
“Alô, Jack Bauer?”
Spoilers Abaixo:
Quem um dia iria imaginar que Dexter fosse caçar um terrorista? A trama envolvendo Travis tomou uma dimensão tão grande, que uma rotineira perseguição ao assassino da temporada, tornou-se uma ameaça pública envolvendo bomba de gás venenoso. Todos nós sabemos o quão controlador e metódico Dexter é, e esse sentimento impotente, de não ter capacidade de domar a situação por conta própria, é algo extremamente frustrante para o nosso serial killer favorito.
Com a revelação de que Gellar estava morto no episódio passado e a comprovação da teoria Tyler Durden, o sentimento ruim gerado por esse anticlímax deu lugar ao sossego. Não fiquei procurando em todas as cenas detalhes que provassem a esquizofrenia de Travis e com isso pude aproveitar mais o desenvolvimento dessa semana. Gostei bastante de como as coisas foram armadas para os dois episódios finais da temporada. Não apenas o alvo da bomba de gás é o departamento de homicídio de Miami, mas também quem deve ser obrigado a transportar o artefato até lá dever ser o próprio Angel. E fico imaginando que essa situação deve resultar na morte de Angel ou Quinn. Sem dúvida a morte de Angel seria mais impactante, mesmo que o personagem não esteja no seu auge de relevância. Por outro lado, Quinn está sem propósito e muito mal aproveitado. Só mesmo um ato heróico e de sacrifício para ele nunca mais ser esquecido. Acredito que ele daria a vida por Deb, ainda mais depois de toda essa autodestruição que presenciamos recentemente.
Outra coisa muito boa no episódio foi a aceitação de Travis por seu Dark Passenger. Ele não precisa mais de Gellar para cumprir seu “dever” com o fim do mundo e isso nos proporcionou o melhor de Colin Hanks nessa temporada, com uma ótima atuação que destacou toda a mudança de Travis. Até mesmo o recrutamento do casal de discípulos só foi possível devido a confiança e ar de liderança que o lado negro de Travis exala. Fico impressionado como um personagem que começou com um mero seguidor esquizofrênico acabou se tornando a maior ameaça que Dexter já enfrentou.
Embora eu estivesse esperando um desenvolvimento maior no plot envolvendo Deb, LaGuerta e Matthews, é compreensível que isso tenha sido poupado para finalzinho da temporada. Concordo que foi muito fácil a maneira como Deb conectou Matthews com a prostituta morta (Porra Matthews, usar nome verdadeiro para mandar flores para puta é muito juvenil), mas imagino que era inevitável Deb descobrir a verdade.
Deb que, aliás, vem se mostrando o personagem veterano que mais cresceu durante essa temporada. O paralelo que criaram do ataque de pânico dela ao associar igreja com morte e o ataque de pânico de Dexter na primeira temporada, foi importante para reconectar os irmãos, que estavam com o relacionamento meio abalado. Deb está tomando ciência durante suas seções de terapia de como Dex sempre foi seu porto seguro nos momentos de dificuldade e toda essa gratidão tardia para com o irmão mais velho será um elemento chave caso ela descubra a verdade sobre Dexter.
Existem muitas teorias sobre o stag do Masuka. Uns acham que ele é um investigador, outros acham que ele é o filho perdido do Ice Truck Killer ou até mesmo um assassino de última hora que pode surgir nos episódios finais. Eu até gosto dessas ideias, mas agora começo a acreditar que o stag não vai passar de um nerd vingativo, que após ser escrotizado por Dexter ao mostrar seu jogo, vai usar suas habilidades de hacker para conectar Dexter com Travis pelas pesquisas feitas na delegacia com aquele site de busca que o próprio stag indicou.
Agora é só esperar pelos dois últimos episódios, que costumam ser ótimos.













