Dois episódios para começar o ano animado.
Antes de tudo, gostaria de informar que a minha grande parceira Bruna Andrade teve que deixar as reviews CM e CPD. Desejo a ela sucesso do mundo!
O começo de 2017 foi acelerado e tivemos dois episódios de CPD em dois dias, assim vamos analisá-los separadamente:
“Don´t Bury This Case”
Encerrando um crossover com Chicago Fire, o episódio trouxe o desfecho da trama envolvendo o acidente automobilístico com o carro de Severide.
1 – Melhores momentos.
Gostei da maneira como a investigação de Severide foi tratada. Mesmo que Lindsay tenha dado um voto de confiança ao seu ex, e que Platt tenha deixado Mouch visitar o tenente em sua cela, toda a Inteligência agiu de forma profissional, seguindo as pistas e deixando as suas opiniões pessoais de lado. Achei interessante ver como Casey, anos após o seu desentendimento com Voight, ainda desconfia do sargento. A cena em que o tenente dos bombeiros acusa Voight de manter Severide preso apenas por ser seu amigo foi ótima.
Outra boa trama que começou nesse episódio teve Olinsky e Burgess como protagonistas. Acho que a resistência de Al à sua nova parceira não se trata de machismo puro e simples, como Platt deu a entender, mas de dúvidas que o detetive tem sobre a postura profissional de Kim, já que a mesma já se envolveu romanticamente com dois outros policiais. Estou ansioso para ver o desenrolar dessa história.
2 – Pior momento.
O episódio em si não teve um “pior momento”, mas a trama foi decepcionante como um todo. Afinal, era óbvio que os roteiristas não teriam coragem de fazer com que Severide fosse responsável pelo acidente. Dessa forma, não foi surpresa alguma quando descobrimos que o tenente dos bombeiros tinha sido vítima de um roubo, e que os responsáveis pelo acidente teriam sido os ladrões.
“Don´t Read the News”
A descoberta de uma jovem assassinada leva a Inteligência à caçada de um serial killer.
1 – Melhores momentos.
O melhor momento do episódio não tem relação direta com a investigação do caso, mas é uma lembrança de como política e questões raciais ainda atrapalham o trabalho policial. Afinal, Kenny, o substituto de Ruzek, chegou a cogitar a possibilidade de que as mortes de várias jovens negras por um serial killer poderia ter sido encoberta para não prejudicar a candidatura de Chicago para ser sede das Olímpiadas. Ou, em uma hipótese ainda pior, por se tratar da morte de jovens negras, os casos não tiveram a devida atenção das autoridades e da mídia. Em qualquer uma das situações, acho importante que esse tipo de debate seja levantado por séries como Chicago PD, já que a vida humana tem o mesmo valor independente de credo, raça ou orientação política.
Outro ponto positivo foi a presença de Steve Kot no episódio. Com a chegada de Chicago Justice em março, acho orgânico por parte dos produtores inserirem a participação do elenco da nova série nas histórias de CPD. Além disso, pelo caráter quase que complementar que o trabalho da polícia e o ministério público tem, as duas séries devem ter um caráter ainda mais simbiótico que as demais do universo #OneChicago.
2 – Pior momento.
Infelizmente o meu destaque negativo foi a interpretação de Chris McKinney como Franklin. Confesso que esperava mais da cena de interrogatório em que ele interagiu com Voight e Olinsky, e fiquei decepcionado com o fato de que o ator não conseguiu alcançar o nível de sociopatia que eu esperava de um homem que matou e abusou sexualmente dos cadáveres de, segundo ele, mais de cem mulheres.
O retorno de CPD do hiato foi ótimo, mas poderia ter sido melhor. Os dois episódios tiveram bons enredos, mas acho que “Don´t Bury This Case”foi prejudicado pelo fato de sabermos, desde o início do crossover com CF, que Severide não seria o responsável pelo acidente, o que diminuiu a carga dramática do episódio. Apesar da fraca interpretação de Chris McKinney, achei que “Don´t Read the News” teve uma história mais interessante e nos apresentou um bom substituto para Ruzek.
Observações finais:
1 – Eu gostei da forma como a história de Lindsay com seus suposto pai foi tratada. Gosto de como Sophia Bush interpreta a desconfiança que tem com as atitudes de sua mãe e o desgaste de viver dessa forma. Espero que Jimmy seja o seu pai, mas acho que isso não irá acontecer.
2 – Gostei da ideia de Ruzek estar disfarçado em uma missão durante a chegada de Burgess. Os roteiristas fazem um bom trabalho ao mostrar o relacionamento de Lindsay e Halstead sendo profissional, mesmo eles sendo um casal, e não gostaria de ver um drama de casal logo na chegada de Kim. Confesso que estou ansioso para ver o desenrolar dessa trama, pois acho que Adam vai acabar precisando da ajuda da Inteligência na sua missão secreta.















