O seriado médico mais famoso do Brasil chega à metade da segunda temporada com um episódio recheado de um hormônio: adrenalina. Talvez a sua não estivesse alta ao assisti-lo, mas a dos personagens estava, viu! E como estava! Que acidente foi esse, produção?! Será que houve uma conversa interna entre os produtores de Sob Pressão com a Shonda Rhimes de Grey’s Anatomy?! Essa resposta a gente não vai ter, mas rolou uma inspiração nas cenas do acidente, não é mesmo?!
Antes de chegarmos no bendito cujo, vamos falar sobre o sonho, ou melhor, pesadelo que o Dr. Evandro teve com Carolina. Ela estava se cortando no banheiro do apartamento. Eu, particularmente, levei um susto e pensei que ela iria morrer, afinal, a banheira estava repleta de sangue e o meu pedido, no episódio passado, de que ela parasse de se cortar não fora atendido. Ufa! Que alívio me deu, ao ver Evandro acordando assustado. Parece que a médica está tentando seguir a vida da melhor forma possível e Evandro continua preocupado e com razão. Só não entendi o motivo pelo qual ela pegou aquele ônibus ou essa estranheza para com o seu esposo. Provavelmente deva ser devido ao falecimento de seu pai. Mas por via das dúvidas, bota a cara no Sol e conta pra gente, oras! Na verdade, conta pra ele, pois assim rolará mais detalhes e emoção, obviamente.
Agora, chegando ao ápice do episódio, vamos analisar esse estrondoso acidente de trânsito. Quem aí também ficou com o coração na boca do começo do capotamento até a explosão do ônibus?! O ladrão, além de roubar todo mundo, tem a audácia de, ainda, provocar o acidente, já que ele atrapalhou a direção do motorista. Foi uma grande cena, mas rápida demais. Talvez eles, os roteiristas, quiseram abordar como os acidentes ocorrem em frações de segundos, pegando todos de surpresa. A verossimilhança estava quase que perfeita, afinal, as pessoas machucadas gravemente – diga-se de passagem – estavam de acordo com a vida real, com muito sangue, agonia, desespero e com risco de vida, já que houve o vazamento de óleo na pista, na possibilidade de uma explosão. No meio do caos que se instalou, o motorista pega a arma do ladrão e quase o mata, pois Carolina o impede. A vingança é um dos sentimentos da humanidade e torcer para que ele morresse não faz de nós pessoas ruins, já que estamos falando de ficção. É tudo mentirinha, né?! Mas Dr.ª Carolina nos mostra que não vale a pena sujar as mãos por alguém que não vale a pena. Do que adianta matá-lo se depois, Seu Ademir, o motorista, iria ficar preso, comemorando o dia de seu nascimento na cadeia, longe da família?! Mais uma razão de Carolina ser considerada uma pessoa iluminada!

Enquanto isso, o Dr. Evandro estava preocupado com a demora da chegada de sua esposa ao serviço. Com isso, ele acaba ligando, mas não tem retorno, só dando na caixa postal. “E agora, José?!” Eis que na mesma hora ele fica sabendo do acidente grave no viaduto e corre pra lá. Ao ver que ela estava bem – depois do susto de ver uma moça com o tênis parecido com o dela debaixo de um plástico preto -, Evandro se acalma, mas continua apreensivo por conta dos outros passageiros do coletivo. Parecia cena de guerra! Parecia um extermínio, ao ver aquelas pessoas agonizando de dor e tudo o mais. Ainda bem que todos foram salvos e que o ônibus explodiu sem ninguém dentro dele.
Já as coisas no hospital também não lá iam muito bem, não. Comida estragada, falta de energia e Renata gastando dinheiro com itens desnecessários foram mostrados. É claro que, com a biometria, ela visava à segurança do local, mas vamos combinar, né?! Existem prioridades mais urgentes. Ainda bem que ela ficou o tempo inteiro presente e conseguiu, também, um gerador para uma das salas de cirurgia. Outro ponto positivo foi logo depois da chegada dos feridos: todos os funcionários do Hospital Nossa Senhora das Dores se organizaram, havendo uma grande mobilização em prol da população. Ainda bem que deu tudo certo. Cirurgias foram feitas e, até, o antigo chefe da casa, Dr. Samuel, operou, mesmo após 10 anos sem prática. Ele disse que é como andar de bicicleta, “nunca se esquece”. Então, deve ser fácil, certo?! Só que não, haha!
Todavia, apareceu mais um problema: intoxicação alimentar. Dr. Rafael foi uma das vítimas ao lado de outros pacientes que comeram a marmita – ou “quentinha” para os íntimos – comprada por Renata, por meio de uma empresa terceirizada. Ela logo trata de resolver a situação, ao ligar e rescindir o contrato. Ela estava quase ganhando uma estrela de boa moça, mas logo as nossas pernas são “quebradas” pelos roteiristas. Vemos Renata indo ao encontro de Roberto para tirar satisfação do ocorrido. Ela fica indignada, mas está lá no meio da corrupção toda, uma vez que seu colega dos esquemas de troca de favores oferece a gestora um acordo com uma empresa. Um absurdo atrás de absurdo! O mais triste é saber que isso ocorre no cotidiano brasileiro e ninguém é punido.

Se já não bastasse tal feito, vamos adicionar mais um quesito negativo à Renata: ela admite ser uma mulher ambiciosa, porém não burocrata. “Aham, Cláudia! Senta lá!”, já dizia a Xuxa, em seu programa de auditório, em 1984. Como se a gente acreditasse nisso! Quão absurdo foi ela remover o Barão (Luciano Vidigal de Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro), vendedor em uma barraquinha que fica em frente ao hospital?! O moço trabalha, honestamente, há 15 anos nesse serviço e tem a documentação em dia. De fato, a Vigilância Sanitária poderia ir até lá e multar a direção do hospital, mas se nesse tempo todo nada ocorreu, vai ser agora que vai ocorrer, minha gente?! Uma pena ela também não ter aceito a proposta de reativar a cozinha hospitalar, mas, segundo ela, eles precisam economizar. Barão, tomara que você não fique desempregado!
Por fim, para fechar o episódio com chave de ouro, deixando a gente, mais uma vez, boquiabertos, eis que Dona Dercília (Ângela Rabelo de Floribella) passa dessa pra melhor, após complicações no coração. Entretanto, antes disso, quando Dr. Evandro vai atrás de Carolina, ela o aborda, na tentativa de obter ajuda, mas é esnobada não só por ele, como, também, pelo Dr. Charles. É claro que ele leva um choque ao receber a notícia, afinal, tudo poderia ser evitado, caso tivesse tirado 5 minutos do seu tempo para ajudá-la. Nada justifica o que ocorrera, uma vez que ela estava todos os dias no hospital, poderia estar sentindo dores no peito há um tempo e ter mantido em sigilo… Resumindo: foi uma fatalidade! Ninguém esperava por isso! Esse fato mostra que “a vida é um sopro” e que Evandro, apesar do sentimento de culpa não deve se sentir assim. Mas qualquer um se sentiria, afinal ele a esnobou, né?! São coisas da profissão médica. Não só ele, mas muitos outros médicos passam por isso em suas vidas e seguem em frente!
p.s.1: Com o falecimento de Dona Dercília, Dr. Evandro volta a tomar, descontroladamente, os seus comprimidos. Na primeira temporada isso foi abordado e quase deu ruim pra ele. Saí, por favor, dessa vida, Evandro! Não queremos te ver dando PT (Perda Total);
p.s.2: Por mais cenas de Evandro usando cueca box preta ao andar pela casa, né? Sensualidade a gente vê por aqui!;
p.s.3: Para as gravações desse episódio foram gastos 20 botijões de gás, 100 litros de querosene, 100 sacos de estopa e dois ônibus, um perfeitamente intacto e outro amassado e destruído para o acidente, em cinco dias de gravações. Clique aqui e saiba mais sobre os bastidores de Sob Pressão, com diversas curiosidades;
p.s.4: Por falar em curiosidade, o link acima no informa que ainda teremos, nessa temporada, o desabamento de um prédio e uma colisão de um caminhão em uma passarela. Imperdível, não é mesmo?!;
p.s.5: No último dia 02 de novembro, Feriado de Finados, a Rede Globo divulgou a lista dos indicados ao Troféu Domingão – Melhores do Ano 2018. Infelizmente, Sob Pressão não está entre os listados, porém com uma justificativa plausível: o seriado foi exibido entre julho e setembro do ano passado, dando tempo da comissão indicadora assistir os episódios e tudo o mais. Agora, esse ano, o seriado, não terminará antes da premiação, que ocorrerá dia 09 de dezembro, domingo, ao vivo no programa Domingão do Faustão;
p.s.6: O que serve de consolo é saber que Marjorie Estiano e Julio Andrade ganharam a premiação do ano passado, ao serem indicados na categoria Melhor Ator Série/Minissérie e Melhor Atriz Série/Minissérie. É talento que fala, né?!;
p.s.7: Duas semanas atrás, no terceiro episódio, conhecemos o Seu Walmir. Ele retornou hoje, pois não continuou o tratamento contra a tuberculose, agravando a sua situação. A mensagem final do episódio é destinada às pessoas com essa doença, mas achei que não colou com o episódio, já que o foco era outro, no caso, o acidente. Em fim:
> A Maldição da Residência Hill – QUASE MORRI DE MEDO!!
p.s.8: Serviço de Utilidade Pública da Semana: Tuberculose não é coisa do passado. Fique atento aos sintomas e tire dúvidas com um profissional de saúde.
















