Com a janela de tempo da trama se aproximando do fim, “The Alienist” vai tentando corrigir os erros cometidos nos dois últimos episódios e vai dando o senso de encerramento necessário para a narrativa. Dois personagens são utilizados para isso, aglutinando assim as timelines em dois focos coesos que elevaram um pouco mais a qualidade da série.

No primeiro deles o ponto de atenção foi focado em Connor. Após o rompante de fúria em Willem, numa catarse da humilhação sofrida por ambos os poderes que o controlavam (os ricos e Roosevelt) ele agora precisará lidar com a culpa de seus atos. A pressão agora é interna, na tentativa de apagar os rastros e ligações que ele tem com a morte de um integrante de uma das famílias mais ricas de Nova York. E com isso ele acaba focando em Kreizler e John, este segundo o que até agora sofreu maiores danos, visto que terminou o capítulo indo sabe-se lá Deus onde após a pancada na cabeça de Connor.

No segundo temos Kreizler, claro. O doutor caminha em uma estrada dúbia. Por um lado ele se aproxima ainda mais do comportamento do assassino ao se entregar a pequenos rompantes de loucura (vide o tapa no episódio passado e a facada no corpo do garoto nesse) e por outro ele começa a tentar reparar os erros que cometeu durante todo esse tempo em que andou com ares de superioridade. Além dos próprios assassinatos, a descoberta de Sara foi um dos gatilhos que desencadeou essa onda de impulso sobre ele, que ironicamente o colocou em vias de analisar seu comportamento, principalmente com os serviçais de sua casa.

Mal conheço a sobrinha de Cyrus é já considero mais do que grande parte do elenco fixo. Em pouco tempo de tela ela colocou o doutor no lugar e disse verdades cortantes, de que ele não era muito diferente daqueles ricos que tanto desdenha e pior, de que ele não passava de um “senhor de escravos” moderno. Não foram exatamente essas palavras, mas foi o suficiente para que Cyrus, Mary e Stevie tivessem uma mudança de tratamento. Falando nelas, achei essa repentina atenção em Mary algo baixo da parte dele, no caso dela é uma paixão verdadeira. Para ele é apenas uma culpa momentânea e uma válvula de escape dos reveses e da situação com Sara.

Falando nela, ela foi a responsável por trazer pistas necessárias para encontrar o verdadeiro assassino. A quantidade de pistas que tivemos nesse episódio foi, em comparação, maior do que praticamente toda a investigação até aqui. Sabemos que além de, ser uma pessoa de origem pobre, o perpetrador dos crimes teve uma vida de batalhas e uma infância traumática no Oeste, de onde tirou o modus operandi que efetua em suas vitimas das vinganças cometidas pelos índios pelos massacres contra o seu povo. Ele mesmo podendo ser uma vítima direta (ou indireta) desses ataques.

A trama agora parece uma panela de pressão prestes a explodir, com duas chamas acesas insuflando ainda mais calor: os ricos e as pressões populares. Não há mais espaço para erros, nem atrasos. Com apenas três episódio para o fim, a série tem de caminhar em passo veloz na direção da resolução, preciso como o escalpe tirado da nova vítima. Até a próxima semana!

PS 1: Os ricos como sempre só ajudam quando isso lhes servem de fonte para algum lucro.

REVISÃO GERAL
Nota:
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Lucas Fernandes
Cinéfilo, sériemaníaco e designer não praticante nas horas vagas.
the-alienist-1x07-many-sainted-menCom a janela de tempo da trama se aproximando do fim, “The Alienist” vai tentando corrigir os erros cometidos nos dois últimos episódios e vai dando o senso de encerramento necessário para a narrativa.