
E nossa lista de maratonas segue firme e forte!
Olá novamente, pessoal! Para quem estava viajando no feriado e perdeu, publicamos na semana passada a primeira parte da nossa lista de séries que valem uma maratona na summer season, com sete obras curtas e menos conhecidas que, ao nosso ver, não podem passar em branco na vida de um série maníaco. Agora, chegou a hora das séries que estão a todo o vapor, porque nunca é tarde para tirar o atraso e poder ter a alegria de ler e comentar sempre em dia nas reviews das temporadas que ainda estão por vir. Confiram!
– Bates Motel (por Gabriel Lanzaro)

A melhor estreia da ultima temporada, não há duvidas de que Bates Motel tenha sido a produção mais bem feita da mid season. Com apenas 10 episódios, Bates Motel apresentou um roteiro muito amarrado, com histórias de tirar o fôlego e sem quaisquer furos significativos. A série, que serve como prelúdio aos acontecimentos do maior sucesso de Hitchcock, conseguiu manter a atenção com um thriller bastante calmo, mas intenso. Nessa primeira temporada, os roteiristas não precisaram em nenhum momento abusar das cenas de terror para causar impacto. Os mistérios construídos provocam, de qualquer forma, uma angústia enorme ao esperar o próximo episódio.
O processo de formação de um dos serial killers mais famosos da ficção mostra um Norman Bates problemático, criado por uma mãe extremamente protetora, Norma Bates. Nesse ponto, observa-se o brilhantismo das atuações de Vera Farmiga e Freddie Highmore. Ambos souberam interpretar as peculiaridades de suas personagens com maestria. Enquanto Freddie deu vida a um adolescente instável, o trabalho de Vera já a rendeu uma indicação ao Critics Choice Awards. Com 10 episódios… Incrível, não?
A cidade aparentemente pacata é, na verdade, repleta de segredos. O que parecia o local perfeito para o recomeço de uma vida transformou-se em uma das decisões mais contraditórias da família Bates. Os diversos arcos se convertem em nervosismo e numa vontade de quero mais. São apenas 10 episódios, não perca tempo. Você não vai se arrepender.
– Shameless (por Luã Marinatto)

Primeiro, é preciso antecipar o seguinte: Shameless não é uma série para qualquer tipo de pessoa. Além de um humor muitas vezes negro, a série é repleta de tramas politicamente incorretas, capazes de escandalizar os mais pudicos. Se esse não for o seu caso, corra para ficar em dia com os 36 episódios das três temporadas (a quarta está garantida e só chega no início de 2014, então dá tempo). No estilo narrador da Sessão da Tarde, é pra “rir e se emocionar” até dizer chega.
Aliás, é exatamente esse um dos grandes trunfos de Shameless: a capacidade de conseguir, como pouquíssimas produções, ser excelente ao fazer comédia e também ao abordar os dramas de seus personagens – e, o que é melhor, sem quase nunca errar a mão. Outra carta na manga é a profundidade alcançada por todos os protagonistas, e até por boa parte dos coadjuvantes (Kev e Veronica, casal de melhores amigos da família Gallagher, são simplesmente fantásticos).
No clã em si, o páreo é tão duro que é impossível não destacar todos: o gênio porém irresponsável Lip, o gay com queda por malvadões Ian, a linda, zelosa e geniosa Fiona, a doce e espertíssima Debbie, o aprendiz de psicopata Carl… E, claro, Frank Gallagher, o patriarca mais disfuncional dos EUA. Importante: William H. Macy está incrível no papel e já vale por si só a conferida, mas o restante do elenco também dá um verdadeiro show.
Por fim, assim como em muitas outras séries, rola uma certa discrepância entre a qualidade de cada temporada. A primeira, pra mim, é espetacular, enquanto a segunda baixa um pouquinho o nível – sem deixar de ser melhor do que 95% da concorrência. Já a temporada mais recente é praticamente impecável, e me proporcionou alguns dos momentos mais hilários deste ano televisivo. Apenas para deixar um gostinho de quero mais no leitor, cito dois deles: uma cena canastrona toda a vida, mas divertidíssima, em que uma sessão de sexo oral faz uma paciente sair do coma; e um plot com o auge do nonsense, levando Kev a transar com a própria sogra ao lado da esposa. Tudo mostrado na maior naturalidade, diga-se! Resumindo a ópera, não deixe Shameless de fora da sua watchlist por nada neste mundo.
– New Girl (por Ana Butrico)

A série começou como uma grande aposta, afinal, a queridinha dos nerds de plantão, Zooey Deschanel, finalmente estava estrelando uma produção para a telinha. Sua primeira temporada não foi tão bem recebida, ou até foi, mas não atendeu as expectativas de todos. Em certo ponto, a série teve até de lidar com o extremo preconceito de parte da audiência que não a assistia justamente por conta da protagonista. Nenhum desses aspectos foi capaz de apagar a produção, que ao final da primeira etapa e por toda segunda temporada cresceu de maneira fantástica e hoje figura a estrita lista das melhores comédias da atualidade, desbancando várias veteranas que estão no ar. New Girl é divertida, leve, bem escrita e com um elenco extremamente talentoso que soube criar uma química vista em poucas outras produções. Outro trunfo da série são as participações especiais com nomes de peso como Dermot Mulroney, Jamie Lee Curtis, Justin Long, entre outros. Apesar de tratar de assuntos clichês, o faz com maestria, mostrando o motivo de ter conquistado tantos fãs em tão pouco tempo. Por tudo isso que apontamos, e por tudo que você leitor descobrirá se resolver se aventurar nesta maratona de apenas duas temporadas, a série não pode ficar de fora desta lista.
– Castle (por Solange Domingos)

‘Há dois tipos de pessoas que pensam em como matar pessoas. Psicopatas e escritores de mistério. Eu sou do tipo que ganha melhor. Quem sou eu?’
Richard Castle é um escritor de Best Sellers que decide por matar o protagonista de seus livros, no mesmo instante em que se encontra com bloqueio criativo. Porém o destino coloca em seu caminho a detetive Kate Beckett.
Com uma total despretensão e a exposição de uma dinâmica divertida direcionada ao humor no momento mais negro da existência humana, Castle surge para romper com a rotina de Beckett e lhe mostrar os outros panoramas desta temática. E sob o olhar inebriado de uma criança perante as novas descobertas, esse escritor mergulha na realidade do universo que ele fantasiou por toda a vida, transportando-nos em sua companhia, por esta série de aventuras, crimes e romances.
As relações sarcásticas instituídas a uma série policial é o grande diferencial do seriado. Que abusa em investidas bem sucedidas de humor, apoiada no cinismo do protagonista. Somam-se a isto os diálogos sagazes e uma ótima interação entre o elenco, integradas às histórias mais mirabolantes possíveis.
Para completar este cenário, temos a exploração do romance com a química perfeita. Não há como não se apaixonar por Rick e Kate. Apostando no relacionamento do casal desde a apresentação do piloto.
Esta é uma divertidíssima sugestão para quem ainda não teve a oportunidade de mergulhar nesta história que arrebatou os corações dos fãs por todo o mundo… são cinco temporadas, e a primeira é curtinha, com apenas 10 episódios. Permita-se envolver também!
– Nikita (por Isaque Criscuolo)

Quando Nikita estreou, em 2010, a descrença foi enorme. O que um canal famoso por dramas adolescentes estava fazendo ao se aventurar no gênero de ação?
A nova série do CW propunha continuar os acontecimentos finais de La Femme Nikita, série com 5 temporadas, quando a protagonista escapa da Division e define como objetivo de sua vida derrubar a instituição secreta. Assim, entre ação, tramas de espionagem, mortes e promessas de muito drama, nasceu Nikita.
Sofrendo preconceitos, a série apresentou desde seu primeiro episódio um roteiro consistente com personagens sedutores e futuro promissor. Ainda assim, o grande inimigo da trama de Craig Silverstein foi, desde o início, a audiência. Nikita chegou até a sua terceira temporada por compaixão dos executivos da CW, que acreditavam na trama de ritmo acelerado ainda que a audiência sofresse grandes oscilações.
E, depois desta boa temporada, infelizmente, recebeu cancelamento disfarçado de renovação. A quarta temporada, de curtíssimos 6 episódios, foi aprovada para concluir a trama e agradecer dignamente a todos os fãs que acompanharam as aventuras do Time Nikita. O grande motivo para maratonar essa crocância? Prestigiar, ainda que de forma rápida, as aventuras de Nikita antes do último adeus, na fall season deste ano. Garanto que você irá se surpreender com as constantes reviravoltas da trama!
– Person Of Interest (por Gabriel Lanzaro)

Person of Interest não é mais um dos infinitos procedurais existentes na CBS. Primeiramente, a série não é comum. Seu grande diferencial é algo bastante simples e complexo ao mesmo tempo: a machine. Já pensou se você tivesse a oportunidade de impedir crimes? Uma máquina que pudesse informar esses fatos? Partindo dessa premissa, Harold Finch viu que podia fazer a diferença. Os episódios são marcados por muita ação, em que muitas situações são de tirar o fôlego.
A série não fica restrita exclusivamente aos casos da semana. Os roteiristas tiveram a ousadia de incluir diversos mistérios paralelamente, transmitindo um horizonte de possibilidades a cada episódio novo. Muitos deles têm a incrível capacidade de responder muitas perguntas e, simultaneamente, lançar mais questões que nos faz elaborar teorias. Há sempre um desenvolvimento das muitas tramas, que muitas vezes estão relacionadas ao passado de seus protagonistas ou à secreta machine. Episódios fillers são raros, muito raros. E ainda existem aqueles em que os roteiristas juntam todas as personagens, englobam os arcos e nos brindam com um belo presente!
Para aqueles que começarem a assistir e ficarem impressionados com a primeira temporada, acreditem: a segunda é ainda melhor. Quando comecei a ver Person of Interest, tinha muitas expectativas, que foram satisfeitas com extremo êxito. Se você não gostar de procedurais, não ha problema. São apenas 45 episódios… Preparado para curtir mais uma série?
– Dexter (por Tiago Pacheco)

Esqueçam a turminha dos Vingadores. Herói de verdade é aquele que limpa a bandidagem sem dinheiro, sem superpoder, sem creme de cabelo e sem suplemento injetado na veia.
Dexter chegou com uma premissa simples: tá tudo dando errado, mas ninguém tem a falta de moral suficiente pra resolver os problemas com as próprias mãos e dormir em paz com isso. Sobrou pra mim.
O choque em defender um serial killer acaba logo de cara: em pouco tempo você está ali, animado, torcendo praquele cara que corta a garganta dos outros. E isso, incrivelmente, é divertido. Ainda mais com a premiadíssima atuação de seu protagonista.
Em uma verdadeira parábola que se encerrará com oito temporadas (atingindo o seu ápice na quarta e em uma infeliz decrescente até então), Dexter é uma excelente série para se maratonar, dada a sua estrutura. São 13 capítulos relativamente independentes em relação aos demais – visto que o próprio personagem trata de se autoexplicar quando necessário – detentores de um ritmo linear que leva o expectador a assistir seus episódios de maneira contínua. Não dá pra parar, o que torna ainda mais fácil alcançar a série para acompanhar seu desfecho em “tempo real” – a oitava e última temporada estreia no dia 30 de junho.
Tá com um tempo livre? Comece a assistir. Entenda o personagem, saiba o que levou o personagem a agir assim, e se inspire.
Não, não saia cortando os outros por aí.
Mas pensar não custa. Quem sabe você não descobre uma alternativa melhor.
Bom, pessoal, por hoje é só. Não posso deixar de mencionar rapidamente algumas séries que também merecem uma maratona. Com quatro temporadas de episódios de apenas 20 minutinhos, a leve e divertida The Middle é uma das comédias mais subestimadas entre as que estão atualmente no ar. A novata extremamente bem-sucedida Arrow tem uma trama madura para os padrões da CW e é obrigatória para quem curte super-heróis (e/ou shirtless infinitos de Stephen Amell). E, claro, não podemos nos esquecer da mais deliciosa representante do México que os EUA já viram, Revenge, porque não seria eu se não houvesse ao menos uma menção honrosa dela aqui, seria?
Na próxima semana, concluímos nossa lista, com clássicos já finalizados que você não pode morrer sem maratonar! Até lá!





















