The Stranger (O Estranho, em tradução livre), décimo segundo episódio da temporada final, iniciou seus trabalhos em Sanctum. Novamente, tivemos pouco desenvolvimento da trama central, mas os plots, enfim, estão devidamente conectados. Superior ao seu antecessor, The Stranger deu espaço para seus dois maiores jogadores: Murphy e Clarke. Gostando ou não destes personagens, podemos afirmar algo: eles são os maiores sobreviventes desse show e se The Stranger acertou foi em focar neles boa parte de suas ações.

No Bardo, Sheidheda inicia sua escalada de poder, banhada a muito sangue. Buscando eliminar qualquer tipo de ameaça a sua liderança, o Comandante da Morte convida todas as facções para um momento humilhante e perigoso: ajoelhe-se ou morra. Murphy e Emori, inteligentes como são, não titubearam. Os Prisioneiros da Eligius, liderados por Nikki, também não, mas não podemos dizer o mesmo de Nelson e os Filhos de Gabriel. A recusa do grupo pode parecer estranha, mas devemos nos lembrar do seu lema: “Morte é vida”. Quando conhecemos o grupo, na quinta temporada, descobrimos que o seu objetivo máximo era acabar com os Primes e sua ideia de vida eterna, então faz sentido que eles preferissem morrer livres do que viver subjugados, de novo. Confesso, porém, que achei a resolução muito simplória. Em poucos segundos, todo mundo foi executado e toda aquela tensão do início da temporada foi irrelevante. Não sei vocês, mas esperava um pouco mais de ação e desenvolvimento.

O grande destaque de Sanctum, essa semana, foi Murphy. Já estamos falando disso há semanas. John evoluiu muito. Ele está traçando uma grande jornada nessa temporada. Claro que sua ligação com Emori o tornou um homem melhor, mas não é só isso. Ele está em busca de fazer o certo, mesmo que isso possa custar sua própria vida. Com ajuda de Emori, ele está protegendo os seguidores dos Primes e Madi, caindo assim nas garras de Sheidheda. Sinceramente, espero que seu destino não seja a morte. Depois de tudo que ele tem feito, John Murphy merece um final feliz ao lado de sua amada.

No Bardo, a conversão de Bellamy se mostrou mais forte do que esperávamos. Como disse na review anterior, o problema não foi ele se tornar um discípulo, mas como essa construção se deu. Uma única visão da mãe e o fim de uma tempestade são motivos suficientes para você colocar em risco sua família? Aparentemente, para o Blake mais velho, sim. Todas as cenas mostrando seu confronto com as mulheres de sua vida provam como ele não poderia estar mais errado em acreditar nos Discípulos. Depois de fazer um acordo com Cadogan, para encontrar a Chama, Bellamy vai ao encontro de Echo e Raven. Os olhares de angústia e incompreensão de ambas nos representa. Sem conseguir convencê-las de dizer onde está a Chama, ele entrega Raven para M-Cap. Como assim, Brasil? Ele está tão cego que não consegue enxergar o quão errado isso é? Para piorar, quando ele encontra Octavia e Clarke, ele faz a mesma escolha. Não sei o que os produtores queriam com isso, mas tentar justificar suas ações para dizer que ele está tentando salvá-las, não cola. Muitos podem dizer que Clarke tomou decisões semelhantes no passado e tenho que concordar que sim, mas quando ela escolhia ferir alguém, era alguém que ela considerava o inimigo, nunca os seus amigos. Como disse, na semana passada, não vejo redenção para Bellamy. Tudo nessa história parece errado. Espero estar enganada e ser surpreendida, mas pelo caminho que as coisas vão, acho que não serei.

E se em Sanctum, Murphy foi o destaque, no Bardo, foi Clarke. A cena entre ela e Octavia foi maravilhosa. Vê-las se entendendo e se apoiando era algo que todos gostaríamos de ver há muito tempo. Quando Bellamy chega e ouve todas as verdades ditas por Clarke e Octavia, me senti vingada. Mesmo se ele estiver certo, como Griffin bem disse, ajudar um homem como Billy Cadogan não pode produzir coisas boas. Mesmo sob tortura, ela resiste às tentativas de extração de memória e ainda bola um plano. Mais uma vez, ela decide se sacrificar em troca da libertação dos seus amigos. Seu plano é entregar a Chama. Minha teoria é que ela só queria livrá-los e não tinha intenção nenhuma de dizer nada, mas como Cadogan não os enviou para Sanctum, ela terá que pensar em um plano B.

Faltam apenas 4 episódios para o fim, mas para nossa angústia, teremos uma nova pausa de 21 dias. Pouco foi apresentado, mas as tramas de Bardo e Sanctum estão entrelaçadas agora. A divisão dos grupos, novamente, não me agrada. A essa altura do campeonato queria todos juntos, em busca de uma resolução.  Não sei o que estar por vir, só não quero que seja pior do que já foi apresentado até aqui. O relógio está correndo e não vejo uma luz no fim do túnel. Não deixem de comentar e até daqui três semanas.

Admirando o novo mundo e outras curiosidades

– E a pergunta continua, onde está Gaia? Pelo menos, ela foi citada no episódio.

– O caderno de Madi foi parar nas mãos de Sheidheda. Acho que isso não é aleatório. Ele ter dito que viu a Anomalia na Chama me faz pensar em uma teoria: quando Clarke descobrir que ele é, ela irá entregá-lo para Cadogan, protegendo Madi.

– A cena entre Jordan e Hope foi muito boa. Eles foram criados sozinhos e ouvindo história de pessoas que seus pais/criadores se importavam e admiravam, mas eles não são seus amigos. Essa conexão foi interessante e bem-vinda, só espero que não estraguem isso os tornando um casal.

– Meu coração está partido ao ver toda a humilhação que Indra está sendo obrigada a aguentar. Quero o fim de Sheidheda para ontem.

– Para onde Echo e os outros foram enviados? Espero que Skyring, senão teremos problemas.

REVISÃO GERAL
Nota:
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