Josephine foi Clarke, agora, Clarke será Josephine. Ashes to Ashes trouxe de tudo um pouco nessa semana. Emoção, ação e, principalmente, reviravoltas. The 100 consolidou suas tramas, mas promete muitas surpresas nessa reta final. O título do episódio, na tradução literal, Cinzas às Cinzas, recorre a uma das discussões propostas pelo show nesta temporada: imortalidade/ mortalidade. Utilizando-se de uma clara referência bíblica, The 100 reforça seu questionamento em torno da ideia da imortalidade. Programas de TV baseados em ficção cientifica costumam nos fazer pensar sobre os mais diversos temas, The 100 não é diferente e se propõe a um debate sobre as coisas que devemos, ou não, fazer em nome da sobrevivência.

Depois de divagar tanto, vamos ao episódio. Clarke está de volta, pelo menos, por enquanto. Bellamy está satisfeito com isso, mas sabe que a missão ainda não está concluída. Seu povo está preso em Sanctum e é preciso fazer algo para garantir sua sobrevivência. Depois de serem capturados pelos Filhos de Gabriel e a verdade sobre Xavier/ Gabriel ter sido revelada, a situação atinge outro complicador. Eles foram enganados por seu líder e querem uma reação imediata contra os Primes. Bellamy se aproveita da situação e elabora um plano ousado: criar uma bomba com as toxinas do Sol Vermelho, criando um caos que permitiria que seu grupo escapasse e que os Filhos de Gabriel atingissem seu objetivo: matar os Primes. O grande problema desse plano é que teríamos outro massacre a lá Mounth Weather. Bellamy deixou seu coração falar mais alto outra vez. Clarke, usando a razão (cabeça), tem outro plano: se passar por Josephine e entrar em Sanctum sem precisar causar uma matança.

Apoiada por Octavia, Clarke toma o caminho mais difícil. É amigos, acho que nos despedimos definitivamente de Bloodreina e Wanheda. A Rainha Vermelha e a Comandante da Morte não existem mais. Gostei demais do tom adotado pela série com relação as duas personagens. O público sempre teve um apreço e uma conexão muito grande com elas e vê-las evoluindo é extremamente gratificante. Poucas séries têm coragem de mexer na personalidade dos seus personagens. The 100 derrapou algumas vezes ao tentar fazer isso (terceira e quarta temporadas, estou falando de vocês), mas parece ter conseguido achar o tom adequado. Depois de tudo que vimos até aqui, acredito que Clarke e Octavia alcançaram um novo patamar: mais maduras e seguras de si. Elas não são mais aquelas jovens inocentes e inexperientes da primeira temporada, nem as líderes sanguinárias onde nada mais importa, a não ser o seu próprio povo. Elas são algo novo e veremos onde esse novo tipo de liderança nos levará.

Em Sanctum, as repercussões das ações tomadas no episódio anterior são apresentadas: a medula de Madi está sendo utilizada para produzir sangue negro. Logo de cara, vimos que Sheidheda tem exercido grande controle sobre a menina, mas não completamente. Como Gaia disse, quanto mais tempo ela ficar sobre sua influência, mais ela desaparecerá. Não tenho certeza onde esse plot quer chegar, mas como ele ainda não foi claramente abordado nesta temporada, talvez só teremos uma resposta definitiva no próximo ano.

“Às vezes temos que desobedecer a fim de transcender”.

Gaia.

Essa frase iniciou um dos diálogos mais interessantes desse episódio. Miller e Gaia ficaram presos, enquanto o resto do grupo trabalhava na produção de sangue negro. Se em What You Take with You (6×09), a busca era por redenção, aqui, a busca é por transcendência. Entre os vários significados desta palavra, dois se encaixam com a jornada de nossos personagens: elevação e superação. Miller pouco apareceu na temporada, mas deixou claro o sentimento de culpa por ter seguido as ordens de Bloodreina. É importante ter o ponto de vista de outro personagem sobre essa situação, pois encorpa os traumas vividos durante aqueles anos dentro do bunker. Além de redenção, muitos desses personagens precisam transcender, superar os erros do passado e garantir que os mesmos erros não sejam cometidos novamente. É preciso seguir em frente, é preciso transcender.

E para fechar essa review quero falar daquela que foi, para mim, o grande destaque desse episódio: Echo. Desde o episódio passado, ela tem ganhado destaque e agora, sua personagem ganha mais relevância, com direito a um flashback sobre seu passado. Sua infância, claramente, não foi nada fácil. Ela teve que se tornar uma assassina para sobreviver e essa experiência marcou sua jornada para sempre. Os motivos apresentados por aqueles que odeiam o personagem são diversos (a explosão de Mounth Weather-terceira temporada, a tentativa de assassinato contra Octavia – quarta temporada e o relacionamento com Bellamy – quinta temporada), mas nenhum deles tiram a complexidade e importância que ela atingiu para o show. Como Octavia e Clarke, ela evoluiu muito. Ela estabeleceu laços familiares com o grupo, se integrou e fará de tudo para ajuda-los a sobreviver. Echo é leal e essa é uma das suas maiores qualidades. Confesso que seu plot seguiu um caminho que não previ. Depois de ser capturada por Ryker, ela foi a primeira cobaia do soro. E como imaginávamos, deu certo. Astuta como ninguém, Echo conseguiu sobreviver até a chegada do resgate. Quando Gaia vê que ela se tornou uma Nightblida, seu rosto muda. Isso quer dizer alguma coisa. Não sei vocês, mas tive a impressão que Echo pode se tornar a nova Heda. Esse é um desdobramento bem interessante e estou muito curiosa como ele irá se desenrolar.

Faltam apenas dois episódios para o fim. Muitas perguntas ainda necessitam de respostas e ganhamos novas perguntas com esse episódio. Não sei o que esperar do que está por vir, mais esta reta final promete ser eletrizante como nunca. Não deixem de comentar e até a próxima semana.

> LA CASA DE PAPEL 3 – Menos Novela e Mais Ação!

Admirando o novo mundo e outras curiosidades

E continuamos com aquela pergunta: cadê Diyoza? Octavia acredita que ela está morta, mas nós não acreditamos. Quero ela de volta para ontem.

– Ficamos sabendo do paradeiro de Jordan. Está sendo tratado de perto por Pryia.

– Na linha dos personagens perdidos: cadê a Indra?

– Lola Flanery está fazendo um trabalho magnífico. Madi está assustadora.

– Murphy, como sempre, o melhor jogador. Acho que ele não caiu naquela história de que Clarke é Josephine, mas veremos.

– Jogada inteligente do Murphy passando informações para Echo em Trigedasleng. Amo quando os personagens falam na língua grounder.

– Eliza Taylor continua fazendo bonito, trabalho de dar inveja em Nina Dobrev e suas doppelgangers. São tantas facetas: Clarke, Josephine, Josephine fingindo ser Clarke e agora, Clarke fingindo ser Josephine. Parabéns.

– Bellamy e Octavia tiveram seu momento nesse episódio. Sei que ela fez coisas abomináveis, mas já está na hora de perdoar a irmã, né, Bell? Em The 100, quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra.

– O episódio foi dirigido por Bob Morley (Bellamy). Bom trabalho!

– R.I.P. Ryker!

REVISÃO GERAL
Nota:
Artigo anteriorJane the Virgin 5×17: Chapter Ninety-Eight
Próximo artigoNetflix renova ‘Big Mouth’ para mais três temporadas
the-100-6x11-ashes-to-ashesThe 100 consolidou suas tramas, mas promete muitas surpresas nessa reta final.