
Eu já estava desanimando em continuar com Touch no momento em que vi que, pelo terceiro episódio consecutivo, o Jake tinha fugido do hospital para, logo em seguida, o encontrarem. Mais uma sequencia de números aparentemente aleatórios e outra conversa infrutífera com o outro doidão que também enxerga os padrões. Até que conhecemos o príncipe invisível e uma ponta de esperança de que a série terá uma mitologia cresceu em mim.
Spoilers Abaixo:
As cenas em que a Clea tenta, por exemplo, fazer o Jake indicar nas cartas qual o animal que faz muuuu continuam um horror. O menino já provou várias vezes que é capaz de identificar padrões inacreditáveis na natureza e ela insiste em tratar ele como um imbecil.
Está cada vez mais difícil de me importar com as histórias que acontecem ao redor do mundo, mas ver as meninas japonesas novamente me intrigou. Não é possível que eles estejam só reaproveitando personagens assim à toa. Elas têm que fazer parte de algo maior, não é possível! Outra coisa legal de se ver foi a cantora do primeiro episódio aparecendo no celular deixado pelas japas pra menina do vestido vermelho, ele realmente não parou de rodar o mundo. Fora que ver coisas recorrentes de outros episódios assim passa uma sensação de que as coisas são fluidas e não cortadas e separadas por episódios.
Nesse episódio, em especial, achei que os casos se misturaram ainda menos que o normal. Tivemos a história da mulher que apanhava do marido, da menina do vestido vermelho e a competição de dança (nem mesmo a presença do Twitch perdendo pros africanos empolgou). Nada foi memorável o bastante pra ser citado.
No fim das contas o príncipe invisível não passava de mais um maluco dos números e de invisível não tinha nada (ou será que tinha?). Espero que a série explore isso de uma forma maior e melhor. Mostrar outras pessoas com o mesmo dom do Jake, a forma como trabalham, outros dons que possuem… pessoas que conhecem esse dom, mas lutam contra, sei lá! Existem inúmeras possibilidades e caminhos que a série pode tomar, só espero que ela não opte pelo caminho mais fácil do caso da semana e fique por isso mesmo.
E o carrinho vermelho retornando do quarto número seis foi o suficiente para me deixar com vontade de ver mais um episódio, então vamos lá!

1×04: Kite Strings
Pra mim é óbvio que a mãe do Jake não está morta. Por mais que o bombeiro ou o Bobby clamem que a morte dela tenha sido culpa deles, eu ainda não acredito. Queria muito que o motivo da salvação dela fosse o dom do filho. Que, de alguma forma, ele encontrasse um loophole e conseguisse ajudar a mãe, do futuro. Claro que em se tratando em viagens no tempo é sempre bom ter cuidado, até porque o criador da série não é ninguém menos que Tim Kring (Heroes)!
É bom ver que eles não estão deixando as histórias acumularem para, então, retomarem personagens que nem nos lembraríamos mais. O Abdul e o Randall são dois deles. Ambos apareceram no episódio piloto e fiquei muito feliz em perceber que, mesmo tendo os casos da semana, nem todos são esquecidos. E, pra esse tipo de série, é essencial que tenhamos personagens recorrentes.
Acho muito engraçado como o Martin e o Jake sempre dão um jeitinho de entrar nas casas onde querem, se trancam e esmurram as portas como se não houvesse amanhã! Outra coisa que nunca vai colar é: “O número 9.5 tem algum significado pra você?”, como se pessoas normais guardassem padrões numéricos só pra responder esse tipo de pergunta escrota! Fora que, com uma simples troca de olhares o Martin consegue entender que o filho quer que o Bobby vá lá em cima busca-lo (isso porque o garoto tem 0 expressões faciais) e o pior/melhor de tudo é que o Bobby, apesar de nunca ter visto esses dois na vida, vai atrás do garoto.
Dessa vez, tenho que confessar, gostei bastante da forma com que as histórias se uniram. Pelo fato do Jake ter assustado a mulher e liberado o sinal na hora exata, a banda tocou numa voltagem mais alta que devia e causou o curto-circuito no momento preciso para que a Laura pudesse ser salva. Uma sequencia simples e acreditável com histórias que não fogem muito do palpável. Não poderia pedir mais nada.
A jornada do Randall por respostas me pareceu meio deslocada no episódio até o último minuto, quando ele se torna um sinal para o padre, que fica livre pra ir atrás de sua ex-namorada. O ator Titus Welliver é excelente e seu discurso de culpa sobre a morte de Sarah foi realmente tocante, mas o que ele vai fazer com uma igreja eu já não tenho ideia.
Por fim, completando o ciclo do episódio, e porque não dizer da vida, o Martin finalmente conseguiu o “pedaço físico” da Sarah, que tanto queria para que pudesse prestar seu luto, na forma de sua aliança. Um final singelo e bonito.











