Sherlock 3×02: The Sign of Three

Sherlock segue mantendo um ótimo nível.

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Depois da curiosidade que era para os fãs da série saber como se resolveria o cliffhanger deixado no final da temporada passada o desafio era manter o nível que já estamos acostumados com a série, mas também nos trazer um episódio com um caso semanal interessante o suficiente para que o público se mantenha interessado na série e no próximo capítulo que (já) é season finale.

The Signo of Three” foi ótimo em todos os aspectos, mas até aqui, ele parece ser filler. Este tem sido o padrão da série: apresentar-nos um episódio de introdução, um do meio com um caso da semana, mas com um pequeno gancho para o episódio final e uma season finale de roer os dedos. O título do faz referência ao livro The Sign of Four (O Signo dos Quatro), e mesmo que poucas, traz algumas referências à história em si.

Essas referências estão mais nos nomes dos envolvidos. O roteiro, desta vez escrito a seis mãos (Steve Thompson, Moffat e Gatiss), faz uma verdadeira salada de acontecimentos, mas conseguindo interligar todos os pontos de forma satisfatória no melhor estilo wibbly wobbly timey wimey. Alternando a todo o momento entre presente e passado (que até os momentos finais pareciam ser uma completa falta de tempo), achei curioso o fato de o roteiro do trio não ter mostrado a cerimônia de casamento em si, que eu particularmente acho um recurso bastante interessante. Cerimônias de casamentos são praticamente a mesma coisa, então o episódio tratou de contar, em sua hora e meia, os fatos que realmente interessavam.

Ainda estou surpreso com o tipo de comédia utilizada nesta temporada, indo no mesmo embalo de “The Empty Hearse”, e muitos foram os momentos em que ri alto assistindo ao episódio de Sherlock. Teve desde o humor sutil, como o momento em que Sherlock conta qual foi sua reação ao receber o convite para ser o padrinho de John enquanto o flashback provava o contrário, até o humor mais escrachado, como quando Holmes e Watson ficam bêbados. Também já ri por antecipação ao imaginar como seria o (desastroso) discurso do detetive, porém ele acabou se saindo bem.

Basicamente, a impressão que tive é que o casamento do John serviu mais como um pretexto para o caso da semana poder existir, mas nem de longe isso é uma crítica. Os roteiristas conseguiram pegar algo que certamente seria um clichê tremendo (“John Hemish Watson, você aceita Mary Elizabeth Morstan como sua legítima esposa”, e coisas do gênero) e transformaram em algo realmente criativo.  Os casos apresentados pelo detetive em seus flashbacks durante o discurso foram bastante inusitados, como os fãs gostam de ver. Para quem reclamou no episódio passado que as tramas estavam muito soltas, este The Sign of Three conseguiu linkar bem suas histórias aparentemente aleatórias, como o caso do Guarda Ensaguentado e do Mariposa, e para deixar os fãs ainda mais felizes, conectou essa salada toda com a trama do casamento do John, deixando os minutos finais do episódio realmente empolgantes. O tom de urgência foi colocado com destreza, e durante os momentos em que Sherlock estava divagando sobre quem seria o assassino e o alvo deram o contrapeso ideal para a comédia e fanfarronice que estava sendo apresentada até então.

Desde o começo achei que tivesse algo de errado com o esquisitão James Sholto, mas fiquei surpreso ao ver que ele seria a vítima. Não sei por que, mas desde o começo eu tinha invocado que ele tentaria algo contra Watson. O personagem, apesar de relativo pouco tempo de tela, foi bem interpretado por Alistair Petrie. O nome do personagem é uma referência ao personagem John Sholto (ou talvez ao seu filho, Thaddeus Sholto), ambos inseridos na trama central de O Signo dos Quatro. O assassino do episódio, o fotógrafo, é chamado de Jonathan Small, que, trata-se do nome do assassino no livro. Como podemos ver, mesmo tomando grandes quantidades de licença criativa, os roteiristas sempre mantém alguma coisa dos livros. Lembrando também que é em O Signo dos Quatro que Mary Morstan aparece pela primeira vez.

Uma coisa que me preocupou um pouco neste episódio é a gravidez de Mary. Se até este momento eu estava tranquilo, pois sabia que a inserção da personagem não alteraria a dinâmica entre os protagonistas, com essa história de bebê isso pode mudar. Sinceramente, não sei como John continuará participando de suas aventuras com Sherlock com um bebê a bordo. Por outro lado, confesso que gostei como a revelação foi feita, nos reservando uma última surpresa de deduções por parte do detetive, mesmo quando parecia que isso não ocorreria mais no episódio (não sei por que ainda me surpreendo).

A dinâmica do trio continuou afiada como mostrado no episódio passado, e a química entre a dupla Freeman/Cumberbatch parece crescer cada vez mais, como se isso fosse possível. O diálogo cênico deles é ótimo, e podemos perceber como um funciona como o contrapeso na medida certa em todas as nuances apresentadas.

O episódio seguiu focando bastante na comédia, mas trouxe um caso (ou melhor, casos) interessante(s), e só por isso já supera facilmente o anterior. Ainda espero uma season finale de cair o queixo (como tem sido a tradição até aqui) e que todos os aparentes pequenos eventos estejam interligados (como o assalto da gangue do palhaço, no começo do episódio, que soou um pouco deslocado).

Observações elementares:

– No início do episódio, Donovan diz que se Lestrade saísse naquele momento, um tal Jones ficaria com o crédito de pegar a Gangue Waters. Athelney Jones é o nome do Inspetor da Scotland Yard que acompanha Holmes e Watson em O Signo dos Quatro.

– Easter Egg: Em um dos flashbacks, é mostrado John e Sherlock perseguindo um anão com uma zarabatana. É uma referência a Tonga, mais um personagem de O Signo dos Quatro.

– O que foi Sherlock flertando com a madrinha de casamento?

POSSÍVEL SPOILER DO PRÓXIMO EPISÓDIO:

É só uma teoria, mas vejam se não faz sentido:

Em um dos telegramas que Sherlock lê, temos o seguinte:

Mary, muito amor, Poppet. Muito amor e felicidade do Cam. Queria que sua família pudesse ver isso”. E se Cam fosse CAM, tipo uma inicial? Se vocês leram a sinopse do próximo episódio ou ouviu notícias de contratações, sabe que Lars Mikkelsen interpretará o vilão Charles Augustus Magnussem (inspirado em Charles Augustus Milverton), o Rei da Chantagem. Se notarmos como fica a cara de Mary ao Sherlock ler o telegrama, podemos presumir que de alguma forma ela está sendo chantageada pelo vilão. Se lembrarmos que em The Empty Hearse Sherlock lê Mary e uma das palavras que surge é “liar”, a teoria pode fazer um pouco mais de sentido. Se a teoria se mostrar verdadeira, acontecimentos de toda a temporada estariam relacionadas, assim como a primeira estava. Vocês acham que eu posso estar certo ou só viajando? Gostaram do episódio. Não esqueçam de comentar.

Em tempo 1: “Aprendi no Youtube.” Sherlock sobre origamis.

Em tempo 2: “Eu sou bonita?” John dando motivos para piadas.

  • dark

    Amazing Sherlock

  • João Carlos

    Ri de mais com esse episódio, mas confesso que não via como iria terminar. Sherlock relatando alguns casos que ele não conseguiu solucionar e falando e falando, mas no momento que ele deixa cair a taça o jogo mudou e o episódio ficou muito empolgante.
    Não estou falando que o episódio foi inteiro ruim, gostei de mais dele.
    Agora é só esperar para o último episódio da temporada onde tudo irá pegar fogo.

  • essa temporada está impecável! a série conseguiu encontrar o tom perfeito entre a comédia e as investigações, sem pesar demais (ou de menos) no drama. vou sentir muita falta quando acabar.
    e gente, como não amar Mary?! melhor personagem na minha opinião. ♥

  • Janine

    Estou gostando muito deste Sherlock humano, esse adendo a sua pessoalidade o deixou mais interessante e engraçado.
    Mas achei o episódio em algumas partes bem lento, meio chato.
    De qualquer forma o resultado final foi satisfatório. Acredito q tudo apresentado até agora foi só pra preparar o terreno para a season finale, q segundo quem já viu está de explodir cabeças.

  • Alice

    O discurso do Sherlock não poderia ter ficado mais perfeito! Foi lindo e hilário. E impecável como juntaram os casos no final. Só amores por essa série!

  • Azevedo

    série é incrível é uma pena que acabe tão rápido. E Sherly flertando com a madrinha foi mtu divertido, mas o Watson e o Sherlock bêbados foi d+

  • Sherlock >>> carreiras.

    Que episódio bom. Foi o mais engraçado, teve um caso muito bom e os atores estavam mais inspirados que de costume.

  • Rey

    ótimo episódio até a Irene apareceu e Sherlock bebado foi demais. Só eu que tenho a sensação que a Mary vai morrer no final da temporada

  • Guest

    Não curti a dose cavalar de humor que adicionaram nessa temporada. Tá quase pra alguém levar um tombo ou bater a cara na porta. Não combina com o Sherlock das temporadas passadas.

    E o caso tava chato, só ficou bom nos minutos finais. Espero que o próximo seja muito melhor. Mas essa já é a pior temporada.

  • Matthew

    Sherlock ainda nao acabou e eu ja estou aflito de ter de esperar mais dois anos (possivelmente?) para outra temporada…

    Lembro de ler essa teoria do CAM no Tumblr e parece muito promissora, mas eu gosto tanto da Mary que eu nao queria que esse casamente fosse uma farsa…

  • Sandra Gomes Silva

    Foi um belo episódio, uma celebração a amizade de John e Sherlock, muito mais que o casamento em si.
    No começo estranhei o vai e volta nos flashbacks, mas depois revendo uma segunda vez, curti demais esse episódio!
    O final deu uma tristeza vendo o Sherlock indo embora sozinho na festa de casamento, ficou bem claro ali para ele que se Mary estiver grávida mesmo, John não será mais o seu parceiro. “É o fim de uma era”, como havia proferido a Mrs.Hudson no início do episódio ao contar a história da madrinha de casamento que sumiu em sua festa e desde então havia perdido contato com ela.
    Cumberbatch, como de costume, estava estupendo ao mostrar toda a solidão e o deslocamento do personagem.

    P.S.: Eu adorei a pequena participação da Irene Adler no caso das moças, ela voltou só que não,rsrs…bom saber que ela continua nos pensamentos do Sherlock e acho que é uma dica de que ela volte na 4.temporada 😉

    • Adriana Nascimento

      Também queria que a Irene voltasse.

      • Elizabeth

        E o Moriarty tb! rs

  • Ana

    E eu achando o primeiro episodio maravilhoso, cara esses roteiristas fazem magica. Eu estou adorando o clima de comedia que a serie trouxe até agora, já gostava de Sherlock antes, mas essa leveza que a serie está tendo neste terceiro ano me deixam entusiasmada.

  • Rodrigo Coletto

    Essa está sendo minha temporada preferida até agora (e olha que eu já tinha gostado demais das outras duas). Pra mim, a série conseguiu encontrar o tom certo entre o drama e a comédia, e a química do Cumberbatch com o Freeman nunca esteve tão afiada. A Mary também foi uma ótima adição, já adoro a personagem.

    Próxima semana acaba e já estou com saudades antecipadas por ter que esperar mais um ano e meio ou dois.

    • Elizabeth

      Pois é! Mais 1 ou 2 anos aguardando SH! rs

  • João Victor

    Achei esse um dos melhores episódios da série, não que tenha muitos, são apenas 8 até o momento, mas é um dos meus preferidos. Foi extremamente simples mas mesmo assim genial. Foi emocionante e surpreendentemente engraçado.
    Provavelmente o próximo apresentara um vilão, e peço para que seja tão bom quanto o 2×3

  • Adriana Nascimento

    É o meu episódio preferido da série até aqui. Ri, me emocionei. Perdi a conta de quantas vezes revi a sequencia desses dois malucos bêbados (he’s clueing for looks)

    Mas a tensão pro próximo tá tão forte que não tô conseguindo prensar em mais nada. Tudo indica que vai ser outro cliffhanger e vai ser duro ter que esperar mais dois anos….

  • sorayaestrela

    Eu gostei do eps e morri de rir em várias cenas.
    Mas uma coisa até agora não entendi pq não lembro. Qual é esse caso do Mariposa? Eu estou totalmente perdida nisso. Alguém pode me esclarecer?

    • Asioleh

      É o das mulheres que foram enganadas pelo mesmo homem e que no final era o assassino. A tradução certa para Mayfly man é Mariposa.

      • sorayaestrela

        Ahh, não tinha entendido que o nome desse caso era Mariposa. Valeu!

  • Fábio Alves

    Acho que sua teoria está certa. Aliás, eu vi algumas pessoas dizendo que o pai da Mary poderia ser um dos assaltantes de banco (se você for ver, tem um homem de cabelo branco entre eles), e como eles foram pegos no dia anterior ao casamento, o bilhete poderia ser uma ironia do Magnussem a isso. Outra coisa que eu vi é que um dos snipers do Moriarty já apareceu na equipe da polícia e isso pode ser retomado com o seriado fazendo uma ligação entre esse plot do Magnussem e o do Moriarty. Possivelmente teremos um season finale cheio de “ligações” e tudo que parecia aleatório e sem importância vai se mostrar crucial.

  • Pat

    O Caso do Gigante venenoso e aparece um anão com uma zarabatana, tê como não rir?

  • LunaB

    Episódio EXCELENTE, como sempre: criativo, fugindo ao convencional, engraçado e comovente ao mesmo tempo. Incrível como humanizaram o Sherlock!
    E que peninha dele indo embora sozinho no final e ainda com o lance da gravidez… Adoro a caracterização dada a Mary na série, mas Watson e Sherlock nunca deveriam ser separados.
    E como o próximo episódio já será o último da temporada (esses ingleses…), vem chumbo grosso aí.
    Fã sofre…

  • Chorei

    Ri Alto quando o sherlock foi pedir cerveja no bar, durante a despedida de solteiro, e disse a medida milimetricamente exata e puxou aqueles tubos pra cima do balcão, simplesmente perfeito

  • edujakel

    Sherlock muito bom como sempre.
    Acompanhando um site gringo (IGN) deu pra perceber como americano é chato. rs. Lá o cara ficou todo revoltado pq o primeiro eps nao mostrou a real maneira q SHerlock burlou a morte, e essa semana ficou bravo pq o eps mostrou algo mais sentimental, mais da vida do John etc…sempre tem alguem infeliz…ou algum infeliz…rs

  • r_guy

    Episódio perfeito!!

  • Jessica

    O episódio foi até melhor que o anterior, porque soube mesclar direitinho o emocional, cômico e a tensão. Achei o caso da semana ótimo (e melhor ainda quando a gente se dá conta que vai ter um caso da semana haha).
    Outra coisa que eu achei brilhante foi a ambientação da mente do Sherlock questionando as mulheres do site dos fantasmas e depois aparecendo o Mycroft pressionando pra ele perceber logo a resposta. Genial.
    E não é possível não comentar o que ele fala sobre o John: lindo! Acho que até o mais seco tem que se emocionar com aquilo, a atuação do Benedict deu um ar de pureza aos elogios fantástica.
    Acho que a teoria pode estar certa sim. A season finale focada na Mary, com o título de “his last vow” que foi o de estar sempre lá por eles dois, a gravidez… Pode até rolar desse bebê nem nascer. E aí é mais um pepino pra próxima temporada rs (Aliás, Sherlock já foi confirmada até a 5ª!!!)

  • Adriana

    Como ninguém reparou que o guardinha que morreu (ou não morreu, sei lá) no chuveiro era o Dino do Harry Potter?!