Ou você aposta no fracasso, ou você muda o jogo.

A série, nos seus sete episódios iniciais, desenvolveu com certa maestria os desdobramentos ocasionadas pelas viagens no tempo-espaço de Cole, mantendo o máximo que possível o foco, na narrativa principal, deixando-a livre de distrações. Tudo sempre centrado firmemente em torno de James Cole.

Até esta noite.

“Yesterday” inverte a maioria das expectativas que a série estabeleceu até aqui. Cole passa seus escassos minutos do episódio em um buraco escuro, enquanto seus compatriotas de 2043 deixam para trás as instalações sombrias da “Facility Temporal”, rumo aos espaçosos e ensolarados salões de Spearhead, comunidade pós-praga. Eu descrevi Spearhead como sendo “ensolarada”, pois, a série desde o inicio aposta em cenas “escuras”, utilizando do subterfúgio da “luz recortada”, um só ponto de luz gerando sombras marcadas no lado oposto ao iluminado, para impor certa dramaticidade. A vida humana em Spearhead parece ser bastante confortável, levando em consideração o mundo pós-apocalíptico na qual está inserida: Alimentos frescos, vinho, aulas de arte para as crianças, e tudo mais, pelo amor de Deus! Conforto é um poderoso e silencioso incentivo para manter o status quo. Havia definitivamente naquela comunidade uma vibe da iniciativa Dharma. Feeling Lost.

Spearhead é liderada pelo coronel Foster (Xander Berkeley, Nikita), que encenou um sangrento golpe há 10 anos. Tem-se a impressão de que ele ficaria mais do que feliz em receber Jones e sua facção de volta – contanto que eles estivessem dispostos a submeter-se a seu governo. Ele me pareceu ser um lunático. Foster citando o seu próprio versículo. O que pensar.

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Para nós ressuscitarmos, como a Fênix das cinzas da morte e da decadência”

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Aquela família disfuncional em torno de uma mesa, jantando, digladiando-se, medindo forças, através de aspectos filosófico-ideológico foi de “lamber os beiços”, foi sensacional. Jones acredita que o resto da humanidade não sobreviverá à terceira mutação do vírus M5-10. Zomba de Foster, porque ele deposita as suas esperanças em computadores – através de algoritmos esses, serão capazes de descobrir uma cura para o vírus, independentemente da mutação. Parece loucura, não é? Mas, é mais louco do que enviar alguém no tempo para mudar o passado e apagar o presente?

Jones vê Foster como sendo um autocrata fanático. Atendo a suas aspirações e propósitos no campo da fé e da metafisica. Algo intangível, inexplicável. Já Foster vê Jones como sendo uma cientista louca, Drª. Frankenstein, na qual sacrifica sem nem um pudor tudo e todos em prol da ciência. Jones quer corrigir o passado e apagar o futuro “a ordem natural.” Já Foster despreza o passado e promete um futuro abençoado. Qual é o certo? Qual é o errado? Existe certo e errado nesta história? Diante das informações que nos foram dadas, chego à conclusão que os dois projetos deveriam ser unificados. Pensamos: se há uma cura para a cepa do vírus de 2033, não seria mais óbvio voltar no tempo, pegar essa cura, e utilizá-la antes da primeira mutação do vírus M5-10. Ambos salvariam a humanidade, ou uma boa parte dela, dependendo do ano. É claro!

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Quando Jones chega e pede na maior “cara de pau”, não mais o tubo estabilizador e sim o núcleo – responsável por fazer todos os computadores funcionarem, mantendo viva a esperança de Foster e toda a Spearhead em encontrar a cura – Eu pensei, ela só quer isso!!! Era óbvio que ele não emprestaria. Ao final do episódio, Jones diz a Whitley, que eles têm que pegar o núcleo. Custe o que custar. Uau!!! Parece-me que The Walking Dead’s Rick Grimes não foi o único personagem a propor a tomada de uma comunidade esta semana! O problema é: Será que Ramse, Whitley e os outros da “Facility Temporal” estarão dispostos a lutar por Jones? Eu entendo a necessidade de Jones, em querer salvar o passado. Mas, há algo sobre o seu comportamento que me faz pensar. Já comentei em outras reviews: Jones estaria sendo completamente honesta sobre o que ela sabe? Mais importante ainda, será que ela está sendo completamente honesta sobre o real motivo da missão?

De fato, o único que equilibra a força do passado e do futuro/presente é Ramse. Ao encontrar Elena, seu grande amor, ex-proscrita e agora técnica de laboratório, ele descobre ser pai de Samuel. Assistindo Ramse interagir com seu filho era realmente tocante. Ficou claro que Ramse fará o possível para proteger a sua família, e tudo indica que mais cedo ou mais tarde, esta família se reunirá definitivamente; se vai se na “Facility Temporal” ou “Spearhead”, ainda não sabemos. Acredito que seja na segunda opção. Digo isto, pois, Ramse em nenhum momento tentou convencer Elena e/ou Samuel a irem com ele. A paternidade lhe proporcionou uma nova perspectiva, a capacidade de olhar para um novo horizonte, além da missão. Kirk Acevedo foi fantástico neste episódio. Finalmente, os roteiristas deram-no a chance de brilhar. Eu acho que é seguro dizer, Ramse vai se tornar muito mais interessante deste ponto em diante.

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Então o que aconteceu? Cole não morreu! (Você pode imaginar o que teria acontecido se ele fosse apagado? Fim da série provavelmente, risos.) O ataque aéreo simplesmente obliterou tudo em torno dele, deixando-o preso sob uma pilha de escombros sem ideia do que estava acontecendo. A pergunta que fica é: Como o Cole escapou? Será que Jones “fragmentou” Cole para o ano de 2043 e como a máquina entrou em colapso ele foi levado para o mesmo local, sendo dois anos depois? Parece ser a resposta mais óbvia. No entanto, não há nenhum indício no episódio “The Keys” que torne essa afirmativa verdadeira.

Eu esperava uma reunião emotiva entre Cole e Cassie, quando BAM! Cassie inspeciona o local e não encontra nada, além de destruição.  Cassie ao entrar pelos portões do local da explosão e instantaneamente determinar “Ninguém sobreviveu e não há nenhum corpo”, ou, mais tecnicamente, apagado da existência, foi absurdamente uma conclusão abrupta. Vocês não acharam? Achei baste desnecessária a viagem de Cassie até a Chechênia. Parece-me que essa viagem de inspeção “sem inspeção” foi utilizada para compor a cena final, na qual, os roteiristas tentaram nos enganar. Fazendo-nos achar que Cassie estaria vendo Cole sendo resgatado. Afinal, ambos estavam no mesmo local, porém em tempos diferentes. Não cai nessa. Hélix utilizou dessa mesma escapula há alguns episódios atrás. Não tivemos o reencontro de Cassie e Cole em 2015, mas, acredito que isso ocorra possivelmente em 2017. Já que é nesse ano que “Cassie morre”. Vítima do vírus.

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Foi o meu episódio favorito? Não. Mas, dada à necessidade de levar a frente os vários conflitos inseridos nos episódios anteriores, a história se demonstrou surpreendentemente atraente. O que vocês acharam de “Yesterday”? Jones atacará Spearhead? A nova família de Ramse o impedirá de seguir com o plano? Vão em frente e compartilhem suas opiniões nos comentários abaixo. Semana que vem, tem o episódio “Tomorrow”, até lá!!!

Monkey 01: O vidro quebrado com um líquido viscoso branco, um tiro, um garotinho e uma sombra que aparenta ser de uma mulher.  A cada episódio uma nova informação é inserida. Começo a me preocupar. Principalmente se tomarmos com exemplo o final do filme 12 Monkeys. 

Monkey 02: Alguém se sentiu irritado ao ver Cassie beijando Aaron? Noromo total. (Termo contrário de Shipper)

Monkey 03: Cadê Max e Jennifer?

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