
Episódio duplo de Wilfred essa semana. Yay!
Spoilers Abaixo:
Depois do bom episódio de semana passada, Wilfred se manteve consistente e apresentou seu melhor episódio até agora. Ironicamente, o destaque dele não foi nenhum dos protagonistas.
Em “Compassion” fomos agraciados com a presença da chatíssima mãe de Ryan. Calma! Ela não é chata como a irmã dele, é simplesmente aquela pessoa que é insuportável de se viver junto, mas sua aparição foi muito engraçada. Tudo conspirou para que nos identificássemos com a personagem, o carisma da mesma e da atriz que a interpretou (muito bem, por sinal, conseguindo transmitir toda a ausência de malícia de Catherine, convencendo o público que tudo que ela faz é apenas por amor), as suas roupas (com destaque para o chapéu rosa logo na sua primeira cena), o fato de Wilfred projetar seus problemas maternais e se conectar com ela por sentir que Jenna tinha o abandonado, (essa mulher gosta desse cachorro? Parece que a cidadã arranja qualquer desculpa para deixa-lo com Ryan), sua excentricidade e a escolha por músicas com um piano marcante.
Tudo isso que disse anteriormente pode ser bem resumido na cena do “manifesto” sobre a ganância corporativa, é impressionante a quantidade de ansiedade e desconforto passada por Elijah Wood nas cenas de “Compassion”, principalmente na que falei antes e na do jantar nada agradável que acabou e o lado meloso de Wilfred apresentado aqui, exceto nos momentos em que ele reclama com Ryan por causa de sua falta de compaixão pela mãe.
Esse foi um episódio diferente de tudo aquilo que a série apresentou até agora e gostei bastante do rumo anormal tomado por ele, trazendo de volta dos mortos o Ryan que vimos no primeiro episódio da série (mesmo perdendo a chance de aproveitar esse lado negro e neurótico do protagonista ao pular às 72 horas dele no hospício) dando pequenas pistas de que ele pode ser sofrer realmente de algum tipo de doença mental e apresentando um dos possíveis futuros do personagem. Lógico que por ser uma comédia e não se chamar Arrested Development, provavelmente não veremos nada definitivo sobre o quê Wilfred realmente é. O episódio como um todo serviu como um lembrete de que Ryan pode ser um personagem interessante.
Outro ponto interessante de se notar é o esforço que “Compassion” realiza para nos mostrar as semelhanças entre Ryan e sua mãe e a influencia que ela exerce sobre sua pessoa, quando ele era pequeno foi mostrado que eles eram muito próximos (embora Catherine fale que Ryan parece com seu pai) e por terem estado distante por duas décadas acabaram tornando-se as pessoas solitárias que vimos aqui. Acabamos ficando nos questionando quanto Ryan absorveu da doença da mãe.
Seria interessante ver a posição de Kristen em relação a sua mãe nesse episódio, mostrando as semelhanças que elas têm e saber se ela tem alguma ideia do estado mental de sua família. Além disso, muita vergonha sairia se Catherine revelasse mais segredos sobre ela. Mesmo não aparecendo, acabamos descobrindo que Kristen era afim de homens negros tempos atrás. Uma informação como essa viria bem na cena em que eles se juntam a mesa e ficamos sabendo que Ryan se masturbava pensando em Mona de “Who’s the boss?”. Nunca é bom quando a garota que você quer levar para cama descobre algo assim e depois encontra sua mãe em uma posição como aquela.
“Isolation” surpreende por manter o nível do episódio anterior. Dois episódios tão bons como esses seguidos sendo exibidos no mesmo dia foi uma ideia inteligente do FX.
Esse episódio também foi um pouco diferente daqueles que a série apresentou anteriormente. Dessa vez, Wilfred não precisou empurrar a consciência de Ryan da mesma forma que ele fez em alguns episódios anteriores, em “Isolation”, essa conscientização veio do próprio Ryan e em seguida, o cão que a desenvolveu.
Foi interessante ver que o jovem sabe das suas deficiências em relação ao convívio social e as tentativas de Wilfred para juntá-lo ao bando, produzindo grandes momentos para o personagem que dá nome a série que nesse episódio aparece tentando ajudar Ryan de qualquer maneira possível, o que acaba na maior parte do tempo levando ele ao suicídio que o jovem queria no início da série porque ele é um alvo muito fácil de atingir e é extremamente indefeso. A série se torna mais um show de terror do que uma comédia em alguns momentos desse episódio.
Uma das melhores cenas de Wilfred ocorreu nesse episódio, onde o cachorro está com uma tocha na frente da casa de Ryan liderando a rebelião dos vizinhos contra ele. A pergunta no fim fechou perfeitamente a cena. “Why am I the only one with a torch?”
Tivemos uma ótima participação de Peter Stormare, eu não assisti Prison Break, mas seu personagem foi bem engraçado nesse episódio desde sua primeira cena. É muito bizarro ver um mendigo se prostituindo nos becos da vizinhança para ganhar seu dinheiro para as drogas. Mas, espere aí, bizarro é sinônimo de comédia do FX, então não é de se estranhar. Infelizmente, não o veremos mais oferecendo seus serviços por aí já que ele morreu (Wilfred ainda consta na minha lista de suspeitos), mas isso rendeu uma cena bem engraçada onde Wilfred e Ryan aproveitam a situação para urinar sobre a cova de Trashface. Algo bem “Wilfred” mesmo.
Rapidinhas:
A carta de suicido trazida por Wilfred foi um dos momentos mais engraçados desse episódio. Eu sinceramente ri na hora em que eles discutiram sobre os Correios.
Dr. Cahill foi mais um ótimo exemplo de que mais personagens são bem-vindos a série.
A cameo de Rhea Pearlman mostra Wilfred fazendo sentido como uma série de TV.
Nenhuma piada enfadonha nesse em “Compassion” e muitas na segunda metade de “Isolation” ou estou enganado? Pensando bem, já que o primeiro focou mais na relação da doce e calma Catherine com os outros personagens, acredito que não faria muito sentido.
A seriedade apresentada por John Michael Higgins sempre foi o ponto cômico forte do ator, Arrested Development aproveitou isso muito bem assim como Wilfred. “My sense is that Jenna, masturbation, and the Post Office are all crucial pieces of this puzzle”
“You were homeless, and, I’m just gonna come out and say it, you were kind of a prostitute, but you taught me a valuable lesson.” Sei lá, às vezes eu gosto das frases e coloco aqui sem razão alguma mesmo.
O relacionamento de Bear e Wilfred está cada vez mais encantador (e estranho).
RIP Trashface
Faltam 3 episódios. Vocês vão ficar com saudades de Wilfred?












