
Feliz aniversário, Graysons!
Spoilers Abaixo:
Não é fácil entender a família Grayson. Por isso, o episódio que comemora as bodas de prata do casal mais maquiavélico de Revenge começa com uma cena que serve justamente para nos ajudar a perceber que a melhor forma de desvendá-los é ficar atento aos detalhes: mãos, falsos sorrisos, pequenos emendos de última hora em algumas respostas… tudo isso é muito mais revelador que as coisas que víamos nos primeiros episódios. Apesar de não ter apresentado novidade (mesmo porque chega um momento do episódio em que começa a vir bomba atrás de bomba), foi uma belíssima cena, muito bem pensada e extremamente bem executada pelo casal de atores.
Na verdade, um dos principais objetivos do episódio foi humanizar Victoria Grayson, que esta semana nem chegou perto de parecer a megavilã que amamos e respeitamos. É um caminho louvável, porque contar a história da personagem e nos ajudar a entender o motivo (o filho) que a levou a fazer tudo o que fez nos deixa indecisos sobre o quanto Victoria merece sofrer a vingança de Emily e ir para o mármore do inferno.
Mas vamos deixar de enrolação e falar de quem realmente roubou a cena. Por um momento, esqueci de todos os outros personagens e plots quando Tyler se levantou daquele sofá e começou a sensualizar pra cima do Nolan. Foi até um pouco decepcionante ver o bilionário entrando na onda, mas também seria ingenuidade achar que sua confissão a Tyler de que “é 3 na escala Kinsley” (ou seja, é bissexual) tenha sido mencionada casualmente. É claro que não foi, e agora Tyler, que jurava estar se safando ao levar o duplo bi para a cama, pode estar definitivamente nas mãos de Nolan. É até possível que o tiro saia pela culatra e Nolan fique gamado, mas de Nolan, que pra mim é “o cara” na série, eu sempre espero o melhor.
Não pude deixar de notar que, apesar de tudo, nem Tyler nem Nolan se declararam gays (Tyler, aliás, deixou bastante claro que está muito mais para golpista do que para homossexual), o que foi uma maneira inteligente para evitar que a série caia em estereótipos e naqueles típicos plots sobre homossexualidade, preconceito, casamento, etc. Não enxergo um espaço para isso em Revenge, por isso gostei da forma como esse plot twist foi explorado. E agora ficou mais claro que, apesar de sua ambiguidade sexual, o que Tyler quer mesmo é dinheiro, e não Daniel. Não acho que uma paixão pelo rapaz seria uma motivação que combinaria com o personagem.
Resolvido o mistério de Tyler, outro precisava aparecer, e é justamente aí que entra a verdadeira Emily Thorne, a mais nova visitante dos Hamptons. A inserção dessa personagem na série foi provavelmente o melhor plot twist que Revenge apresentou até agora, e uma das maiores provas de que os planos de Emily, que pareciam perfeitos nos quatro primeiros episódios, estão quase tão infalíveis quanto os do Cebolinha. E, se o primeiro extremo me incomodava, o fato de que mais uma vez Emily conseguiu contar com a sorte para se livrar de um algoz (no caso, Frank) também não me deixa muito animado, mas vamos dar tempo ao tempo e ver como ela reagirá – afinal, com a chegada da stripper, alguma providência nossa protagonista precisará tomar.
E nossa querida Lydia, que já acordou? Achei um pouco cedo para isso, já temos plots demais por enquanto e acho que a produção deveria ter deixado Lydia para a segunda metade da temporada. O fato de todas as cartas estarem sendo usadas ao mesmo tempo me deixa preocupado com a série, com medo de ela se perder em seus próprios plot twists e cliffhangers. Agora é cruzar os dedos para que não role uma amnésia…
No fim das contas, Charade manteve o bom nível de intriga do episódio passado, mas trouxe um excesso de novidades e informações que me fizeram acender o sinal amarelo, torcendo para que o roteiro não se perca em si mesmo e a curva de qualidade de Revenge continue ascendente.
Observações:
– Nolan leu a review passada e finalmente contratou um guarda-costas!
– Declan e Charlotte continuam extremamente boring.
– Emily está realmente se apaixonando por Daniel, segundo ela confessou a… Daniel! Ou seja, foi a confissão mais inútil da cidade, mas, como confio na percepção de Nolan, acredito nela. E não fico nada feliz com isso.
– Finalmente Ashley pode ter um mínimo de utilidade e se tornar cúmplice de Tyler… mas afinal, será que ninguém presta nessa série? Fico na torcida, confesso, para que a resposta seja não.














