
Um brinde à harmonia dos Hamptons!
Spoilers Abaixo:
E o caos se instalou na vida de Emily e de todos os habitantes dos Hamptons. É o que o sexto episódio de Revenge, cujo título não poderia ser mais adequado, nos mostrou na última semana: a dose de intriga que todos nós estávamos esperando finalmente veio, e parece que não pretende ir embora tão cedo.
Mas antes da tempestade, o episódio começa com uma boa notícia: Lydia está viva! A aprendiz de megera se tornou um clichê ambulante (ou, no caso, imóvel) e está em coma, com informações comprometedoras tanto a respeito da protagonista quanto da vilã. Os roteiristas, claro, decidirão acordá-la quando for mais conveniente, o que por si só já é divertido, mas também prova uma teoria importante: em Revenge, enquanto não virmos o corpo do personagem morto e sepultado, com direito a um close da câmera, tudo pode acontecer. E a hipótese de que a pessoa assassinada no piloto não seja Daniel ganha cada vez mais força.
Começando a tomar decisões erradas sob pressão, Emily subestima Frank, que não apenas não chega a cair como também se torna a maior ameaça já enfrentada até o momento, física e intelectualmente. Fiquei realmente nervoso com a cena final, porque ficou bastante claro que nossa protagonista não faz ideia de quem está enfrentando. Emily, finalmente, ganhou um adversário à altura – e à espreita.
Frank mal se tornou uma ameaça e já obteve sua primeira vitória importante ao enfraquecer a aliança entre Nolan e Emily, já que o rapaz abandonou o barco depois de ter sua vida ameaçada. Aliás, só eu acho estranho o fato de que Nolan parece acessível e despreocupado demais com a própria segurança para um bilionário? Bom, mas o ponto é que um plano que parecia moleza até agora começa a se mostrar cada vez mais cheio de falhas e dificuldades, do jeito que a gente gosta.
Outro que no momento está em boa vantagem sobre Emily é Tyler. O rapaz continua agindo na surdina, com nossa heroína até sacando que o cara não é flor que se cheire, mas ainda sem saber direito o que ele tem aprontado. O problema é que Tyler está conquistando a confiança de Victoria, Conrad e até Ashley.
Já Daniel supera todos os limites da burrice, conseguindo ser enganado por qualquer pessoa que queira fazê-lo. Pela segunda vez, o cara que bateu o carro alcoolizado é facilmente convencido pelo “amigo” a beber. E deu vontade de falar “ô seu banana, se liga!” pra ver se ele escutava do outro lado da tela.
Mas minha dúvida quanto ao amigo-da-onça continua: será que ele é? Será que, ao se jogar em cima do amigo quando o colocou na cama, a intenção de Tyler era assediá-lo? Ou era justamente provocá-lo para poder justificar seu ferimento calculado? Continuo não apostando muito que, em tempos politicamente corretos como os nossos, a ABC tenha aprovado um personagem gay tão inescrupuloso, a não ser que haja algum plano de redenção para Tyler. Por outro lado, se esse for o momento para sair do armário de clichês em que a série vinha se escondendo, aplaudirei a ousadia de pé.
Outro plot que andou bastante foi a paixão de Jack, que, influenciado por Nolan, foi à luta e se declarou, em uma cena que poderia muito bem ter caído na cilada do melodrama (e é natural e inevitável que tenhamos certa dose disso nesse plot), mas foi salva pela boa interpretação de Nick Wechsler e pela atuação simplesmente impecável de Emily VanCamp, que mostrou o tom certo de vulnerabilidade para uma personagem complexa como Emily ao verter as primeiras lágrimas diante de nossos olhos.
É extremamente importante destacar que Intrigue foi o primeiro episódio que se concentrou no presente, não gastando um segundo de seu bem planejado tempo com flashbacks, flashforwards, sonhos, vídeos de décadas atrás ou qualquer coisa desse tipo. Depois de um excelente episódio como esse, e analisando a série em todos os aspectos, posso dizer que, de forma discreta e sem pretensões, Revenge vem crescendo a olhos vistos, com várias boas atuações, roteiro cada vez mais intrigante, menos previsível, e o mais importante: acabou-se a era dos vilões aleatórios! Todos comemoram!
Considerações finais:
– Fiquei bastante feliz com o salto de audiência da série nesse episódio e, a julgar por sua qualidade, meu lado otimista prevê uma tendência de aumento para o futuro e até alguma chance de renovação. Concordam?
– Emily está perdendo a linha e não é mais aquela Emily totalmente fria e controlada, e eu estou adorando isso.
– Vocês repararam que não tenho comentado nada sobre o casal Declan e Charlotte? Se não repararam, não se culpem, eles estão bem desinteressantes mesmo.
– Quem será a próxima vítima de Emily? Tyler? Frank? Um vilão aleatório (não, por favor!)? Façam suas apostas! Mas, mais importante ainda é a nova pergunta que pode ser lançada: será que desta vez ela consegue derrubar alguém?














