Depois das duas rodadas de eliminações expressas, “Top Chef” inicia sua temporada “de verdade”. E os conflitos já estão aí!

Spoilers Abaixo:

No terceiro episódio, “Top Chef” voltou ao seu já consagrado esquema de quickfire e elimination challenges. Além disso, com um elenco já formado, pudemos conhecer melhor os aspirantes ao prêmio e já formar nosso time de favoritos e, claro, de desafetos.

O desafio de cozinhar a cobra cascavel foi bem curioso. Cobra não é uma carne tão comum de ser trabalhada e tenho certeza que muitos ali usaram pela primeira vez. Devo dizer que a vitória de Dakota, com o seu tempurá de cascavel com cerveja batida, me surpreendeu. Não botava muita fé na chef. Na verdade, ainda não boto, mas já me surpreendi bastante nesse programa. Mas o elimination challenge foi que pôs fogo nas relações e mostrou que existem alguns que não sabem mesmo trabalhar em equipe.

Quando você trabalha na cozinha, é essencial a sincronia com sua equipe. Existem trabalhos que você não pode fazer sozinho, além do que um ambiente de trabalho agradável sempre ajuda tudo a correr melhor. Neste desafio da “Quinceañera”, a festa de quinze anos mexicana, o time rosa mostrou várias rachaduras. Quando Keith comprou camarões pré-cozidos, vi que ia dar merda. Camarão é uma carne muito sensível e fica dura se cozinhada demais, o que não é fácil de controlar. Agora imagina a reação de ver que a matéria-prima do seu prato veio com baixíssima qualidade? Não é à toa que Lindsay e Sarah surtaram quando viram a besteira que Keith fez. Entretanto, a postura que elas adotaram após isso foi ridícula. Em vez de pôr tudo em pratos limpos com o cara, a loira testuda e a gordinha shimbalaê praticaram uma modalidade de bullying no chef. Era um comentário maldoso de um lado, uma alfinetada de outro e pronto. Acabou-se o clima na cozinha. O próprio Keith disse que foi isolado do grupo e isso é inadmissível no trabalho na cozinha. Comunicação é vital! O que ele fez foi uma grande besteira e um erro absurdo para um chef com a experiência dele, entretanto a atitude da testinha e da shimbala foi de um imaturidade e pedância absurdas. Isso porque nem falei da gordinha jogando o cara na frente do ônibus quando dedurou tudo pros juízes. Fica a dica que na cozinha há uma equipe e nada se faz sozinho. E, assim, Keith foi eliminado e a dupla testinha e shimbala já entra na minha lista de desafetos.

No quarto episódio, o grande protagonista foi a pimenta! Pois vocês sabem que, quando se fala em cozinha latina nos Estados Unidos, só se pensa em México, e quando se pensa em cozinha mexicana se pensa em pimenta. Nota dez na aula de geografia! Todos sabem o quanto a visão de mundo deles é limitada e aqui está a prova de que isso se expande ao âmbito gastronômico também. Pena, pior pra eles, como sempre. Mas voltando aos desafios, não podemos negar que o quickfire foi interessantíssimo. Vincular o poder de cada pimenta com o prêmio a ser dado, com certeza adicionou uma certa imprevisibilidade aos pratos. No fim das contas, só o chef Paul usou a pimenta fantasma, a mais  ardida do mundo, e ele acabou vencendo o desafio com a sopa de côco com limão combava e pimenta fantasma. Aproveito para confirmar que Paul é um dos meus favoritos até agora. Ele se mostrou bastante ousado quando pôde e, ao mesmo tempo, soube fazer criações bem simples quando necessário. Versatilidade é tudo aqui.

Os participantes então se dividiram em 5 grupos e começaram a cozinhar um prato com pimenta para o público de um rodeio texano. No fim das contas, o grupo da gordinha shimbalaê conseguiu a vitória, enquanto o grupo de Richie, Nyesha e Beverly foi o perdedor. E daí tivemos mais uma surpresa: os perdedores deviam, individualmente, transformar o seu prato fracassado em algo campeão. Sinceramente achei que a bola da vez seria a Beverly. A chefe de origem coreana mostrou uma certa fragilidade ao longo da competição, mas acabou se saindo melhor dentre os três. No fim, tudo ficou entre Richie e Nyesha e eu sabia que seria o bigodinho a ir embora. Devo confessar que logo no começo desta temporada, fiquei curioso a respeito do restaurante onde ele e seu chefe Chris Jones trabalhavam e vi que se trata de um grande restaurante de Chicago que tem como base a cozinha molecular. Então foi grande a minha decepção ao ver que Richie não conseguiu preparar algo convincente ao longo de toda a competição. Seus três pratos ficaram sempre entre os piores e só posso imaginar que ele não possuía a estrutura pisicológica para algo do calibre de um “Top Chef”. Boa sorte lá fora, Richie e me aguarde que um dia visitarei o MOTO em Chicago.

Assim, 14 chefs continuam na disputa, um recorde para um quinto episódio do reality. Alguém também sente que teremos uma eliminação dupla em breve? Espero que sim! Ainda há muitos fraquinhos para sair deste grupo.

Em Tempo de Empatar as Desculpas: Perdão pelo atraso no texto destes dois episódios. Semana passada fiquei enrolado com a prova de confeitaria (nesta aula, sempre me sinto em Top Chef: Just Desserts), mas prometo que a partir de agora, a frequência será estabilizada.

Em Tempo de Ajuda com as Sobremesas: Mais uma vez, os chefs provaram sua total falta de habilidade com os preparos de confeitaria. Os dois bolos da quinceañera ficaram hediondos. Um era uma torre de creme quase caindo e coberta de plantas e a outra assustava com as cores e a quantidade de cobertura. Bem, torço pra que os juízes foquem mais esse ponto fraco dos chefs para testar quem contorna melhor essa deficiência.

Em Tempo de Last Chance Kitchen: O eliminado do terceiro episódio Keith enfrentou o último vencedor Andrew num desafio em que ambos deviam preparar e cozinhar algo em 10 minutos! Keith aproveitou sua segunda chance e mandou Andrew de volta pra casa. A seguir, seu adversário foi Richie bigodinho, que, mais uma vez decepcionou. O chef do restaurante MOTO não convenceu com seu prato feito à base de sobras do jantar de ação de graças e foi definitivamente eliminado. E, assim, Keith continua vivo na competição paralela.

Em Tempo de Mais Last Chance Kitchen: Estou curtindo bastante essa repescagem comandada no site pelo Tom Colicchio. O programa se expandiu e inovou de maneira bem eficiente.

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