Away, Ho Hey, The OA só melhora.
Paradise é o melhor episódio da temporada até agora. Imergimos com Homer no angustiante episódio passado e aos poucos somos apresentados aos misteriosos acontecimentos durante a EQM. Outro aspecto fundamental em “Away” foi a revelação de Kathun de que Prairie Johnson seria a original, dando sentido ao seu nome The OA (Anjo Original). Senti falta dessa menção em Paradise, mas ele conseguiu dinamizar a narrativa da série para uma conclusão eficiente.
A linha temporal atual se tornou distante neste meio de temporada, afinal queremos ouvir os contos da madrugada e saber os acontecimentos que precederam o salto de OA da ponte. Apesar disso, a cada episódio conhecemos o mínimo a respeito de cada um dos integrantes do clube dos cinco (me refiro aos da casa abandonada, não aos cinco do aquário de Hap). Queria saber mais a respeito de Buck, que teve pouco destaque até aqui e nada sabemos sobre o seu passado.
Voltando a narrativa de Prairie, Dr. Hap está cada vez mais próximo do que tanto busca em suas cobaias, e vai até Cuba atrás do quinto elemento do seu zoo. A bela e charmosa violonista Renata se faz de difícil, mas mostra que tem uma queda por jovens deprimidos de olhos verdes. Só imagino a cena de Homer com aquela cara de velório, dançando com Renata e a convidando para o quarto.
Parece tudo tramado de maneira ardilosa, tanto que Hap se aproveita da transa flamenca para desfazer a conexão angelical entre Prairie e Homer. Essa ida a Cuba e a maneira que o roteiro conduziu o sequestro de Renata me soaram um tanto apressados, espero que esta tenha sido a intenção dos produtores para os excelentes minutos finais de Paradise.

Scott fez o discurso cético a respeito das ações do casal, e estava certo em partes, a dança do outro plano não criou uma estrada para Oz, apenas o trouxe de volta à vida após a sua delação afogada. A verdade é que todos ficaram surpresos e esperançosos, principalmente, o Caçador de Anjos que no alto de sua arrogância deve se sentir o responsável pelo milagre. Vale a pena rever a cena da ressurreição do fake Jesus ao som da música “Downtown” do Majical Cloudz.
> Entendendo Westworld com Carol Moreira!
A coreografia e a conexão parecem ser peças importantes para abrir o portal e resgatar os demais, mas parece um caminho sem volta. A luz no fim do túnel que leva ao paraíso ainda é pequena, porém os cinco aprendizes de anjos terão que se esforçar na coreografia com suas portas abertas. Uma missão que é difícil tanto para os raptados de Hap como para os pupilos de Prairie.















