Com a Swap, os participantes precisam decidir se a cor da buff no primeiro dia vai determinar o destino do jogo inteiro.
Survivor é um jogo individual. Um jogo em que os próprios participantes definem quem fica e quem sai toda semana, para que no final os próprios participantes possam escolher o vencedor. Assim, fica fácil dizer que toda temporada é definida pelos próprios participantes e pelo estilo de jogo que a maioria emprega. São os próprios jogadores que definem se a temporada terá um jogo agressivo ou mais conservador, mais físico ou estratégico e mais leal ou desleal. O importante é sabermos que não existe fórmula certa e em 36 temporadas já tivemos o mais variado estilo de vencedores, sendo que o contexto e as circunstâncias também são fatores chave.
Dessa forma, Survivor é uma espécie de loteria em que, a cada Tribal Council, os jogadores investem a sua confiança num grupo de pessoas, eliminando outras. O objetivo é permanecer seguro, mas também se colocar numa posição de poder. Assim, alguém pode procurar segurança a curto prazo ou sucesso a longo prazo. O que estou querendo dizer com tudo isso é que, num jogo em que as pessoas definem tudo, o mais importante para o participante é escolher com quem ele vai jogar e com quem ele não vai jogar e, por isso, vai eliminar. Me parece bastante estúpido deixar que esta escolha, a mais importante do jogo, seja feita pela produção ou aleatoriamente. Por isso, sempre que alguém abre mão da segurança de estar na maioria numa swap, ela não está sendo burra necessariamente. Burrice é ficar preso numa aliança escolhida pela produção ou por mero sorteio.
Ghost Island é o melhor exemplo para chegarmos no ponto em que eu quero, uma vez que, com exceção de Domenick e Wendell, todos os participantes durante a fase tribal (e também ao longo da merge) optaram por manter os números da tribo original e eliminar a tribo oposta. Essa lógica, seguida á risca durante a temporada toda, beneficiou apenas aqueles que estavam no topo da aliança e esses dois ficaram ainda mais insuperáveis uma vez que aproveitaram a Swap para fazer novas conexões, com Laurel e Donathan. Assim, este conservadorismo não funcionou para grande parte do elenco, que poderia ter mudado tudo com uma postura diferente.
Na minha visão, não se trata de ser fiel à tribo original ou não. Trata-se de não deixar que a produção ou algo extremamente aleatório defina o seu jogo todo. Quem é inteligente não escolhe os seus aliados pela cor da Buff no primeiro dia e sim através do vínculo formado. Se eu estivesse participando do Survivor Eleições, mesmo que caísse na tribo com Salnorabo, Janaína Pascoal (também conhecida como a Belatriz brasileira), Alexandre Frota e Kim Kataguiri, eu não poderia me manter nesta aliança por muito tempo. Eu não tenho afinidade nenhuma com estas “pessoas”, tenho valores completamente opostos e não confiaria neles nem por um segundo. Assim, abriria mão da comodidade de eliminar quem é da tribo rival e está na minoria caso isso levasse a um caminho de maior sucesso.
Além disso, mesmo que o participante se encontre confortável numa aliança num primeiro momento, ele não pode estar fechado às oportunidades que o jogo lhe oferece. Todo Tribal Council implica numa escolha e define o futuro do jogo. Fazendo uma jogada estúpida ou deixando de fazer o jogador vai definindo seu futuro. Trata-se de um jogo muito complexo, muito difícil de se vencer e que só uma pessoa entre 20 sairá vencedora. Dessa forma, temos que pensar duas vezes antes de criticar levianamente um participante.
Para mim, Millennials Vs. Gen X é a temporada com apenas participantes iniciantes de maior nível estratégico. Após a Swap, as 3 tribos foram ao Tribal Council e as 3 tribos eliminaram justamente alguém que estava na maioria entre as tribos originais. Na primeira ocasião, David e Chris eliminaram Cece, o que na minha visão foi um acerto, uma vez que ambos precisavam de novos aliados e ficar preso em Millennials Vs. Gen X não seria algo bom. Em seguida, Adam deu um blindside em Figgy e Taylor se unindo a Ken e Jessica, dois importantes aliados que contribuíram bastante para a sua vitória, tanto que Adam foi com um deles para a final. Por fim, Jay e Will traíram Michaela, o que, na minha visão, foi o único equívoco desta fase do jogo, uma vez que Jay dispensou uma fiel aliada e só aumentou o alvo nas suas costas. Depois de encerrada a temporada, fica fácil julgar quem acertou e quem errou, mas o importante é ter em mente que a única regra que eu seguiria num momento como este é sempre, pelo menos, considerar a oportunidade que uma Swap oferece. Se fechar numa aliança baseada em escolhas da produção, como foi feito em Ghost Island, não é uma estratégia muito esperta.
Além de tudo isso, as temporadas não costumam ser dominadas por alianças iniciais e sim por alianças justamente construídas nas Swaps. Em Second Chance, Spencer e Jeremy se encontraram neste momento. Em Kaoh Rong, Tai e Aubry também se conheceram após a primeira swap. Em Millennials vs. Gen X, a aliança que dominou se formou justamente através do perfeito encaixe entre alianças das tribos originais e alianças da Swap. Em HHH, Heroes e Hustlers passaram a ser quase uma tribo só na Swap. E em Ghost Island, como já foi dito, Domencik, Wendell e Laurel se juntaram justamente na Swap e fizeram o F3 da temporada.

Eu não sei qual vai ser o futuro de Alec e nem tenho material suficiente para cravar se ele pode ou deve confiar mais em Davie e Elizabeth do que em Natalia e Kara, mas não achei a sua jogada burra, muito pelo contrário. Vi bastante sentido na ação de Alec por todo o contexto da temporada. Para início de conversa, a Swap era composta por 7 derrotados Davids e 9 vitoriosos Goliaths. Imagino que todo Goliath quer vencer e vê os outros 8 Goliaths como as maiores ameaças a sua missão. Além disso, os números já eram muito favoráveis para os Goliaths. Assim, caso todos permanecessem leais às tribos originais nos primeiros 2 ou 3 TCS, logo o jogo já seria apenas Goliath Vs. Goliath. Só quem já está numa posição muito boa desde o início se beneficiaria deste cenário, provavelmente John e Angelina. Não Alec.
Outra boa maneira de enxergar as coisas com os olhos de Alec é imaginar que ele estava escolhendo aliados e suas opções eram: Natalia, brava, paranoica e mandona; Elizabeth, doce, calma, simpática, parece ser leal e em desvantagem no jogo; e Davie, carismático, calmo, sincero e em desvantagem no jogo. É verdade que a Twist de Carl retornar da Exile Island após a votação deveria fazer Alec pensar duas vezes antes de eliminar Natalia. Contudo, é preciso levar em conta que agora duas pessoas são muito gratas a ele e isso é uma grande vantagem. Mais valioso do que estar na maioria é estar na maioria com pessoas que já tem motivos para confiar em você, principalmente se esta aliança promete ser mais harmônica e unida. A minha filosofia nesta etapa do jogo seria encontrar pessoas com quem eu tenho afinidade e que seriam fáceis de lidar. Natalia, mandona, paranoica e chata não é alguém fácil de ficar aliado por muito tempo.
Na minha opinião, o comportamento de Davie e Elizabeth foi fundamental para a decisão de Alec. Diferente das pessoas que estavam na minoria em Ghost Island, ambos se entregaram a Alec de corpo e alma, mostrando que estavam dispostos a trair o coleguinha se esta fosse a sua decisão. Ao invés de desesperadamente tentar fazer alguém flipar, Davie e Elizabeth focaram em conquistar a sua confiança para que Alec decidisse sozinho quem deveria sair. As conversas individuais com cada um dos Davids me pareceram essenciais para o resultado final. Davie e Elizabeth foram muito bem ao “entregarem” seus destinos na mão de Alec e ao mostrarem vulnerabilidade e lealdade para ele.
NATALIeA, a eliminada

Como eu já vinha dizendo desde a premiere, a edição de Natalia estava limitada em função de Natalie, uma dica de que ela não duraria muito no jogo. Isso não significa que ela foi horrível desde o começo ou que só fez cagada no reality. Entretanto, é necessário observar que ela criticou tanto Natalie por ser mandona e insuportável e não percebeu que fez a exata mesma coisa. Segunda semana seguida em que alguém que critica muito Natalie-Napalm sai justamente por cometer os mesmos erros. Karma is a bitch.
Além disso, nada mostrado em relação à Natalia deu muito certo para ela. Para começar, ela, Kara e Angelina se diziam dominar a tribo Goliath, uma vez que tinham os homens aos seus pés. É cômico que o homem que parecia ser o mais próximo de Natalia era justamente Alec, o responsável pela sua eliminação. Juntando o quebra-cabeça dos primeiros episódios, podemos lembrar que, logo em seguida em que vimos as mulheres fazendo planos de usar os homens e depois descartá-los, vimos um confessional de Alec, em que ele condenava Dan por se envolver demais com Kara. Assim, a edição já dava uma dica que Alec não estava tão dominado por Natalia quanto as mulheres acreditavam. Alec está no jogo para vencer e não para ficar de gracinha com a mulherada. Ponto para ele e para a edição, que construiu este arco com muita naturalidade.
No episódio passado, Natalia teve a sua opinião completamente jogada no lixo, quando Angelina liderou a sua tribo numa direção diferente da sua preferência. Inclusive Natalia já demonstrou alguma teimosia ao bater o pé e dizer que votaria em Natalie de qualquer jeito, o que acabou não ocorrendo. #Fail. Este era outro indício de que a aliança que Natalia acreditava ter não era tão forte assim. Afinal de contas, Survivor é um jogo individual e John e Angelina estavam muito mais preocupados em se beneficiar do que beneficiar o coletivo. Tanto que John manteve Natalie com quem pretende trabalhar n o futuro.
Vimos o lado mandão e paranoico de Natalia apenas neste episódio, tanto com Alec quanto com Kara, mas acredito que ela já deveria estar demonstrando desde o começo que é uma pessoa controladora e desconfiada. Fazer jogadas benéficas para o próprio jogo e desconfiar de tudo e todos são coisas essenciais em Survivor, mas é necessário saber fazer isto sem ser óbvio demais, como John, Angelina e Nick estão sendo capazes de fazer muito bem. Os grandes jogadores de Survivor são aqueles que jogam muito, mas sem levantar suspeitas e sem bater de frente toda hora com seus aliados. A postura de Natalia ao desconfiar de Kara foi tão descabida que me lembrou Abi-Maria, confrontando a até então sua aliada RC com a sútil frase “If you fuck me, you are dead”. Esta postura louca pode até ter levado Abi longe duas vezes, mas normalmente termina numa eliminação precoce como ocorreu com Natalia.
Nem é Kaoh Rong, mas a famosa Evacuation Island está de volta

Como o episódio anterior já havia adiantado a torção no joelho de Bi, o episódio não focou muito na sua saída, que ficou completamente perdida no meio de coisas bem mais interessantes. Fico feliz de Bi ter tido algum airtime e não ter saído como invisível. Gosto da ideia de todos os participantes terem um pouquinho que seja da sua história contada na temporada. A saída de Bi não chega a causar muita frustração, uma vez que eu não nutria nenhum tipo de expectativa quanto ao seu jogo ou participação na temporada. É triste ver alguém se vendo numa situação em que não consegue continuar, mas a vida de Survivor David Vs. Goliath já seguiu em frente e foi excelente.
O Idol Nullifier

Finalmente a temporada introduziu a grande novidade de Survivor para esta temporada. Estou falando do Idol Nullifier, uma vantagem muito interessante, em que o participante pode anular um possível idol jogado usado por alguém específico naquele Tribal Council. Gosto muito da ideia, principalmente porque envolve bastante risco por parte de quem usa, já que ela precisa usar a sua vantagem na hora do voto sem saber se a pessoa escolhida realmente usará um idol. A novidade também é importante para o futuro da franquia porque deve mudar um pouco a estratégia da maioria de sair contando por aí que encontrou um idol, algo bem comum hoje e que é bom que mude um pouco.
Entretanto, o fato de Carl ter encontrado me deixou com medo de que ele nem tenha oportunidade de usá-lo ou que não precise, o que significaria num certo flop da grande nova vantagem do jogo. De qualquer forma, achei bem interessante a ideia de jogar cocos na água e dar a dica em que em um deles estaria a vantagem. Por um lado, foi bem fácil de encontrar e não vejo a menor possibilidade de alguém conseguir deixar esta vantagem passar. Porém, foi divertido ver Carl correndo atrás dos cocos e vibrei bastante quando ele encontrou o certo. Acredito que esta ideia possa ser aprimorada e voltar ainda melhor numa próxima temporada.
Estou muito feliz com a David Vs. Goliath e com o ótimo elenco que temos desta vez. Não sou capaz de fazer muitas previsões e isto só pode ser positivo. É bom ver a ascensão de alguém como Alec, que ainda não tinha tido muito destaque e ainda melhor pensar que a temporada só está começando. Chega até a ser curioso que na temporada intitulada David Vs. Goliath, uma das tribos, a underdog, ficou em desvantagem nas 3 novas configurações. Apesar disso, o alto nível dos jogadores e o poder autodestrutivo dos Goliaths parecem que não vão deixar a peteca cair. A jogada de Alec inclusive deve fazer com que os Goliaths das outras tribos pensem duas vezes antes de apostar todas as suas fichas numa aliança entre a tribo original.
Ranking Após “I Am Goliath Strong”:
1- John Hannigan. Está numa posição bem confortável. Caso a sua tribo perca, acredito que Gabby e Alison são as duas favoritas para sair. Não comentei muito sobre isto, mas vejo que uma possível aliança feminina também pode estar motivando alguns jogadores, o que ajudaria a explicar a decisão de Alec.
2- Christian. Rapidamente se conectou com Dan e John. Além disso, está na tribo mais forte e provavelmente nem vai visitar o Tribal Council nesta fase do jogo.
3- Nick. Assim como Christian, Nick se mexeu rápido para conquistar aliados Goliaths. Mike não está apostando todas as suas fichas nesta nova aliança, mas, ao contar para Nick sobre o idol de Dan, sugere que quer sim jogar com ele.
4- Davie. Foi o grande jogador do episódio, preservou o seu idol e parece ter encontrado em Alec o seu possível maior aliado. Tem uma edição muito boa para vencer.
5- Angelina. Continua numa posição muito boa. Talvez a aproximação de Mike e Nick possa ser um problema, mas Natalie por enquanto é quem deve se preocupar mais.
6- Elizabeth. Maravilhosa. Dois Tribal Councils e dois ótimos resultados para ela. Uma das minhas favoritas com certeza.
7- Mike. Desde sempre acho que Mike tem bons motivos para flipar e isso pode aumentar quando ele perceber que os Goliaths não estão se mantendo unidos.
8- Alec. Ascendeu de irrelevante para alguém com destaque. Não sei ao certo se sua jogada vai dar certo, mas torço para que ele não saia logo. A sua postura ao rir de Natalia me lembrou bastante Jay ao eliminar Michaela. É deboche que queremos sim.
9- Carl. Deu muita sorte de não correr risco na primeira eliminação da Swap, de ter ido para a Exile buscar uma vantagem e ainda por retornar ao jogo numa tribo em que os Davids são maioria. Algo que pode ajudar a explicar a pulverização da edição é que os idols e vantagens não estão com quem já domina o jogo.
10- Alison. Não tem quase nenhum destaque e pode estar em perigo caso Christian seja capaz de manter Gabby numa possível ida da tribo para o Tribal Council. Acho que ele nem vão perder e Alison continuará sendo uma das participantes com menos destaque.
11- Dan. Acho que chega na merge facilmente. Ele não sabe, mas vai ser muito beneficiado caso Kara tenha o mesmo destino de Natalia.
12- Gabby. Tudo leva a crer que vai depender das vitórias da sua tribo e de Christian para sobreviver. Gabby está exagerando na insegurança. Precisa se mexer para não ficar atrás no jogo. Aubry e Hannah também tiveram seus momentos de insegurança, mas sempre compensaram construindo relações fortes com os outros participantes.
13- Kara. Com a saída de Natalia e o retorno de Carl, ficou numa situação bem ruim. Não ligarei nada se for a próxima eliminada, mas ela não chega a ser ruim.
14- Lyrsa. Está na minoria e na tribo mais fraca. Além disso, depois de um começo em destaque, Lyrsa deu uma boa sumida.
15- Natalie. Algo me diz que ela vai durar ainda, mas é a grande favorita a sair já no próximo episódio. Fiquei surpreso com a sua burrice. Estava numa posição precária com os Goliaths, mas não quer nem ouvir falar nos Davids. Me ajuda a te ajudar, Natalie.
A seguir a evolução do meu estado de espírito em relação às eleições:
Bolsonaro diz que vai concorrer a presidência:

Bolsonaro é o candidato com mais intenções de voto no início da campanha, mas perde para quase todos no segundo turno:

Bolsonaro sobe a cada pesquisa:

Bolsonaro leva facada e aumenta suas chances:

Primeiro turno das eleições:

Após a vitória dele caso alguém se arrepender de ter votado neste lixo:
















