Um clichê do começo ao fim nessa semana em Dust and Shadows.

Shadowhunters apresentou mais um episódio emocionante, mas, diferentemente de Parabatai Lost, repleto de falhas e clichês. Como eu disse no último review, a morte de Jocelyn trouxe um elemento inovador e inesperado, sendo novidade até para os leitores da saga literária. Mas será que isso era realmente necessário? Será que a morte da caçadora foi utilizada apenas para chocar o público da série, com o intuito de despertar uma evolução forçada de Clary, sua personagem principal? E será que os eventos dessa semana caíram pelo mesmo buraco?

É triste dizer isso, mas a resposta é sim! Clary não é uma protagonista como as outras. Ao contrário do restante dos atores de SH, a ruiva ainda não se encontrou em seu papel, seja por sua atuação forçada ou pela simpatia que Clary simplesmente não tem. E matar a sua mãe vai muito além de aumentar a audiência da série com uma morte impactante. Isso tem a capacidade de forçar Clary a crescer por si só, aprendendo com suas próprias experiências e erros no mundo das sombras. É por essa razão que, na minha humilde opinião, Dust and Shadows trouxe-nos mais uma trama repetitiva e rasa, utilizando-se de artíficios já batidos e clichês no mundo das séries.

E o clichê infelizmente não parou por aí. Se já não bastasse, Clary, como qualquer outro protagonista inocente, ainda tentou ressuscitar sua mãe dos mortos, numa atitude brusca, imprudente e perigosa. É compreensível tentar trazer nossos entes queridos de volta, eu entendo, mas, a meu ver, Clary já ultrapassou o nível de inocência e estupidez há muito tempo. Estava mais do que na cara que tudo daria errado, que ela mais uma vez seria a donzela em perigo que não pensa nas consequências dos seus atos. Mas levando em conta os eventos dessa semana, tudo isso pode mudar em breve. Ou pelo menos é isso que torcemos.

Chega de Clary, meu povo!

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Shadowhunters S02E05: Dust and Shadows

Com tantos personagens poderosos, com tramas empolgantes, porque se prender tanto no drama chato e inexpressivo da Clary? Esse episódio nos mostrou que as cenas envolvendo Simon, Izzy, Magnus até mesmo Jace, foram muito melhores do que com a ruiva. Jace e Izzy se conectaram, numa luta bem ensaiada, como nunca antes. Magnus e Alec provaram, em poucos segundos, que são o melhor casal de SH. E Simon, bem, o vampiro continua trazendo “luz” (é irônico, eu sei) e graça para a série, ocupando a melhor parte da nossa semana.

Então porque diabos ignorar o resto do elenco, em detrimento de uma personagem sem sal e, até então, inútil? Simon merece mais tempo em cena, dando um enfoque maior em sua revelação para a mãe; Izzy no mesmo barco, destrinchando a sua ferida (que, aliás, parece estar em outro lugar do ombro) e a estrada pomada dada por Aldertree; o próprio líder do Instituto, que permanece sendo uma incógnita, muitas vezes sendo o oposto dos ideais da Clave, principalmente levando em conta seu diálogo com Izzy e Jace e muito mais. Mas, talvez, o pior de todos nessa confusão que tentam chamar de trama seja Valentine, o não-tão-temido vilão da série.

É sério, quem, excetuando-se os leitores da saga, sabe a real intenção de Valentine? Ninguém, pois a série não dá a oportunidade do vilão mostrar a que veio, seus objetivos, personalidade e tentar trazer um carisma que ele nunca teve. O cálice pode ter tido uma explicação plausível (apesar de um pouco largada), mas e a Espada da Alma? O que o personagem quer com ela? O que ela faz? Desde quando ela era um dos três instrumentos mortais? Desde quando eram três? Ou ainda, desde quando a Espada estava na Cidade dos Ossos? São tantas perguntas sem resposta, jogadas ao vento num roteiro fraco e mal explicativo.

Quem leu pode entender, mas e o resto? Onde se encontra o cuidado com esse público específico? Acredito que essa não é mais apenas uma “briguinha” entre leitores e não-leitores da saga literária. É o momento de todos se unirem em prol de um único objetivo: o de tentar melhorar cada vez mais o que nós assistimos. Shadowhunters é bom, tem um potencial absurdo, mas ela peca e falha miseravelmente em apresentar detalhes essenciais à trama, fortalecer seus personagens e, consequentemente, suas histórias e nos clichês de sempre.

O velório de Jocelyn e a Clarividência de Clary

Tirando a montagem abaixo, o ponto alto do episódio dessa semana foi o velório de Jocelyn, onde nos foram apresentadas cenas belas e muito bem preparadas. O vínculo Parabatai é um dos melhores elementos da mitologia de Shadowhunters até o momento, mas, após Dust and Shadows, o luto e a despedida dos que se foram também não ficam para trás.

Todos em roupas brancas, ao contrário da cultura padrão, o nome de cada irmão morto é citado, o Instituto todo reunido e em prantos, a essência daqueles que se foram subindo aos céus num encantamento… Foi simplesmente lindo e triste, algo que com toda a certeza emocionou o telespectador. Mas esquecendo toda essa sensação do final do episódio, a pergunta mais importante é o que vem após tudo isso e, principalmente, o que a clarividência de Clary significa?

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A personagem conseguia trazer ao mundo real o que ela desenhava e agora, numa habilidade bem mais útil que a anterior, ela consegue visualizar uma runa (aparentemente desconhecida) quando está em perigo. Será esse o indício de que Clary pode evoluir ainda mais na série, tendo poderes inimagináveis? Que ela é extremamente rara no mundo das sombras, tendo, talvez, sido testada com sangue de demônio no passado que nem o irmão? Tudo é apenas especulação no momento, mas confesso que isso me empolgou, pois essa é a chance da Clary mostrar seu valor, indo contra tudo e contra todos. Bem, resta-nos apenas esperar agora. Até a próxima, pessoal!

E a melhor cena foi… Seu namorado, Clary?

Shadowhunters S02E05: Dust and Shadows
Shadowhunters S02E05: Dust and Shadows

Como é que é?! Cê tá de brinks com my face, né? É sério isso, querida? Euzinho, Alec Lightwood, namorado da cospobre de Merida? Logo ela, que não para de usar shampoo de laranja, estando sempre com um verdadeiro bagaço no cabelo?! Por fim, mas não menos relevante, saiba que eu não gosto dessa fruta. Laranja e tangerina nunca me cairam bem, então reveja seus conceitos, honey!

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