Sherlock 3×03: His Last Vow [Season Finale]

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Ei, sabe você aí, que assim como eu esperava uma season finale de cair o queixo? É, pois é né, não foi dessa vez…

… Que a série nos deixou na mão!!! Wow! Uhul!! Uau!!! Gente, que season finale foi essa? Que coisa mais linda de se ver! O cuidado que o roteiro tem com a série é algo de dar gosto. Como seria bom se todas as séries tivessem o grau de responsabilidade, cuidado, e, acima de tudo, respeito com os seus fãs. A qualidade técnica e artística que Sherlock alcançou é indescritível. A maneira como ela ainda consegue surpreender positivamente o público é invejável. Tudo bem que temos que esperar dois anos para vermos três episódios apenas (e apenas em duas semanas), mas a qualidade com que os roteiros são escritos faz a espera valer MUITO a pena.

O que eu mais gostei nessa season finale é como a série consegue reinventar os personagens e as situações, mas sem jamais perder a essência dos escritos de Doyle, sendo que em alguns casos, a série consegue até mesmo melhorar o original (fãs canônicos, por favor, não me matem!). Fala sério, quem já leu o conto Charles Augustus Milverton sabe que o vilão que o intitula não é tão marcante, sem contar que Holmes tem uma participação nula nos eventos que se desenrolam. Ainda assim, muito dos elementos foram utilizados, mas sem jamais se contentar em ser apenas uma mera cópia do original, reinventando muitas situações, mas claro, fazendo sentido.

O roteiro de Steven Moffat acerta ao nos trazer um vilão melhorado, muito superior ao do conto original. Moriarty era um vilão assustador por ser imprevisível, instável e jamais sabíamos do que ele era capaz ou até onde ele podia ir, ou mesmo qual era a real extensão de sua rede e seu poder. Moriarty era para Sherlock o que o Coringa é para o Batman, ou o que o Duende Verde é para o Homem Aranha, ou ainda o que o Heinz Doofenshmirtz é para Perry, O Ornitorrinco. Ele é o tipo de louco que colocaríamos em uma camisa de força, dentro de uma cela acolchoada (precisamente mostrada na cena do Palácio Mental de Sherlock). Já Charles Augustus Magnussem é assustador por ser frio, calculista, mas acima de tudo, extremamente inteligente. Se Milverton era um rato que queria enriquecer às custas dos segredos alheios, Magnussem é bem menos caricato, se mostrando um oponente à altura das circunstâncias, além de ter sido divinamente bem interpretado por Lars Mikkelsen. Tem que ter colhões para recusar uma oferta de Sherlock e ainda por cima urinar na lareira da sala. Olha a presença que o ser invocava.

Uma coisa legal nesta série é que ela é uma ótima anfitriã. Não importa se estamos vendo em cena é gente antiga ou convidados novos que estão entrando pela primeira vez na casa, todos estão igualmente à vontade em cena. Lars chegou e arrasou. Amanda chegou e arrasou. Tom Brook (que interpretou o viciadão-quase-assistente-de-Sherlock) chegou a arrasou. Martin e Benedict arrasaram. Tudo na série funciona e contribui para que ela seja uma produção de qualidade.

E para essa última review da temporada, não tenho como não dedicar um parágrafo para Mary. Estou muito feliz com a adição de Amanda Abbington à série, principalmente pela sua personagem ser muito forte e muito bem interpretada. Muito mais do que contribuir para o crescimento de John (e o que seria pior, ser apenas uma sombra do marido), a personagem tem presença e tem cacife para ser a protagonista feminina, se houver tal posto na série. Gente, essa sacada de a transformar em uma ex-agente da CIA tinha tudo para ser um tiro no pé, mas dentro do contexto e como a coisa foi feita funcionou muito bem. A mulher sabe manusear uma arma, e ela estar no meio do olho do furacão fez com que o episódio ficasse eletrizante desde o começo. Toda a sequência da cena da invasão dela ao Appledore até o tiro foi muito bem dirigida, e a atuação de Amanda durante todo o episódio ficou no mesmo nível dos dois protagonistas. Além disso, achei ótimo John já ter descoberto que Mary não é quem diz ser, assim não fica aquele clima estranho entre eles.

A cena dos respectivos Palácios Mentais, tanto de Holmes quanto de Magnussem foi muito bem filmada, nos mostrando um bom avanço em algo que faz parte da mitologia da série, mas que até então tinha sido pouco utilizado e explorado. A estética da série também merece destaque. Desde personagens congelados enquanto o ambiente ao redor se movimenta, até a fotografia dão o tom certo para o episódio, que voltou ao que estávamos acostumados. Vejam que nos dois anteriores o tom predominante era o de comédia. Neste His Last Vow a série retorna ao tom mais sério, mesmo tendo algumas escapadas cômicas, todas muito eficientes (como John estar mais interessado no fato de Sherlock estar namorando do que no caso do C.A.M).

O título do episódio faz alusão ao conto His Last Bow (O Último Adeus de Sherlock Holmes, no Brasil), o que fez muita gente especular se teríamos mais um cliffhanger com o Sherlock entre a vida ou a morte, ou algo do tipo. Finalmente tivemos uma mudança, e o gancho não consiste em nenhum dos protagonistas estar em perigo de morte, mas sim o retorno de um grande vilão. Aliás, não sei vocês, mas com esse cliffhanger eu ainda estou catando os pedacinhos do meu cérebro na parede. Por um lado, eu já estava conformado em ver Moriarty apenas em devaneios e lembranças, mas a possibilidade de ele retornar é fantástica pois, gente, ele é o Moriarty!!! Viram como ele acrescenta em cena, mesmo que seja com pouco tempo de tela? Andrew Scott está de parabéns por conseguir manter o personagem de maneira tão elevada mesmo depois de sua morte. Que atuação foi aquela na camisa de força? Monstruosa, pura e simplesmente. E eu achando que pela primeira vez a série não nos entregaria um gancho forte o suficiente para nos fazer roer a unha por mais dois anos.

O episódio foi sem dúvidas o melhor da temporada, encerrando-a com chave de ouro. As atuações estavam, como sempre irretocáveis, o roteiro impecável e a direção também acompanhou a maré. Foi muito bom poder acompanhar a temporada e melhor ainda poder compartilhar esta experiência com vocês. Esperam que tenham gostado da minha cobertura e que eu tenha feito jus a esta ótima série.

Observações Elementares:

Benedict e Martin novamente humilharam o mundo com suas atuações perfeitas.

– Sherlock matando o Magnussem foi incrível. Agora eu acredito que o personagem é um “sociopata altamente funcional”.

– Eu quase tive a mesma reação de John ao ver Sherlock/Janine. Mas Sherlock, como bom sociopata que é, só estava usando a moça para chegar em Charles.

– Falando nisso, no conto Sherlock também fica noivo de uma empregada de Milverton para poder invadir a casa e entrar no cofre. A diferença é que no conto esta empregada se chama Agatha.

– Pode ser só coincidência (o que, a essa altura do campeonato, em se tratando de Sherlock, eu não acredito mais), mas no conto os óculos de Charles também eram de armação dourada.

– Tanto no conto quanto no episódio Sherlock compara Magnussem a um animal. A diferença é que no livro ele o compara a uma serpente, no episódio a um tubarão. Nos dois casos ele compara características físicas entre o vilão e o animal.

– A conversa sobre O Vento do Leste é uma referência ao último diálogo entre Holmes e Watson, presente no conto His Last Bow.

– Adorei a caracterização do Sherlock chapadão.

– Hilária a cara do John quando Sherlock e Janine se beijam.

– Sim, tudo estava conectado, desde o sequestro do John até os eventos deste episódio. Gostei dos flashbacks das situações com Mary quando Sherlock descobriu a verdade sobre ela.

– O nome da casa de Magnussem é Appledore. No conto, o nome da casa do Milverton é Appledore Tower, na cidade de Hampstead. No episódio, este é o nome do cemitério que funciona como um dos esconderijos de Sherlock.

Em tempo 1: “Você reparou em algo interessante?” Sherlock sobre as cartas de Magnussem.

Em tempo 2: “E essa é a parte de trás da camiseta”. Charles sobre John estar sempre por fora da situação.

Em tempo 3: “miss me?” Dispensa maiores explicações.

  • Sherlock Rocks

    Sensacional, review muito boa, não há exageros em elogiar diversas vezes os atores que dão aula de atuação, os cara sao dmais, junto com toda a produção, roteiro e direção que são muito bons tbm.
    Vo te fala que os cara sambaram legal na nossa cara com certeza n era o q eu esperava, foi muito melhor.
    Simplesmente Perfeito

  • Ana Carolina

    Melhor episódio de Sherlock para mim. Benedict e Martin são ridiculamente bons. Morrendo pela espera.

  • João Carlos

    Quando eu li a introdução da review fiquei meio decepcionado, achando que iria falar mal do episódio. Ainda bem que era só trollagem.
    Foi ótimo o episódio todo, revelação a cada minuto.
    A cena do Palácio Mental foi sensacional.
    Para mim essa foi a melhor temporada de toda a série (eu não gosto dos segundos episódios das temporadas anteriores).

  • Bruno

    Moriarty também pode ser o que os Daleks são para o Doctor.

    • It´s Elementary!

      Sim e acho que John e Mary são os novos “Amy Pond e Rory”. só falta a Irene Adler ser a filha deles que vem do futuro e o Sherlock e o John vão acabar sendo genro e sogro,hahahaha.,…que viagem doida!

  • edujakel

    pedaços de miolos na parede lá de casa. minha mulher reclamou de ter q limpar tudo. RAPAZ!!!!
    mas será que o Moriarty volta mesmo? e voltando, será q vao explicar? ou deixar no ar como fizeram com a morte de Sherlock?
    Tanto faz, sei que vao fazer bem feito e ficarei muito feliz!!!

  • diogopacheco

    Cadê a Joana????

  • Rey

    Jim Moriarty is Back que finale de Sherlock simplesmente genial do primeiro ao ultimo minuto

  • LunaB

    Melhor série ever e a temporada foi simplesmente PERFEITA.
    Sherlock matando para proteger watson e mary… uau! Isto é levar a extremos a lealdade, a amizade.
    Moriarty…Ficam as especulações sobre como ele poderia ter sobrevivido: um sósia, será?! Teria de ser algo assim para reverter a situação criada para Sherlock e ele retornar do quase-exílio.
    Agora vem a tortura da loooonga espera pela sequência…

  • Sandra Gomes Silva

    Acho que falar desse episódio é como “chover no molhado”, foi tudo incrível demais!! minha cena favorita é o diálogo entre John, Sherlock e Mary, onde os 2 a tratam como cliente e a pedem para contar a sua história, sentando em suas respectivas poltronas. que cena maravilhosa, que atuação do trio!
    O Steven Moffat e a Sue Vertue (produtora da série) deram entrevistas afirmando que já estão fazendo o “impossível” para a série retornar no início de 2015. acredito fortemente que o sofrimento do hiato será menor dessa vez.
    Algumas considerações que achei importante nesse episódio era como o Magnussen tinha uma memória de Elefante para localizar os “pressure points” ( pontos fracos) das pessoas que ele contatava a primeira vista.
    Só os pontos fracos do Sherlock eram uma porrada de coisas,hahaha.
    Para efeito de curiosidade,e olha os nomes que aparecem como pontos fracos dele:
    – John Watson
    – Irene Adler
    – Jim Moriarty
    – Redbeard ( o cachorrinho fofo!)
    – Hounds of The Baskerville ( onde ele demonstrou seus medos)
    – Opium (!!)

    Pontos fracos bem óbvios,não?

  • sherlock lestat

    Sherlock ser uma série excelente?! Elementar, meu caro Watson.

  • Ana

    Duvido que o nosso vilão favorito volte para a season 4, afinal esses produtores são uma caixinhas de surpresas e não seriam tão obvios…. ou não. Só sei que nada sei.

  • Tati

    Vou me arriscar a ser apedrejada virtualmente, mas por mais que goste de Sherlock (e gosto DEMAIS), duas coisas me incomodam na série:
    1)A interpretação de Moriarty, que para mim, parece mais um “menino maluquinho” do que um vilão digno de ser a nêmesis de Sherlock. Então, quando ele morreu, fiquei até feliz e na espera de que vilões melhores o substituissem. Mr. Magnussem, a meu ver, foi um vilão extremamente melhor e muito mais ameaçador do que o Moriarty apresentado na série.
    2) Essa nova vida em família do Watson com mulher e filha. Temo que afete a dinâmica da parceria clássica. Achei que Mary morreria no episódio e o arco do homem de família fosse encerrado de vez. Prefiro a dinâmica clássica de dois solterões e um crime a solucionar.
    Claro, que nenhum desses “Incômodos” tem o poder de tirar o brilho da série ou de me fazer parar de vê-la, mas confesso nesse espaço que preferia que fossem neutralizados.

    • Tati

      *solteirões*

    • Guest

      Sim, é muito ruim. É exatamente isso, um cara pagando de louco sem explicação alguma e com uma forte atração homossexual reprimida pelo Sherlock.

      • Bruno Rizzi

        A explicação é a mesma do Sherlock para resolver crimes: tédio.

    • edujakel

      Olha, o Moriarty realmente é um ótimo vilao por ser inconstante, impresível. E aquela atuação de louco é digna de Claire Daines….o cara é louco mesmo pra atuar daquele jeito. Eu achava a atuação dele até melhor que do Sherlock.
      Exatamente como dito, ele é o Coringa. Um cara como o Magnussem vc pode até negociar com alguma coisa que ele possa querer. Um cara como Moriarty, não está atrás de dinheiro, ou fama. Ele quer o Caos. Exatamente como o Coringa de Heath Ledger!!!
      Claro q respeito sua opinião, mas pense nisso.

  • Mauricio

    Falando em referências, também tem a história do John indo atrás do filho da amiga da Mary na boca de fumo que é uma referência ao conto do Homem do Lábio Torcido onde o Dr. Watson vai até uma casa onde fumam ópio procurar o marido de uma amiga da Mary que também chama Isaac e lá encontra o Sherlock disfarçado.

  • LUIS HEBER

    Eu já tenho um fraco por series britânicas e Sherlock ainda me manda um episódio final desses? Não tinha como ser mais perfeito mesmo sabendo que a série já é perfeita.

    Roteiro: Instigante, engraçado, criativo, acessível, ágil (insira mais uns 10 qualitativos aqui); Edição: Impecável; Fotografia: Perfeita em cada cena; Efeitos visuais: Incríveis…agora acrescente um elenco primoroso e afiado com uma química incrível…pegue tudo isso e coloque numa série que já era foda…o que acontece? UMA SÉRIE QUE JÁ ERA FODA FICA FODASTICAMENTE PERFEITA!!!

    O único problema de Sherlock é que deveria ter 30 episódios por temporada…já morrendo de ansiedade pela volta.

  • Anna Levin

    É tanta coisas e cenas boas dessa série pra comentar, mas vou escolher uma e foi a mais engraçada que foi ver o Sherlock com aquela mina.
    fiz a mesma cara do Watson, juro!!
    Molly e Irene Adler não curtiram, kkkkkkkkkk
    mas foi um alivio saber que o Sherlock ( e a Mary também) só usaram a tal da Janine, que se revelou mais tarde ser uma “fame whore” vendendo histórias intimas dela com o “Sherl” para jornais sensacionalistas! que ela não apareça mais e tragam a Irene de volta na 4.temporada!

    • Tamis

      Ela não se revelou uma fame whore, ela só ficou puta por ter sido usada, oras. Qualquer um ficaria. Gostava da Janine.

      • Anna Levin

        Depende como cada um reage a uma pisada na bola. Eu acho que a Janine deu vazão ao seu lado “fame whore” sim por ter sido sacaneada pelo Sherlock. mas tem isso tbém que vc falou, não dá pra culpá-la não. ela é baseada na personagem Agatha do conto Charles Augustus Milverton. no livro, o Sherlock também sacaneia os sentimentos da personagem que é empregada do Milverton. porém não curti a personagem nessa versão moderna.

        • Tamis

          De fato cada um reage de uma maneira, mas nada que ela fizesse ia atingir o Sherlock do jeito que ela foi ferida, né? Então acho que ela só tirou proveito disso

          • Anna Levin

            Por isso que sempre achei desde os primórdios que o par perfeito do Sherlock sempre foi a Irene Adler. era sempre um “ferroando” o outro, ali é um verdadeiro jogo! 😉

  • Sol

    Quando o Magnussem começou a bater no John eu quase chorei. Ver como ele aguentou firme a provocação só mostra o quanto a morte forjada do Sherlock o abalou, a ponto de ele socar o amigo várias vezes. Sim, ele não perdeu o controle e se deixou ser humilhado por Magnussem, mas o bom Sherlock lavou nossa alma ao dar aquele tiro certeiro, afinal, John é família e o que foi essa temporada a não ser sobre família?

  • Keilla Teixeira

    Moriarty: – Did you miss me? Eu: – Siiiiiiiimmmmmmm!!!!!!

    Eu gostei bastante dos 3 eps, e esse final foi matador. O Magnussen, que vilão filho da mãe hein. Cara assustador e cretino. Fiquei em choque quando Sherlock o matou. E o clima mais tenso e menos comédia era essencial pra construir o episódio.

    Gostei de trazerem a debate novamente o problema com vício do Sherlock, agora de forma bem mais séria e importante pra trama. E essa reinvenção da Mary foi interessante; vai deixá-la mais ativa na série. Ela não será uma donzela em perigo.

    E essa de ter um terceiro irmão Holmes hein? Há quem diga que é o próprio Jim.

    A cada episódio eu tenho mais vontade de pegar o John no colo. Como sofre esse menino.

    P.S.: Essa é a temporada que bateu recorde de gif animado no tumblr.

    • Faye_02

      Pelo que eu entendi o Sherlock teve um problema passado com drogas e superou. como ele estava em um “caso investigativo”, acabou tendo uma recaída (?) ou foi tudo de caso pensado ficar “chapadão” para ele sair na midia e o Magnussen ter acesso a um dos “ponto fracos” dele? será que ele já controla bem os seus impulsos?
      Achei tocante a preocupação mesmo que “torta” do Mycroft com o irmão.

      • Keilla Teixeira

        Na 1º temp, se não me falha a memória no 1º ep, o Lestrade vai à casa do Sherlock pressioná-lo pra que ele divida o que sabe de algum caso e faz uma batida policial atrás de drogas, e o Sherlock berra que ele está limpo há um bom tempo. O problema com drogas na mitologia da série é antigo e vai além de qualquer envolvimento profissional; ele é viciado, mas de uma forma “peculiar” por causa da racionalidade extrema que tem. Assim como na história original, já que o Sherlock do Doyle usa cocaína de forma recreativa.

        • Giovana Fiuza

          Como ele mesmo se descreveu nesse episódio, ele é um sociopata que soluciona crimes como alternativa para não ficar drogado.

          • Keilla Teixeira

            Exato! E nós devemos ser um pouco tb por adorarmos ele e todo esse universo, como o John.

          • Giovana Fiuza

            Como eu falei, nessa série nós vibramos pela volta de um psicopata, ficamos emocionados por uma assassina e o protagonista querido é um sociopata drogado. Ninguém bate bem aqui hahahaha

  • Giovana Fiuza

    Fantástico, brilhante, não existem adjetivos capazes de descrever essa belíssima obra que foi apresentada em três capítulos. Direção, fotografia, atuações, roteiro. O hiatus pode ser longo, mas vale á pena a espera. A cena do palácio mental do Sherlock foi uma das mais brilhantes que eu já vi na TV.

    Essa temporada foi sem duvida a minha preferida, talvez por ter sido a que o emocional dos personagens ficou mais focado, e com isso o crescimento destes.

    Essa evolução obviamente fica mais evidente no protagonista da série. Sherlock não é o mesmo desde o primeiro episódio da série, e Moriarty já tinha percebido no final da 1º temporada que apesar de negar, Holmes tinha sim um coração. Durante a segunda percebemos ele experimentar o amor, o medo, o sacrifício, mas foi nessa, após dois anos longe de tudo e todos, que vimos Sherlock Holmes se permitir esses sentimentos. O personagem atualmente não se importa agora de fazer um discurso admitindo na frente de todos como John é o seu melhor amigo. Em um detalhe que mostra o nível da série é a mudança em seu palácio mental. Se antes só envolvia informações, agora no momento que ele precisou de ajuda, ele viu as pessoas envolvidas em sua vida.

    Mas não foi só com Sherlock. Vimos á mudança desde Molly, que de uma jovem calada atrás de uma aprovação do detetive, se tornou uma mulher capaz de dá tapas na cara do mesmo até a de Mycroft. Quem diria que um dia ouviríamos o Iceman admitir que perder Sherlock ia quebrar o seu coração? Ou que no fundo, a maneira que ele olha o irmão é como uma criança assustada? E que esse mesmo era o seu ponto fraco?

    E se em uma temporada onde os sentimentos são o maior valor, nada melhor do que um vilão que se aproveita deles. Pontos fracos, cada um tem o seu, e Magnussem sabe se aproveitar desses. Como ele mesmo se descreveu, não é um vilão, e sim um homem de negócios com muitos contatos e uma memória brilhante, e por isso tão perigoso. Seu único erro foi subestimar até onde ia Sherlock Holmes pelas pessoas que ele ama.

    E Mary? Ai, só em Sherlock para eu amar ainda mais uma assassina que atira no protagonista. O roteiro soube exatamente passar toda a dimensão da personagem e Amanda interpretou magistralmente. Sim, ela não nasceu sendo essa pessoa, mas ela escolheu ser, e foi essa que impressionou Sherlock, apaixonou o John e a todos nós, que como o Watson, no fundo somos doidos o suficiente para adorarmos uma psicopata e um sociopata altamente funcional. E o melhor de tudo, diferente da maioria das outras adaptações, ela é uma personagem em si, não só a mulher do John.

    E se não fosse possível, o final foi ainda melhor. Como não vibrar com a possibilidade de Moriarty voltar? Sim, existe a possibilidade ser alguém usando a imagem do vilão para causar pânico, mas eu prefiro acreditar. Afinal, algo que eu tenho na cabeça desde o final da segunda temporada onde mostraram os jornais sobre a suposta farsa que era o Sherlock e não tocaram no Moriarty, e desde que o Anderson sugeriu a sua teoria de que tivessem usado o corpo deste na farsa do Sherlock no primeiro episódio dessa temporada, significava que de alguma maneira o corpo tinha sumido. Já tínhamos que ter previsto essa.

    E a Janine estava muito feliz no começo do episódio, significando que o Sherlock não é tão inexperiente como todos acham hahahaha. E já que ta todo mundo voltando, quero a Irene já na quarta. E cada vez mais participações de mammy e daddy Holmes.

    Vida longa a William Sherlock Scott Holmes!

    • Doug_Couto

      Vc falou tudo, e uma das coisas mais impressionantes dessa temporada, é ver o quanto essa série consegue desenvolver os personagens de uma forma incrível, e tão rápido, como Thiago já falou, todos que entram se sentem em casa. Magnussen apareceu apenas em 1 episódio e já era possível odiar ele.

      • Giovana Fiuza

        Isso. Eles trabalham as emoções dos personagens tão bem, mas não vão lá e esquecem todo o resto. De aplaudir

  • Achei a temporada aquém das outras duas e esse episódio, salvo algumas cenas, foi o “menos bom” da temporada. Sério, o roteiro está preguiçoso, apostando em uma série bem humorada, sem o humor sarcástico e inteligente presente outrora, com falta de criatividade para as soluções, isso quando entrega. Pra mim essa terceira temporada foi um banho de água fria e só há um ponto positivo nisso: não esperarei o quarto ano da série tão ansioso assim (odeio ficar ansioso pra algo).

    • Guest

      Concordo. Moriarty voltar foi para coroar de vez essa temporada como a pior da série. Algo fácil demais, preguiçoso como você bem colocou. Imagina a explicação para a volta dele… se é que vai ter alguma. Vão fingir que não aconteceu nada, igual com a do Sherlock. Mete lá uma frasezinha podre de efeito, igual foi “Everyone’s a critic” e pronto, nem precisa explicar nada.

      E como alguém pode ter achado bom o Sherlock ter cometido um assassinato daquela forma é algo de difícil compreensão. Não tem absolutamente nada a ver com o personagem.

      Dois anos de espera e isso foi o melhor que conseguiram entregar. Decepcionante.

      • edujakel

        De difícil compreensão é ler um comentário desses.
        Mas, como cada um tem sua opinião, fica por isso mesmo.
        Mas q é difícil, é!!!

        • Guest

          Chegar aqui e negativar é fácil. Chegar aqui com um ar ilusório de que a sua opinião é verdade absoluta é fácil. Chegar aqui e argumentar é difícil. Mas fica por isso mesmo, né?

          • Bruno Buch

            Guest o edujakel é um completo alienado, liga não.
            .
            Assim como vc eu também achei a atitude do Sherlock totalmente incompatível com o que conhecemos dele dos livros.
            .
            E parabéns pelo que vi vc foi o único a apontar este erro grotesco neste seriado “perfeito” de acordo com a opinião do “crítico” que fez a resenha.

          • Isabella

            Eu não li os livros e nem sou conhecedora da obra, porém não acho que Sherlock tenha matado o Magnussem.
            Teoria viajada mode on:

            Vendo o episodio e toda aquela coisa que nos induziu ao oculos do M ser algum tipo de scanner wherever com acesso a net/banco de dados, me lembrou de robocop. hehehe
            Poderia ser aquele M apenas uma maquina controlada e por isso Sherlock atirou “matando” M para que provasse um ponto?!

        • Bruno Buch

          edujakel o comentário do Guest não é de difícil compreensão, parece que é vc que tem dificuldade de entender as coisas.
          .
          Ele foi o único a apontar uma cena totalmente incompatível com o Sherlock que conhecemos dos livros, que nem o “crítico” que fez a resenha do episódio percebeu.
          .
          Aliás que crítico é esse que não ve falhas no seriado do Sherlock? Critico que só elogia uma seriado não passa de fã cego.
          .
          Eu já li todos os livros do Conan Doyle e o Sherlock nunca matou alguém pra resolver caso nenhum.
          .
          Qual foi o mérito do Sherlock em matar o vilão pra resolver este caso? Ele é justamente conhecido por resolver problemas usando sua gigantesca capacidade de percepção e inteligência, algo que parece estar faltando no Sr. e na imensa maioria de acéfalos que acharam normal ele matar o Magnussen daquela maneira.

      • Adriana Nascimento

        Sherlock não mata nos livros por falta de necessidade. Ele anda armado (O Signo dos Quatro), ele provoca diretamente a morte de uma pessoa (A Faixa Malhada) e isso são só as vezes que eu me lembro. Nos dois casos eram estranho que corriam risco, imagina se fosse o Watson?! O povo quando quer reclamar inventa regras sei lá de onde…

  • André Zuil

    Impossível não amar cada vez mais uma série com esse nível! TUDO PERFEITO! TUDO!! Moffat e Gastiss estão de parabéns por um roteiro tão bem costurado e cheio de reviravoltas!
    Ótima review!

  • Giovana Fiuza

    Para quem não sabê, o cachorrinho do Sherlock é do Martin e da Amanda e o Sherlock criança é o filho do Moffat. Juntando com os pais do Sherlock sendo os do Benedict, a Amanda mulher do Martin e a Sue Vertue (produtora) mulher do Moffat, Sherlock é definitivamente uma série de família hahahaha

    • Carmen

      Isso sim é uma família talentosa!

    • Lucas

      Nepotismo mode on!

    • Tati

      A Amanda disse no twitter que não é o cachorro deles, que é só um parecido. Mas continua sendo uma série de família 😀

      • Giovana Fiuza

        Nossa, era muito parecido

  • tavo

    Excelente.

    Até 2022 para 4ª temporada.

  • Vinícius

    Mano que susto quando li o subtítulo da review, velho… Já tava pensando, “Pô, que que esse moleque viu de ruim no episódio, meu?”, hahahahaha! O episódio foi um dos melhores que eu já vi na vida, uma verdadeira obra-prima, esse TEM QUE GANHAR O EMMY!

    Mas pra ser bem sincero não quero que a personagem Moriarty ressuscite. Pra mim seria uma espécie de Deus Ex-Machina… Esse episódio comprovou muito bem que:

    1) O talento de Andrew Scott pode ser aproveitado na série sem necessariamente a personagem ressuscitar. Que cena foi aquela do Sherlock confrontando a morte/Moriarty? Coisa de gênio, tá loco!

    2) Há sim outros vilões interessantes: eu simplesmente adorei o Magnussen, achei uma baita personagem e não gostaria que ele tivesse morrido, embora o seu assassinato (aquilo foi um assassinato, não nos esqueçamos) tenha sido essencial para o episódio e para o desenvolvimento de Sherlock.

  • Welington

    Execelente episódio… o final nem tanto, sinceramente é melhor o moriarty estar morto

  • Daniela

    Sobre Moriarty: um colega bastante versado na obra do Doyle me explicou, no final da season 2, que aquele que morreu não era o Moriarty. Até porque o cara é o nêmesis do Sherlock, então seria irresponsável por parte dos produtores e roteiristas matá-lo assim, sem mais nem menos. É uma teoria dele, que conhece a obra, e que faz muito sentido pra mim. Agora é esperar (ansiosamente, graças à excelente finale) pela 4° temporada e pela solução desse caso.

  • Gustavo

    Fantástico episódio, gosto de vilões como o Magnussen e sua meticulosidade, as cenas do prédio e o final foram magníficos.

    Moriarty está de volta, sabia que ele não estava morto, sempre foi o vilão #1 nas obras do Connan Doyle.

  • Taylor

    Uffa quando li a primeira frase jah fikei pensando: o que raios acharam de defeito nesse season finale porqur ru achei epico. Tudo muito bom!!! Muito fā de Mary!! Soh achei o finale parecido com o ultimk: comk sera que Moriarty escapou?

  • Vagner

    Episódio perfeito pra uma temporada perfeita! Como o Thiago salientou, a série chegou a um nível técnico e artístico fantástico. Todos os diálogos, todas as cenas, detalhes, tudo parece servir perfeitamente à história. Elogios máximos à todos os atores, equipe técnica e principalmente ao Moffat e ao Gatiss. Fico imaginando como conseguem escrever um episódio e por que não, uma temporada tão redondinha. Sobre a Mary, sim, teve a questão da observação do Sherlock quanto ela ser mentirosa, mas no episódio 2 não consegui tirar da memória a cena em que ela parava em frente a uns chifres na sala de Sherlock. Pra mim era mais um aviso de que ela não era tão boazinha assim. O episódio busca fluir tão naturalmente que até utiliza de saltos temporais bruscamente, sem qualquer aviso, provando que respeita muito seus espectadores, entre tantas outras sacadas geniais.

  • dududududu

    primeiro episodio foi até razoavel, mas os 2 ultimos foi lixoso. Tem muitos seriados ingleses bons, mas entre esse e elementary que é americano, prefiro o segundo

    • Anna

      não sabe de nada hein, rapaz? tem gente que definitivamente não tem inteligência para acompanhar, portanto ficam com a opção mais medíocre. isso na série, isso na vida.