Supernatural apresentou mais um ótimo episódio essa semana com American Nightmare.

Mais um episódio fora da trama principal e em igual proporção de qualidade com o da semana passada. Com certeza eu já disse isso (ou algo parecido) nos reviews anteriores, mas sempre vale a pena repetir. Acredito que Supernatural é a única série (que eu assisto e em minha opinião, obviamente) que consegue entregar episódios melhores quando não está completamente imersa em sua história central.

Esse é um ponto extremamente negativo, eu sei (algo que já comentei em The Foundry), mas quem é que não se apaixona pelas ótimas cenas dos irmãos Winchesters em suas caçadas normais? A química de Sam e Dean é surreal, realmente de outro mundo, o que é bem óbvio dado todo o tempo que eles trabalham juntos na série. É um misto de humor, com piadas simples e “espontâneas” (entre aspas, pois, afinal, estamos falando de um show onde tudo é previamente calculado, não é mesmo?), sem nem terem contato com Castiel essa semana, outro personagem que também se conecta perfeitamente bem com a dupla.

American Nightmare foi um episódio como outro qualquer, com os irmãos Winchesters fazendo o que eles sabem fazer melhor: piadas e caçar. Mas, dessa vez, a coisa mudou de figura, quando na realidade a “criatura” central era um humano e não um monstro, fantasma ou demônio. Foi interessante ver a abordagem diferenciada dessa semana, principalmente por mostrar-nos mais um personagem com poderes especiais. Magda conseguiu-os (muito provavelmente) da mesma maneira que Sam nas primeiras temporadas, pelo Demônio de Olhos Amarelos.

Aliás, como muitos acreditam, seria esse um indício do retorno do demônio? A menção indireta ao personagem pode ter deixado essa dica no ar, por mais que ele tenha morrido pela Colt. O encontro entre o vilão e a Mary traria grandes impactos para a trama, algo que, em minha opinião, seria muito mais positivo e engrandecedor para a série do que a forma com a qual os Homens das Letras estão sendo mostrados.

Por falar nos Homens das Letras… 

O grupo teve sua presença no episódio dessa semana, mesmo que de maneira pequena e bem desnecessária. Já estava bem claro que os britânicos não concordavam com a forma que os caçadores lidam com seu trabalho sobrenatural, então matar Magda ao fim do episódio foi um erro gigantesco. Não digo isso apenas por ter gostado da personagem ou por ter odiado a intromissão dos HdLs no caso dos irmãos, mas, principalmente, pela maneira com a qual a personagem foi descartada.

Magda tinha poderes, quase na mesma intensidade que Sam os tinha ou até mais poderosos. A inserção da personagem foi rica em detalhes e coesão com os eventos das primeiras temporadas, algo que não fora mencionado há muito tempo na série. Esse foi, a meu ver, o único detalhe negativo de American Nightmare. O que vocês acham disso? Magda poderia ser aproveitada ainda? Deixem suas opiniões nos comentários!

Mas e os HdLs, o que os próximos episódios guardam acerca do grupo? O mistério em torno do Sr Ketch continua, o que me incomoda bastante, pois muito provavelmente o personagem será descartado com facilidade, matando Mary e morrendo logo em seguida. Esquecendo a minha visão de profeta, o que será que os roteiristas pretendem com ele? Ou mais importante: até quando a trama dos HdLs vai continuar rasa, incompleta e fraca? Ela tinha tudo para ser uma das melhores até o momento (ficando em igualdade, quem sabe, com Amara), mas, infelizmente, esse não parece ser o caminho dessa temporada.

O dilema de Mary Winchester 

“As vezes uma família fica mais unida se ficarem um tempo separadas”

– Sam Winchester, filósofo de SPN.

Eu finalizo o review com essa frase impactante, envolvendo não apenas os personagens da série, mas também a realidade com a qual vivemos hoje em dia. Sam tem toda a razão, uma família costuma se relacionar melhor com seus integrantes quando a distância os separa. Isso pode acontecer, inclusive, com amigos também. É óbvio que não podemos generalizar, mas muitas vezes nós temos grandes amigos/pessoas da família ao nosso lado fisicamente, mas aqueles que moram mais longe são os que mais se preocupam conosco e dão mais valor à sua amizade.

Eu costumo dizer que a distância quebra barreiras e muros, une pessoas e corações de uma maneira que nenhum convívio constante o faz. Entrando no meu lado pessoal, eu digo com certeza que as pessoas mais distantes de mim fisicamente (ou que não vejo com frequência) são as que eu mais gosto de estar, conversar e que me sinto protegido. É um sentimento mágico e único, do qual muitas pessoas acreditam não ser possível de se manter, seja com familiares, amigos ou, principalmente, se for um relacionamento amoroso.

E Sam e Dean precisam enxergar isso agora. Mary retornou à vida, após trinta anos separada dos filhos e do mundo que ela conhecia, e isso com certeza deve assustar qualquer um. Ela precisa de um tempo para si mesma, para se reconectar com os vivos, conhecer o novo mundo que a envolve, se acostumar com a ausência de John e entender que Sam e Dean cresceram perfeitamente bem, mesmo sem seu apoio. American Nightmare mostrou que tudo tem seu tempo e felizmente, então, Mary deve voltar à ativa muito em breve. Estou ansioso por isso, por mais assustador que possa ser vê-la em perigo ao caçar. Retorne logo Mary, Rainha de SPN!

E a cena mais hilária do episódio é… 

“Conhecem Deus, senhores?

Ah sim. É, nós éramos melhores amigos.” 

Dean e Sam: “Vamos numa balada, mãe.”. Mary: “Ok, meus queridos, mas tomem cuidado. Vão com Deus!”. Dean e Sam: “Pode deixar, estamos levando um anjo também.”.
Dean e Sam: “Vamos numa balada, mãe.”.
Mary: “Ok, meus queridos, mas tomem cuidado. Vão com Deus!”.
Dean e Sam: “Pode deixar, estamos levando um anjo também.”.

Referências e detalhes sobre o episódio 

American Nightmare marcou o episódio de número 245 da série. Será que SPN acabará mesmo no nº 300?

– O título do episódio faz referência a uma música (como quase sempre é feito na série) do “The Misfits”.

The Wicked Witch of the West é uma bruxa do “Mundo Mágico de Oz” (jura, Vinícius?) que, inclusive, já deu as caras na nona temporada de SPN.

– O ator que fez o personagem Abraham Peterson já fez um sherife na quinta temporada. Que isso, Kripke, falta de ator para contratar?

– A audiência desse episódio foi de 1,81 milhões de telespectadores, bem superior a The Foundry, o episódio passado (ainda não ultrapassou a estreia da temporada), de acordo com o site o Tvbythenumbers.

Artigo anteriorCancelamento de Conviction deve ser anunciado em breve pela ABC
Próximo artigoOnce Upon a Time 6×07: Heartless