Salem começa a entrar em sua reta final, mas estranhamente não está soando como um fim, mas sim como algo que ainda tem mais a render. Se o início veio frenético, nos deixando de boca aberta, os episódios finais estão indo pelo caminho oposto, principalmente este episódio que teve um desenvolvimento um tanto lento, mas que teve momentos que foram impagáveis.
“Você tem laranjas?”
Uma coisa que Salem sempre soube conduzir foi sua trama central, mas em “Friday’s Knights” a trama ficou um tanto quanto sem graça, e agora abriu um leque de possibilidades, mas invés de ser algo bom, foi algo que deixou bastante preocupado.
Sem Samael para conduzir o domingo negro, ficou a cargo do Sentinela continuar tudo isso, mas venhamos e convenhamos, ele não tinha tanto brilho quanto Samael, e muitas vezes ele parecia muito mais um anti-herói do que um vilão de verdade, já que diferente de seu irmão, o Sentinela só queria libertar os anjos caídos, o mundo acabando em decorrência disso seria só um pequeno dano colateral.
Mas se o Sentinela não funciona como vilão, o que dizer dele descobrindo os prazeres de ser humano? Podemos dizer que este episódio foi dele, no qual ele reinou sozinho. Por mais que os demais também tenham uma participação na história, o Sentinela conseguiu fazer o episódio ser bem mais agradável e também me deixou na torcida de que ele não morresse. As cenas dele com Cotton foram sensacionais, e apostava muito que poderia ter um melhor desenvolvimento na relação destes dois personagens.
As quatro bruxas remanescentes não fizeram grandes coisas neste episódio. Anne que tinha um plot seu, ficou completamente avulsa neste episódio, de forma que suas cenas poderiam muito bem ter sido removidas sem grandes perdas.
Mercy continua como o elo perdido dentro da história, já que conta uma história completamente diferente. E agora começamos com os problemas. Demorou oito episódios para que Mercy fizesse algo contra o seu inimigo, e vamos ter que esperar até o final da temporada para a tão anunciada batalha entre Mercy e Isaac. Mas será que ainda vale a pena? Observando por um aspecto geral, ao meu ver, faltou um planejamento neste plot, pois além de estar completamente alheio, é o que mais está se arrastando sem dizer ao que veio de fato.
A história de Mary é outra que ficou um tanto esquisita, por mais que ela seja manipuladora e consiga tudo que quer usando sua feminilidade e sua inteligência, o roteiro deixa tudo meio confuso quanto aos seus poderes. Desde quarto episódio se deixou no ar que ela ainda tinha algum poder, mas eis que no episódio passado ela conseguiu os poderes de volta com o sacrifício das Essex. E no episódio seguinte ela já diz que não tem poderes mais. Afinal de contas, ela tem ou não poderes? O sacrifício foi algo temporário? O roteiro brincou com a questão de tirar os poderes, mas não soube conduzir de forma coerente, pelo menos no meu ponto de vista.
Alden e Sebastian conseguiram se destacar negativamente neste episódio. Alden sempre foi um personagem completamente dispensável, e aqui não foi diferente. Sebastian conseguiu mostrar que é apenas um “filhinho da mamãe” mimado. E agora que descobriu que Mary o iludiu, correu para mãe para ela fazer alguma coisa, e isso foi péssimo para o personagem.
Nesta temporada tivemos um Sebastian mais independente da Condessa, mas o roteiro conseguiu acabar completamente com essa evolução que o personagem vinha tendo e o fez retornar a estaca zero.
E não bastando ter o Samael, que em teoria está no inferno, e Sentinela, agora temos a Condessa também retornando para atacar Mary. E começo a pensar, todos queríamos o retorno dela, mas será que não vai ser gente demais em pouco tempo? E outra, que tipo de desenvolvimento ela vai ter? Isso começa a preocupar já que a trama está seguindo para um final definitivo.
Salem começou com muito gás e mostrando que a série tinha muito a oferecer, mas esses episódios finais estão mostrando o quão frágil está a história. Parece que os roteiristas ligaram o “foda-se” e estão simplesmente tentando encerrar a história de qualquer forma. Se tudo isso já havia sido planejado, como foi dito em entrevistas, imagina se não tivesse sido.















