Nossa querida maluquinha Sarah Linden.

Spoilers Abaixo:

Que fase essa pela qual “The Killing” vem passando! Nesta segunda temporada, o seriado não deixou a peteca cair nem por um segundo, conduzindo de forma envolvente os passos até a resolução do mistério de Rosie Larsen. E o melhor que isso tem sido feito sem deixar de lado o desenvolvimento dos ótimos protagonistas que o programa possui. Há algumas semanas pudemos conhecer mais sobre Holder e desta vez, foi mostrada uma jornada profunda em direção aos maiores traumas de Sarah. A pobre detetive passou por maus bocados na vida e com o desgastante caso do assassinato de Rosie sua saúde mental vai ficando cada vez mais abalada.

As conversas com sua terapeuta ao longo do dia em que a detetive passou enclausurada no hospital psiquiátrico foram de um forte teor melancólico. Foi triste saber que Sarah foi abandonada pela mãe e teve que se virar em casa sozinha aos cinco anos. Isso reflete muito da sua dificuldade em se relacionar com as pessoas. Ela possui uma carência extrema acompanhada de uma desconfiança proporcionalmente grande. Mas o melhor de tudo foram os detalhes sobre o caso anterior de Linden. E, prestem atenção, pois creio que isso terá ramificações para uma possível terceira temporada do seriado. Fica no ar que, no fundo, a detetive acredita que esse caso nunca foi solucionado e o verdadeiro assassino está a solta. Quem sabe este não volte para assombrar Linden num futuro próximo. Mas o engraçado é que, ao mesmo tempo, acredito que Sarah pode estar criando uma paranóia. Quem sabe, por conta de sua conexão com a história do garoto abandonado, ela quis acreditar que havia algo a mais, quando na verdade tudo era realmente o que parecia ser. Essa dubiedade na sanidade de Linden me fascina. Será que os seus instintos são mesmo confiáveis? Me pergunto isso cada vez mais.

Dando uma pausa nesta parte da história, queria escrever um pouco sobre a família Larsen. Primeiro houve o pedido de Janek para que Stan voltasse a matar. O importante nem foi o pedido em si, ou a decisão de Stan em não fazê-lo. O legal foi me sentir enganado por todo o jogo de edição que roteiristas e diretor fizeram com a gente. Duvido que alguém não tenha sido surpreendido ao ver Alexi empunhando a arma que deu fim ao chefão mafioso. Toda a construção da cena ao longo do episódio foi muito boa. Depois, não tem como não elogiar novamente o trabalho de Brent Sexton como o Papai Larsen. Na cena em que ele se despede definitivamente de Rosie através de um telefonema para a caixa de mensagens da filha, ele deu um show. Enfim, Stan resolveu que é hora de superar a perda e continuar a vida com o que restou de sua família. Foi um belo discurso que trouxe mais profundidade para seu personagem. Mas agora o passo final dessa recuperação vai ser a resolução da história com Mitch. O retorno da mãe pródiga vai trazer o desfecho do núcleo familiar que promete mais emoções ainda.

Já o núcleo da política… Bem, quem diria? Estava por trás de tudo o tempo todo, mas não da maneira que imaginávamos. Acho que Gwen e Jamie foram os únicos personagens que até agora não tinham se tornado suspeitos e agora, na reta final, foi a vez deles. Entretanto, cheguei à conclusão de que o verdadeiro culpado só pode ser Jamie. Não haveria sentido em Gwen conseguir um mandato para que a polícia pudesse ter provas de um crime que ela cometeu. Imagino que Jamie estaria usando mais uma de suas táticas para vencer de qualquer maneira e tentou colocar os ossos indígenas no terreno de obras para conseguir o apoio dos indígenas liderados pela Chefe Jackson. Lembram quando ele insistiu na reunião de Richmond com a Chefe há uns episódios atrás? O culpado com certeza está naquele meio e esses dois últimos dias de investigação vão colocar uma face definitiva nele.

Quem se dá mal com isso é o pobre Richmond. Logo agora que ele está aos poucos dando a volta por cima na campanha, a bomba vai cair novamente no seu colo. O fato do assassino de Rosie estar entre o seu pessoal só não deve abalar mais a sua campanha porque o próximo episódio já envolve o dia da eleição. Mas o golpe no candidato deve ser certeiro, mesmo que venha depois da apuração das urnas.

Nas últimas semanas tive que me dedicar muito aos textos de “Game of Thrones” e acabei deixando “The Killing” meio de lado. Mas vou acompanhar de perto esse final que promete ser a coroação de uma temporada que tem sido irretocável, um verdadeiro presente para aqueles que perseveraram após o fim da anterior. E agora que estamos tão próximos do desfecho, eu pergunto: quem vocês acham que matou Rosie Larsen?

Em Tempo de Beijo Roubado: Nem vou comentar a história do beijo de Gwen com o prefeito, pois achei um tanto quanto desnecessária. Pelo menos até agora…

Em Tempo de Atividade Canina: Não vejo uma melhor aquisição para a família Larsen do que um Bulldog. Afinal, dizem que os cachorros parecem com seus donos e ele meio que lembra o Stan… 😛

Em Tempo de Feedback: Espero que eu não seja o único que está empolgadíssimo para esses dois últimos episódios de “The Killing”.

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