Na sua segunda semana, Breakout Kings apresentou um episódio melhor que o piloto, uma nova personagem foi introduzida, a fuga da semana foi criativa e Lloyd continua sendo de longe a melhor coisa da série.

Spoilers Abaixo:

No meu comentário do episódio piloto, eu deixei claro que o grande fator que vai me fazer continuar acompanhado Breakout Kings (pelo menos por enquanto) é a criatividade dos roteiristas na fuga da semana, e até agora, gostei bastante das duas fugas. Dessa vez foi um psicopata/piromaníaco/semi-gênio, que aproveitou os testes de eletricidade de uma execução por cadeira elétrica na sua prisão, para gerar uma faísca, atear fogo na própria cela, ser transferido para a enfermaria e colocar seu plano de fuga em prática em meio ao alvoroço da execução.

Não sei quanto a vocês, mas para mim, a substituição da golpista Philly pela novata do grupo, Erica pareceu uma manobra técnica e não algo planejado desde o começo. Existe uma janela bem grande entre a produção do episódio piloto e os episódios restantes da temporada. Philly teve uma saída tão abrupta, que ficou parecendo que a personagem não passou nos testes de grupo feito com uma audiência qualificada. Eu particularmente a achei a piorzinha entre os bandidos do time. Sei que teve aquela desculpa esfarrapada dela ser pega checando seus milhões da lan house da prisão, mas não duvido nada que nunca mais a vermos. Erica por outro lado é uma personagem bem mais legal, com um passado muito interessante. Fiquei intrigado pela história da moça filha de um caçador de recompensas, que foi matando um por um os assassinos do seu pai, e contando as mortes com riscos no pulso. Logo de cara fui tomado pela curiosidade para saber qual era o “super poder” de Erica. Sem falar que a atriz é um rostinho familiar entre os fãs de Smallville e Supernatural e possui uma beleza que nem o Shea pode ignorar.

O plot do psicopata/piromaníaco/semi-gênio que fugiu da prisão teve um bom desenvolvimento durante o episódio. A grande pergunta da força-tarefa era referente a motivação de uma pessoa em fugir faltando tão pouco tempo para sua liberdade oficial. A descoberta de que o fugitivo era colecionador de mulheres, e que durante todos os meses que esteve preso existiam três mulheres escondidas e mantidas a força em porões de casas abandonadas, foi uma revelação inesperado. Eu estava esperando que a motivação do fugitivo fosse relacionada a dinheiro. É bom notar que os roteiristas sabem escapar de clichês quando querem.

Outra coisa muito boa nesse episódio foi a confirmação do acerto no elenco. Todos estão muito bem, a química é ótima e os personagens principais possuem boas camadas a serem exploradas: Charlie tem algum tipo de problema cardíaco; Ray tem um passado mais obscuro do que eu imaginava referente a crimes; Julianne teve sua fobia social explorada no episódio passado e nesse fiquei achando que ela e Ray são mais do que colegas de trabalho; Lloyd é desesperado para agradar a mamãe e ainda não sabemos o que ele fez para pegar uma sentença tão pesada de 25 anos; Erica tem um filho e mais um risco para fazer no seu pulso; Shea é o menos misterioso, porém não menos interessante.

Gostei do destaque que Lloyd teve na resolução do caso, suas falas continuam sendo as mais divertidas e seus comentários preconceituosos mostram uma certa ousadia no texto da série.

Semana que vem teremos o episódio com a participação especial de T-Bag. Expectativas na estratosfera.

Artigo anteriorEspelho no Espelho – The Walking Dead
Próximo artigoBaú das Séries: Twin Peaks