O projeto fall season foi um verdadeiro teste de coragem. Assistir a todos os novos pilotos da temporada 2011/12 foi mais doloroso do que eu imaginava (isso porque eu trapaceei e não assisti Prime Suspect e A Gifted Man). Das dezenas de séries que me deliciei, salvei apenas 5. Veja abaixo como consegui salvar pelo menos 5 novas séries da fall season 2011.
5 – The X-Factor

Ok, assumo que já vou começar trapaceando aqui também, afinal The X-Factor não é uma série e sim um reality musical. De qualquer forma, essa foi uma das poucas novas estreias do ano que adicionei para a minha grade de programação. Eu nunca acompanhei a versão britânica, mas já vi muitas auditions fantásticas no youtube (essa aqui é a minha favorita), sou fã de American Idol desde a primeira temporada e embora não tenha amado The Voice, também acompanhei toda a temporada de estreia.
Os principais motivos que me atraíram a acompanhar The X-Factor: 1) Cheryl Cole – A linda juíza da versão britânica estava confirmada na versão yankee e eu não poderia estar mais feliz. Ela é carismática, sabe o que fala e é provavelmente a mulher mais bela que já pisou sob a Terra. Fiquei muito decepcionado quando ela acabou sendo substituída de última hora pela insossa da Nicole Scherzinger. 2) O maior prêmio da história da televisão – Quando anunciaram o super prêmio de U$ 5 milhões para o vencedor, eu fiquei muito curioso para descobrir que pessoa talentosa será digna de tal quantia logo no início da sua carreira. 3) A super produção americana – Eu imaginava que juntar o mega ego de Simon com o orçamento milionário da FOX traria um espetáculo semanal digno de um show de Las Vegas. Realmente não me decepcionei. Todas as semanas fico impressionado com aquele palco enorme, a iluminação, telão… Uma produção inigualável.
Logicamente que muitas coisas podem melhorar, como por exemplo a edição das fases iniciais, coisa que American Idol fez escola e humilha todos os seus concorrentes. Outro grande ponto negativo é o apresentador, que consegue ser pior que Carson Daly de The Voice e faz Ryan Seacrest parecer ainda mais superior nesse cargo. Aposto que ninguém sentiria falta de L.A. Reid, que sinceramente não consigo imaginar como ele foi escolhido para completar o painel de jurados.
PS – Sim, eu estou até agora sem entender essa última eliminação. O concorrente era o meu favorito e minha aposta para o prêmio de 5 milhões. Malditos gringos que não votaram.
4 – Life’s Too Short

O material de Ricky Gervais possui uma peculiaridade: é completamente viciante. Extras, The Office UK, The Office, stand up, participações especiais, premiações importantes… Tudo que esse desgraçado toca vira ouro (tirando um ou outro filme). Gervais é um dos meus comediantes favoritos e seu lema é simples: não existe nada nesse mundo que não se possa fazer piada.
Life’s Too Short é uma mistura do humor de The Office com Extras. Trata-se de um falso documentário sobre o dia a dia de Warwick Davis, o anão padrão das produção britânicas, que já esteve em filmes como O Retorno de Jedi e Harry Potter. O “lado Extras” de Life’s Too Short envolve a constante humilhação de Davis devido ao seu ego inflamado por ter feito parte de filmes importantes. Sem falar nas participações especiais de astros como Liam Neeson, Johnny Depp, Steve Carell e os próprios criadores da série Ricky Gervais e Stephen Merchant, que reforçam o humor metalinguístico de Life’s Too Short.
E não se preocupe com Warwick Davis, ele não apenas está formidável nesse papel que retrata uma versão absurda dele mesmo, como muito do material mostrado são ideias do próprio Davis.
3 – New Girl

Leio e ouço muito por aí, “New Girl só é sucesso por causa da Zooey Deschanel” como se isso fosse algum demérito. É inegável que Zooey é a grande atração da série e qualquer outra pessoa no papel de Jess muito provavelmente afundaria a série, mas felizmente lá está Zooey, com seu charme, carisma, talento e aqueles olhos azuis imensos. Sei que a série depende muito da “fofura” de sua protagonista, mas nesses sete episódios vimos um bom desenvolvimento do elenco de apoio, que dentre eles destaco o personagem Schmidt, encarregado de grande parte do humor físico e nonsense da série.
Em resumo: New Girl é uma comédia leve, divertida e promissora.
2 – Boss

Quando o canal Starz anunciou a renovação de Boss para a 2ª temporada antes mesmo de sua estreia, minha expectativa foi para a estratosfera. O canal e o estúdio precisam estar muito confiante na qualidade da série para uma renovação precoce como essa, e realmente Boss entrega um drama adulto e denso, que te conquista em poucos episódios. Eu mesmo não me empolguei muito logo depois de assistir ao piloto, que embora arrastado, mostra um Kelsey Grammer como nunca antes vimos na televisão. Foi depois do 3ª episódio que eu me senti completamente fisgado pela série. Entre manobras políticas brilhantes e uma doença neurológica incurável, o prefeito de Chicago Tom Kane se mostrou um dos melhores personagens do ano.
1 – Homeland

Enfim chegamos a melhor nova série de 2011. Homeland é um remake de uma série israelense e mostra Carrie, a agente da CIA que durante uma operação no Iraque recebe uma informação perturbadora: existe um prisioneiro de guerra americano capturado pela Al-Qaeda que mudou de lado. A série possui uma narrativa envolvente, que te inibe de qualquer certeza. Todos são suspeitos. Do fuzileiro naval encontrado em cativeiro inimigo depois de anos de tortura ao agente do alto escalão da própria CIA. O elenco principal é encabeçado por Claire Danes, Damian Lewis e Mandy Patinkin, sendo que todos eles entregam ótimas atuações e ajudam no desenvolvido de personagens com múltiplas camadas e alto nível de complexidade. Homeland é um thriller psicológico que vai te deixar preso na cadeira. Facilmente a minha recomendação máxima de 2011.
E vocês? Quais nova séries recomendam? Andei lendo bons elogios para 2 Broke Girls e American Horror Story, mas não sei se vale a pena dar uma segunda chance para essas séries… Os poucos episódios que assisti não me animaram muito.






















