Fazendo bom uso de sua já batida e funcional fórmula, Teen Wolf empolga e entretém com mais um ótimo episódio.
Logo no início de Genotype, já temos desenhada a principal missão do capítulo, onde Scott e sua turma precisam identificar a segunda metade da criatura medonha chamada Anuk-Ite. Scott demonstra liderança ao delegar os times e suas respectivas tarefas. Ele e Liam juntos não é mais novidade e ambos funcionam bem em tela.
A dupla inusitada do episódio é formada por Theo, eternamente em busca de redenção e um lugar no pack número 1 de Beacon Hills, e Mason, que se recusa a confiar no rapaz, criando um bom e cômico conflito na interação de ambos.
Malia e Lydia, que já dividiram a tela antes, continuam a exibir boa química em cena, desvendando também informações importantes para a batalha final contra o Anuk-Ite e, mais tardiamente, contra a velha raposa Gerard. Talvez a descoberta mais importante tenha sido que se deve evitar olhar nos olhos da criatura uma vez que ela esteja completa.
A dinâmica do High School durante o dia finalmente retorna, com Liam designado por Scott para descobrir a verdadeira natureza da professora de biologia. Um leve suspense foi bem-criado ali, para a revelação final (nem tão surpreendente, mas importante) de que a filha da professora é a segunda metade da temida criatura. A transformação da besta completa foi outro ponto alto do capítulo. Porém confesso que a falta de pele e face do bicho incompleto anterior era bem mais aterrorizante e perturbadora.
Outro destaque do episódio foi a inserção da trilha sonora incidental, sempre em tom crescente e épico, engrandecendo principalmente as sequências de ação. As malfadadas câmeras lentas continuam presentes, na verdade nunca me incomodaram, pois já as tenho como assinatura e opção de estilo da série.
Malia e Scott protagonizaram uma sequência “quente” para os padrões MTV, ao dividirem o chuveiro durante um banho. Se alguém ainda tinha alguma resistência ao casal, pode esquecer, pois esse banho acabou de selar o que deve ser o destino final do casal, por mais novelesco que possa parecer. Eu já aceitei há alguns episódios atrás e, quem diria, há certa química ali, uma vez que o fator awkward foi deixado para trás.
Conciso e objetivo, Genotype vai direto ao ponto, explorando situações e personagens de forma prática para que a história evolua, desvendando alguns dos mistérios plantados no decorrer da temporada. Com vários personagens deixados propositalmente de fora para aparecer somente na “segunda metade” do episódio duplo da semana, a trama focou em aspectos específicos para desenhar o tabuleiro para a batalha final contra a intolerância e arrogância do velho Gerard.
6×19: Broken Glass

O retorno de velhos e novos conhecidos marca o penúltimo episódio de Teen Wolf.
Broken Glass foi mais um capítulo corrido, rápido e objetivo na cronologia da série sobre licantropos adolescentes da MTV americana. Já de início tivemos o reaparecimento de Chris Argent, que de alguma maneira estapafúrdia (que não me recordo ou me importo a ponto de me incomodar) veio parar no Brasil para encontrar com outro personagem clássico da série: Derek. Após aparecer de relance lá no retorno dessa segunda metade da sexta temporada de Teen Wolf, o eterno ômega de olhos azuis ressurge para se juntar ao pack de Scott na batalha final por Beacon Hills.
Algumas pitadas de humor, sempre bem-vindas, pontuaram o reencontro entre os personagens. Totalmente aleatória, Kate Argent também retorna, sempre no papel de antagonista, conseguindo o que pode ser uma importante ameaça contra Scott e sua vida. A princípio, seu retorno não deve ser gratuito, apenas com o intuito de homenagem e nostalgia nos momentos derradeiros da série. Ao que tudo indica, Kate deve dar trabalho para a alcateia de Scott, antes que eles alcancem o merecido final feliz.
Outro que ressurge das cinzas é Deucalion, com a missão de treinar Scott e Malia para que possam lutar contra o Anuk-Ite de olhos vendados, para se proteger do olhar letal da criatura. Uma pena que o lobisomem cego já tenha cumprido sua missão final, quando é sumariamente executado por Monroe e sua gangue de intolerantes, pesada e perigosamente armados.
Essa vilã é uma das que mais me lembro de guardar ranço e rancor, pelas várias raivas passadas com a personagem em tela. O discurso de ódio, violência e intolerância me irritam bastante, com a personagem cumprindo seu papel de antagonista secundária, capacho de Gerard, de despertar antipatia do público telespectador. Essa definitivamente não merece o caminho de redenção traçado por muitos antigos vilões de Teen Wolf, como Peter Hale (fazendo hora extra não autorizada) e Deucalion, presentes na série até hoje.
O mesmo já não pode ser dito sobre Nolan, para minha total infelicidade. Contra minhas expectativas, o roteiro dessa vez desenhou explicitamente um caminho de arrependimento para o personagem se redimir no final, ao auxiliar Liam. Mas irei tentar aquecer meu gélido e intolerante (?!) coração e conceder o benefício da dúvida, já que ele é jovem ainda e pode aprender a se tornar um ser humano melhor.
Uma dúvida levantada durante Broken Glass foi onde está Jackson? Será utilizado como vantagem/moeda de troca no Series Finale? E Stiles? Já deu seu adeus definitivo à série e a gente nem ficou sabendo?! Consideraria uma falha grave caso ele não aparecesse no episódio derradeiro, mesmo sem fazer parte da resolução do arco principal.
Aparentemente, Parrish e o Xerife Stilinski devem ter um peso maior no capítulo final, participando da ação para impedir o sucesso de Gerard, Monroe e do Anuk-Ite.
Sem tempo a perder, Broken Glass termina por posicionar as peças/personagens finais no tabuleiro de xadrez que será o derradeiro episódio de Teen Wolf. Só nos resta aguardar por um fim satisfatório, que encerre de forma plena as jornadas de todos esses personagens longevos que acompanhamos já há seis anos.















