A jornada através de mentes muito perturbadas continua.

Spoilers Abaixo:

Nesse episódio começamos com uma bomba e sinceramente eu cheguei a pensar no óbvio, porém parecem que gostaram da linha malucos extra doidões, e acertaram. O cara perdeu mulher e filho na hora do parto e partiu para uma missão de extermínio. Depois desse acontecimento não sei por que cargas d’água que ele entendeu que viver era impuro e que morrer era o caminho para salvar seus filhos e os filhos dos outros de todo o sofrimento do mundo. Estranho.

Colocar a bomba no armário de um colégio foi estúpido, mas como o maluco queria disseminar sua mensagem. E como ele sabia que seria eficaz? O filho poderia estar a quilômetros de distância do próprio armário. Com mensagens do antigo testamento ele pretendia o que afinal? Explodir o país inteiro? Estranho dois. O gran finale planejado foi muito bom, e conveniente. Toda vez que lidamos com criminosos religiosos a ladainha é a mesma, mas a série soube apresentar uma face diferente. Nada de culto e grupos, apenas um homem atormentado pela morte da mulher e que distorcendo as palavras da bíblia achou-se no papel de salvador das gerações. Fato é que a série tem se esforçado para pegar pessoas comuns que com grandes perdas e problemas se transformam no pior tipo de criminoso, o imprevisível, inexperiente e afobado. Combinação explosiva.

Agora tenho mais motivos ainda para gostar de Mike, e para mim é um personagem interessante, deve ter traumas da época que estava no exercito e pode render bons momentos. Agora que uma das personagens que os roteiristas tem feito esforço em nos mostrar é Beth, ela não estava no elenco do crossover e vem se mostrando a agente que mais conhece e entende a cabeça de Cooper, que trabalha de maneira diferente do usual. Durante esse episódio e os outros ela foi importante em ajudar Cooper e deu a dica sobre o “here is the fire”.

Se pegar todos os episódios até aqui percebemos que apenas ela, Mike e Cooper tiveram um envolvimento maior, dos outros dois sabemos que Prophet é um ex-criminoso e por isso mesmo deveria se envolver mais nesse processo de entrar na cabeça dos malucos e construir o ponto de vista deles com Cooper. Uma coisa que ainda incomoda é que prometeram uma coisa e vem nos apresentando outra. A ideia geral seria já ter um suspeito e conseguir entrar na sua mente e dessa forma capturá-lo. O problema é o tempo gasto para identificar, não chega a ser muito, mas poderia ser mais especifico, por vezes mal acreditamos que já descobriram, simplificando gastam tempo e descobrem de uma maneira que nem sempre dá para comprar. Para isso eles deveriam investir mais no processo de através do crime entender o suspeito, mas fazendo isso como grupo. Se não estou errada em todos os casos foi Cooper, ou ele e Beth que deram a pista melhor para Garcia conseguir encontrar o suspeito.

Falando nela, alguém ai tentou identificar a sala onde Garcia aparece nessa série? Tenho 95% de certeza que é outro local, não é o mesmo que aparece em CM e não é na sede da equipe de Cooper, ou seja, onde diabos Garcia fica quando não está no BAU? O correto seria ela aparecer da mesma sala, ou então numa sala no prédio da equipe nova. Confuso. Espero um dia esclarecer esse detalhe, já que desde que estou escrevendo reviews aqui no blog procuro não deixar detalhes para trás. Por hoje é isso, não divagar mais. Espero episódios focados em cada um deles e dessa forma teremos a devida apresentação, claro que sem dramas. Ali só dois no máximo três pessoas tem motivos para ter traumas, nem isso, só dois em minha opinião. Por isso mesmo espero que a série não exagere no dramol na hora de apresentar a história de seus componentes.

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