Paizão days are over, Paizão days are done!

Como é que posso resumir o episódio dessa semana? ALELUIA! Clécio saiu! É isso aí: para felicidade geral da nação, o inimigo número 1 do MasterChef Profissionais pegou o caminho da roça e foi falar Paizão em outra freguesia. Sendo sincera, não tiro o mérito do grande profissional que é ele, afinal, alguns de seus pratos foram muito elogiados pela ousadia e criatividade. O grande problema de Clécio não era o fator talento (até porque isso ele tem de sobra), mas sim a chatice e hipocrisia. Seu hábito de falar paizão e ser o bajulador oficial de Francisco foi determinante para criar esse ‘ranço’ por ele, além de forçar a barra ao criticar o choro de Raissa, quando o mesmo já abriu o berreiro na frente dos chefes por muito menos (vou sempre lembrar disso porque foi muito feio). Foi uma eliminação que eu torcia TODOS OS DIAS para acontecer.

Mas nem só da saída de Clécio viveu o programa né? Vamos lá relembrar os fatos que culminaram na eliminação mais pedida do ano.

Esse dia icônico juntou teatro e gastronomia, com pitadas de tensão e polêmicas. Contanto com a versão brasileira de Les Misérables (e aqui vai o meu pedido público que Les Mis venha para João Pessoa), os profissionais se dividiram em dois grupos e cozinharam finger food para um grupo de 120 pessoas. Francisco, que parece muito um pavão quando é escolhido para liderar qualquer prova em grupo, montou os times a seu gosto. Puxou Clécio, Irina e Raissa para o seu lado e jogou Ravi, Pablo, Monique e Lubyanca para o outro. Mas o que ninguém contava é que veríamos O Tombo – Parte 2 (e que tombo).

Francisco, pela primeira vez, parecia mais um chefe iniciante na arte de comandar uma cozinha do que um chefe estrelado, totalmente perdido, chegando ao ponto de nem lembrar as restrições alimentares impostas e dos pratos veganos. Irina, como em outras vezes, foi muito mais líder do que o próprio Francisco, preocupada com toda a execução e incentivando o time. Aparentemente, era o time que estava mais organizado, apesar de tudo (não graças a Francisco). Pablo, líder do outro time, surpreendeu com uma liderança segura, mas que ao mesmo tempo não soube lidar com a leseira de Ravi e nem com as exigências de Monique. Ravi merece até um parêntese por ser tão distraído, reclamão e irritante durante praticamente toda a prova (e a edição mostrou bem isso), mas que também entregou os melhores preparos durante a preparação.

Tombo, O Retorno, mais uma vez veio da lavada que o time liderado por Francisco levou. Não ficou claro (pelo menos não para mim) o motivo da diferença tão grande dos votos, mas acredito que o descuido com os pratos ‘especiais’ tenham sido determinantes na votação. Mais uma vez, meu coração ficou dividido entre a felicidade de ver Luby e Ravi salvos, e Raíssa e Irina na eliminação.

E essa prova de eliminação? Que piada. Quando vi o anúncio na semana passada, pensei logo que seria uma sobremesa hiper difícil com o bolo Ópera, da temporada passada. Tão difícil que até receita tinha. A torta Dobos, tradicional da Hungria, tem a mesma base usada por muitas sobremesas na confeitaria: creme de chocolate com manteiga, caramelo e pão de ló. Não que eu saiba fazer nada disso, mas achei bem vergonhoso os profissionais ficarem tão perdidos durante sua execução, principalmente porque eles tinham a opção de reinterpreta-la a sua maneira. Como é que eles não sabem fazer isso? Também achei duas horas de prova um exagero… Acho que meu descontentamento vem do fato de que esperava uma prova de confeitaria peçonhenta como foi a do bolo Ópera.

Durante a execução, Clécio e Francisco mostraram porque são tão odiados. Clécio fez pouco da ajuda de Luby e se ferrou (bem feito). Francisco, boçal como sempre, queimando caramelo e dizendo que tinha se dado ao luxo de queimar um. AHHH, conta outra né? É por essas e outras atitudes que gosto cada dia menos dele, por mais talentoso que seja. Não adianta ser talentoso, chefe premiado e tudo mais, se você é uma pessoa que se acha o último biscoito (não bolacha. polêmicas) do pacote. Irina e Raíssa começaram perdidas. A diferença é que Irina se achou e Raíssa continuou perdida, tanto que entregou um prato feio para danado.

Não sei vocês, mas pensei que Raissa estaria entre as piores, mais uma vez. Os pratos dela e de Clécio foram os mais criticados, junto com o de Francisco, em menor escala. Irina ganhou em disparada, mas depois da avaliação, era nítido que aquela prova era dela. É engraçado essas teorias malucas que a edição favorece um ou outro… dizem que Raissa, mais uma vez, foi protegida pelos jurados. Não sei bem o que pensar sobre isso, é um reality show! Não gosto de esquentar minha cabeça criando teorias malucas sobre proteção ou não. Mas é importante lembrar que ali nós vemos o que eles querem que vejamos. Essa é a mágica da edição. Felizmente (ou não) Raissa é a protegida da vez, assim como Victor foi na temporada amadora, até que foi eliminado.

Quanto aos dois que ficaram na berlinda… não poderia me importar menos. As duas que torço estavam salvas e sobrou o sujo e o mal lavado. Graças a todas as forças da natureza, Clécio vazou. Não vai fazer falta e já vai tarde. Espero que ele sucesso aqui fora, mas de preferência, longe dos nossos olhos e ouvidos.

Francisco acompanhou Clécio até a porta

RANKING!  

Vou montar esse ranking baseado em um total de 100% de achismo e na torcida para não errar, porque eu sempre erro. Brincadeiras a parte, vou basear esse ranking nas vitórias individuais de cada um e no desempenho deles durante o programa. Bora lá!   

1 – Irina: SIM SIM SIM! Eu quero que outra mulher ganhe o MasterChef Profissionais e quero MUITO que essa mulher seja Irina. Não só por ela ser mulher, mas por ela ser uma profissional ímpar que está conseguindo se destacar a medida que o programa avança. Irina está sempre ficando entre as melhores e tendo sempre alto desempenho. Nas três vezes que ela teve um desempenho médio, ela conseguiu ganhar ou ficar como segundo melhor prato na avaliação, além de que sempre é destaque nas provas de equipe por sua postura exemplar em ser liderada e até por fazer às vezes de líder. Até o momento, ela merece MUITO ganhar esse programa.

2 – Raissa: apesar de nova e da pouca experiência, Raissa quase sempre é alvo de elogios dos chefes. Apesar do péssimo desempenho como líder e da enxurrada de críticas que ela recebeu no penúltimo programa, aposto nela pelo simples fato de menina ser muito talentosa. Ainda bem que ela não caiu no mesmo poço de Mirna. Apesar das desconfianças de muitas pessoas pela suposta proteção que ela vem recebendo, aposto minhas fichas em uma final entre ela e Irina.

3 – Ravi/Francisco: coloco os dois no mesmo patamar sim. Os dois já tiveram o mesmo número de vitórias individuais (duas) e já figuraram na eliminação por duas vezes. Eles já trabalharam juntos e ambos são da cozinha clássica francesa. Francisco é um chefe premiado e Ravi um empreendedor nato. Um tem um terço para dar sorte e o outro um cortador de unha. Brincadeiras a parte, coloco os dois aqui porque ambos são extremamente competentes, mostram amor pelo que fazem, mas que podem derrapar na teimosia. Ravi é uma mula empacada, mas uma mula talentosa. Ele já provou isso diversas vezes, tanto nas sobremesas quanto em pratos salgados. Suas dicas geralmente são de grande valia e mostra o quanto ele é apaixonado por cozinhar. Já Francisco liderou duas provas de equipe e perdeu feio, mas nas suas vitórias individuais foi a sua experiência que prevaleceu. Mas ele também pode derrapar na teimosia e no achismo de ser o ‘melhor’ dali.

4 – Monique: não gosto dela, já falei. Monique é daquelas que poderia estar ali ou não, que nem perceberia a diferença. Ela me lembra de Michele, vencedora da temporada anterior. Sem grande destaque, figura entre alto e médio desempenho, mas nunca entre os melhores ou piores. Pode surpreender, mas não aposto que ganhe.

6 – Lubyanca: é uma dor colocar Luby aqui… sou do time que gosta dessa menina que mistura inglês com português. Apesar da minha torcida ser também dela, não acredito que dure muito mais no programa. Ela consegue ter grandes sacadas quanto quer, mas também já deu diversas derrapadas feias. Não acho que vá muito longe, mas vai saber.

7 – Pablo: nem sei o que falar dele. Não curto muito o estilo dele, meio perdido, meio sem saber como foi parar ali. Teve um grande destaque, o que foi positivo para sua confiança. De resto, foi tudo um grande desastre.

E ai? O que vocês acharam? Conta ai!

MOMENTO PARA QUASE TUDO 

PS1: Achei massa a atitude de Monique em não querer fazer o cumprimento que Ravi sugeriu para o Clécio. Ninguém tem que ser Poliana demais e receber patada com sorriso não. Merece aplausos só pela atitude.

PS2: Muito legal o Ravi ajudando Raissa, mesmo sendo de equipes adversárias. Isso NUNCA aconteceria na outra edição.

PS3: Todo mundo – “que peça linda!”. Ravi: “não entendi nada daquela peça de teatro.”

PS4: “Aqui é MasterChef, a gente tem que meter o louco.”

PS5: Fogaça, BID DADDY NÃO!

PS6: Clécio é chato, mas é criativo e as vezes até engraçado. Gaitei dele tentando falar o nome do bolo com Jacquin.

PS7: Ta rolando clima entre Ravi e Monique hein!

PS8: Thank you, baby Jesus! Clécio saiu!

REVISÃO GERAL
Nota:
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