
“I’ve always hated the bells. They ring for horror.”
Spoilers Abaixo:
Enfim chegamos ao episódio mais esperado da temporada. Depois de inúmeras batalhas ocorridas fora da tela, os sedentos por ação e sangue tiveram um prato cheio desta vez. O engraçado é que, a princípio, a batalha da baía de Água Negra seria vivenciada apenas pelos olhos de Cersei e Sansa, resumindo todo o evento a apenas as cenas em que as mulheres se encontram confinadas aturando as loucuras da rainha bêbada. Agradeçamos então aos showrunners David Benioff e D. B. Weiss que convenceram à HBO a aprovar um aumento de orçamento e possibilitou ver em tela esse festival de tensão, estratégia e adrenalina.
Gostaria de elogiar a abordagem que foi dada ao acontecimento. A direção e produção optaram por tomadas fechadas de batalha, evitando confrontos de grande escala. Além do fator orçamento, que sempre pesa bastante, acho que esse olhar próximo da batalha foi escolhido para nos deixar perto de nossos personagens. Estávamos lá junto com eles. Fascinados com o fogo como o Cão. Experimentando o medo como Joffrey. E temendo pela vida do querido anão. Se eles queriam que esse momento se tornasse algo marcante no seriado, eles conseguiram.
Agora, minha cena favorita foi de longe o uso do “fogo vivo”. Achava que o anão tentaria usar a artimanha do alquimista por meio de catapultas, mas o navio explosivo me pegou de surpresa com uma cena de encher os olhos. Cada centavo gasto aí foi bem usado e toda a sequência atingiu um nível cinematográfico. Prova do investimento em alto nível é que neste episódio foi usado mais efeitos especiais do que em qualquer outro até agora.
E o texto apresentado acompanhou a produção de primeira. Escrito pelo próprio George R. R. Martin, o episódio em nenhum momento nos deixava ter certeza de quem venceria o confronto. Tivemos a estratégia da explosão do anão, a perseverança de Stannis, o abandono do rei, e a cada chegada de uma nova frota de soldados, o jogo virava. Mas, por fim, a surpresa da chegada de Tywin com Sor Loras deu a vitória para os Leões. O chefe dos Lannisters enganou a todos. Enquanto achávamos que ele marcharia de encontro a Robb Stark, ele se direcionou a Porto Real e acabou com o ataque de Stannis. Sem esquecer que Sor Loras agora pode conseguir a vingança pela morte do seu amado Renly.
Com tudo isso, fica bem claro que “Game of Thrones” elevou consideravelmente a barra do seriado no quesito ação e nos provou que é capaz de mostrar eficientemente um confronto em tela. O know-how adquirido nesta experiência e a incrível recepção que o episódio deve ter vão encorajar ao canal a investir mais nesses eventos cinematográficos daqui pra frente. Afinal, os confrontos não devem diminuir e a importância deles só vai aumentar. Mas isso é papo para uma outra temporada. Semana que vem teremos a conclusão desta segunda fase da história e tudo deve ter um tom mais tranqüilo. Khaleesi, Jon Snow, Theon e todos os outros voltarão para construir os ganchos do que será apresentado na terceira temporada. Sim, deve ser um episódio aperitivo, mas nada melhor para atiçar nossa sede até o ano que vem.
Em Tempo de Burrice: Por que a Sansa não aceitou a proposta do Cão para deixar a cidade com ele? Não sei se covardia ou esperteza moveu a garota, mas acho que a proposta do Cão era bem melhor do que aquilo que ela tem agora.
Em Tempo de Gore: O prêmio do momento mais gore vai pra qual das mortes sinistras vistas hoje? Temos a cortada no meio horizontal e diagonal do Cão, a cortada do topo da cabeça de um soldado por Stannis, a pedrada na cabeça e, claro, a machadada na perna pelo anão.
Em Tempo de Fim de Temporada: E aí? O que vocês esperam do último episódio em 2012 de Game of Thrones? A temporada já termina na próxima semana.












