Leprechaun em Glee.

Spoilers Abaixo:

Se eu encontrasse um desses homenzinhos verdes lá da Irlanda, eu faria dois desejos em nome de Glee: músicas melhores, histórias melhores. O terceiro seria para o meu gato fazer coco de chocolate mesmo, igualzinho ao pedido de Britanny, porque afinal, esse é o sonho de 10 em cada 10 donos de bichanos.

Como eu não tenho gato, fico aqui pesando se eu pediria mais ânimo ou mais paciência com Glee. Não vou dizer que o episódio foi um completo desastre. Ainda acho que há algumas coisas nele que são bem legais, mas para mim, pelo menos, assisti-lo foi uma experiência insípida. Não ri, não me emocionei e apenas esperei que o final chegasse sem qualquer animação.

O estranho é que eu até estava empolgada no começo, afinal de contas, a primeira vez do menino Damião a gente nunca esquece. Fico sempre feliz quando sei que o pessoal de The Glee Project vai aparecer, mas Damian (que é mesmo uma graça e sucesso total com as meninas) tem tão pouco talento como ator, que fiquei um pouco constrangida por ele.

Perto dele, Cory Monteith estava merecedor de OSCAR. Sintam o drama. Continuo sem entender lhufas do que Damião fala. Aquele dialeto só pode mesmo ser de Leprechaun, mas até aí, é um charme do moço. A trama em que ele surge não surpreendeu quem assistiu ao reality. Por lá, titio Ryan Murphy já havia adiantado que a interação maior de Damião seria com Britanny numa espécie de intercâmbio.

A história em si é legal e condiz com ambos os personagens. Rory caiu bem como parceiro de cena de Britanny e até de Santana, mas foi mais pelo talento das meninas em conduzir a coisa toda. Tudo bem, elas são bem mais experientes.

Aliás, palmas para elas. Britanny já é a salvação de Glee há algum tempo e Santana… Eu adoro aquela Gleeatch! Gosto dela cantando principalmente, por isso, achei bem colocado o plot em que ela finalmente tem seu ataque de diva e fala o que todo mundo já sabe.

O New Directions é mesmo plataforma de destaque para Rachel e Blaine e, se formos prestar atenção, até mais para Blaine, que teve mais números musicais que todo o elenco junto desde que apareceu na série. Tenho a impressão de que, com a saída de Lea Michelle, Cory Monteith e Chris Colfer, é Darren Criss a se tornar o principal ator em Glee.

Sobre o grupo das meninas, o Troubletones, tenho apenas uma questão técnica importante: Como elas vão causar problemas para outros clubes se nem estão aptas a concorrer pelo número reduzido de quatro participantes?

Não venham me dizer que agora mudou, porque o New Directions foi ameaçado de fechar as portas para sempre durante duas temporadas diante dessa ameaça do número inferior de cantantes necessário. No mais, Só Santanão para colocar aquela mala da Sugar no lugar em que merece: lá atrás, balançando discretamente e cantando baixinho.

Achei bem interessante o fato de colocarem Burt para combater Sue Sylvester, fugindo do clichê que seria Will Schuester. Fiquei meio pasma com as táticas espertíssimas de Quinn para destruir Shelby, com botox para bebês, pimenta e livros de sacrifício de infantes. Puck, sem querer, pode estar mais perto de destruir Shelby, só por fazer uma professora ter um caso com um aluno adolescente.

Sobre as músicas do episódio, nem sei o que falar. Não foram péssimas (o que virou rotina), mas não sou capaz de dizer que foram empolgantes e bem colocadas como na primeira temporada.

Músicas no episódio:

  • “Bein’ Green” – Sesame Street: Rory (Damian McGinty)
  • “Last Friday Night (T.G.I.F.)” – Katy Perry: Blaine (Darren Criss) e New Directions
  • “Waiting for a Girl Like You” – Foreinger: Puck (Mark Salling)
  • “Candyman” – Christina Aguilera: The Troubletones
  • “Take Care of Yourself”- Teddy Thompson: Rory (Damian McGinty)
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