
It’s hammer time.
Spoilers Abaixo:
Depois de uma temporada que dividiu os fãs, nada melhor que começar o sexto ano da série com um episódio revigorante e divertido. Logo no início do episódio, vemos que Dex está a todo vapor e muito eficiente em acrescentar novas lâminas de sangue à sua coleção. Eu realmente não esperava ver uma morte dupla logo assim de cara, e admito que meu lado sádico vibrou com isso.
Estou no time que ficou preocupado quando os primeiros materiais promocionais da sexta temporada foram lançados e o ângulo religioso era o destaque de pôsteres e promos. Quando a série começou, Dexter era uma pessoa completamente desprovida de sentimentos, que literalmente precisava se fingir de humano para se misturar em meio a suas presas. No decorrer das temporadas, vimos sua evolução e como ele era mais inocente do que pensava por achar ser impermeável a sentimentos. Rita, Deb, Coddy, Astor, Lumen… Aos poucos o vazio de Dexter ia se preenchendo, e minha preocupação era presenciar o preenchimendo desse oco com a religião, mas o episódio mostrou que lado religioso da trama está mais ligado aos antagonistas da temporada (embora o dilema da escola católica de Harrison tenha afetado Dexter diretamente) que, aliás, são vividos pelos ótimos Edward James Olmos (Battlestar Galactica) e Colin Hanks (The Good Guys).
Embora os personagens de Edward James Olmos e Colin Hanks tenham aparecido pouco, não posso negar que já estou completamente intrigado por essa promissora dupla. Viram a cara de alegria de Dexter quando as cobras começaram a sair da barriga do corpo? Acho que desde que ele viu pela primeira vez um corpo esquartejado sem sangue que ele não ficava tão empolgado.
A intenção de Quinn em pedir a mão de Deb em casamento foi extremamente previsível. Logo que ele apareceu pela primeira vez todo nervoso querendo marcar um jantar para conversar, deu para manjar o que estava por vir. Senti falta de pelo menos uma menção ao fato de Quinn saber que Dexter matou o Robocop na temporada passada. Não espero que Quinn torne-se um Doakes 2.0, mas um confronto não seria nada mal.
Angel e LaGuerta foram as piores coisas da 5ª temporada e só pelo fato de eu não ter odiado nenhum dos dois nessa premiere, já fico muito feliz. Separar esse casal foi uma sábia decisão, pois a química ali era completamente inexistente. A história de que LaGuerta conseguiu sua promoção chantageado Matthews não me surpreendeu nem um pouco. Ela sempre teve fome de sucesso e poder e não foi a primeira vez que ela atropelou alguém para conseguir subir na carreira. Não vai demorar muito para Angel descobrir da chantagem e começar o #mimimi.
A reunião de classe de Dex valeu mais pelo senso de humor do que pela caça ao rei do baile de formatura. Michael C. Hall é fantástico não apenas nas cenas dramáticas, mas também em sequências que exigem um pouco do lado divertido do assassino. Vê-lo dançando ao som de MC Hammer foi impagavel, sem falar em todo popularidade que ele estava desfrutando. Até mesmo o treinador Harry estava engraçado dando dicas de como tirar sangue do rei do baile.
Para uma série que é famosa por começar suas temporadas de forma mais lenta, acredito que o sexto ano não poderia ter um início melhor. Estou completamente envolvido e interessado em todos os plots apresentados até agora. A temporada parece bastante promissora.
Pensamentos finais:
– Deb vai virar viral depois de enfiar bala no cara do bar.
– Professor Masuka? Cadê essa escola?
– Pelo que eu entendi, a dupla de assassinos pretende recriar as bestas do Apocalipse. Preparem-se para outras tantas mortes bizarras envolvendo múltiplas cabeças de animais e chifres.
– Como pode Angel ter uma irmãzinha tão gracinha sendo esse satanás do avesso?
– Eu quero viver nesse mundo em que você ganha um BJ no laboratório de química e a moça ainda agradece. Aleluia.
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