio, finalmente mostrando o verdadeiro lado de Daniel Hardman, acertando ao mostrá-lo capaz de mirar justamente no ponto fraco de Harvey e explorar a ingenuidade de Mike. Ao mesmo tempo, Louis Litt faz questão de não transformar a história em algo incansavelmente dramático, sendo um alívio cômico adequado.

Por mais que o caso da semana seja memorável, conta com Margo Martindale como uma participação especial. Existe mais algum motivo para não elogiar esse episódio?

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Something is Wrong – Louie

Eu poderia gastar parágrafos e parágrafos elogiando o episódio, mas seria um exercício, na melhor das hipóteses, vazio. A melhor forma de entender a genialidade de Louie é a vendo, percebendo os vários tipos de humor e o mundo melancólico da série, resultados de um realizador no auge do seu potencial. Portanto, recomendo que se você ainda não assistiu o episódio, procure o torrent mais próximo e o faço nesse momento. Prometo que não irá se arrepender!

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We Just Decided To – The Newsroom

Pilotos com mais de uma hora possuem uma tendência a serem enfadonhos por tentarem alongar uma trama que seria muito bem adequada ao tempo regular previsto pelo canal. São poucos as séries que possuem a inteligência de conseguirem com mais de uma hora balancear o ritmo introdutório e mostrar a personalidade dos personagens sem ser enfadonho. Entre estas poucas, pode ser citada The Newsroom.

Focando em seus primeiros momentos em atenuar a epifania, não apenas abstrata, de McVoy que faz o seu mundo desmoronar. Toda a sua imagem de imparcialidade, construída por uma mera conveniência de ser popular ao não incomodar o espectador, é destruída em uma única noite. Sua equipe o abandona. Simbolizando o fim do antigo repórter acomodado e o deixando em condições de retornar a suas origens.

A partir de então o episódio ganha os contornos de um caso semanal, com toda a equipe tendo que preparar às pressas o primeiro programa. As relações vão sendo aos poucos estabelecidas, assim como as capacidades e funções de cada um para o programa funcionar, e, seguindo a regra básica de uma série que se ampara em um personagem que executa bem determinada função, a excelência do protagonista como apresentador é demonstrado.

Às vezes exagerado, às vezes presunçoso, longe da sobriedade necessária, esse piloto está longe de ser perfeito, mas promove um pontapé inicial mais do que adequado nos bastidores do telejornal sem nenhum momento tentando ser excessivamente realista. Em outras palavras, cumpre o que propõe mais do que bem.

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Skeletons in the Closet/The Endgame – The Legend of Korra

O fim de temporada de Korra conseguiu mesclar entre o contemplativo e a ação. Ao mesmo tempo em que consegue deixar lágrimas em cenas como a dos dois irmãos no barco, tira o fôlego do espectador no jogo de gato e rato realizado por Amon contra Korra e Mako ou nas maravilhosas sequências aéreas com General Iroh tentando salvar o dia por via aérea. Como é típico de Avatar, o fim da batalha se destacou por ter sido feita não por uma obra exclusiva da heroína, mas por um conjunto de pessoas efetuando missões importantes e cabendo a Korra e Mako apenas a destruição da cabeça de toda a operação para trazer o equilibro a Republic City. Podendo funcionar perfeitamente como um fim de minissérie, o episódio duplo ainda dá algumas ideias de tramas e personagens a serem mais bem explorados nos próximos anos. Afinal, não faltarão aventuras a serem travadas no universo de Avatar em mais três anos.

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E para vocês, quais são os destaques desse mês de Junho?

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