
Não é feitiçaria, é tecnologia.
Spoilers Abaixo:
Parece até brincadeira. Once Upon a Time, sendo uma série com grande massa de personagens, vem revelando, aos poucos, quem é cada um e como cada história vai se interligando às outras. É isso, em boa parte, o que nos motiva a assistir à série semanalmente. A cada revelação, uma surpresa ou aquela sensação de “Eu já sabia”, só que sem deixar os famosos twists de lado. Não existe história óbvia em OUAT.
Recorrente desde a 1ª temporada, Dr. Whale nem era assim tão importante, mas sempre intrigou. Foi praticamente o único personagem não revelado no ano passado e é claro, a coisa foi proposital, tanto é que virou piada na Premiere da Season 2. Quem é o Dr. Baleia? Continuamos nos perguntando, diante de especulações que remetiam ao nome: Moby Dick, a baleia do Pinóquio, Free Willy… Ideias com esse mamífero povoaram nossas mentes curiosas, mas nenhuma delas estava nem perto de estar correta.
Foi por acaso que descobri a verdade sobre a Baleia a que esse nome se refere. Odeio spoilers, mas acabo caindo em um ou outro até por conta dos comentários nas reviews, mas esse eu recebi sem querer, ao ler, antes do começo dessa temporada que fariam um episódio com a presença de Dr. Viktor Frankenstein. Acontece que achei tudo meio absurdo e completamente “nada a ver”. Frankenstein e contos de fadas? Qualé? Esses roteiristas estão doidos? Sim, estão. Mas é uma coisa boa.
Fiquei tão encucada com essa noticia que fui dar uma pesquisada na história para tentar imaginar como iriam encaixar essa maluquice e me deparei com a relação que existe entre o nome de Dr. Whale e Frankenstein. O nome do diretor do filme de Frankenstein (lançado em 1931) é James Whale. Nessa hora, saquei tudo e passei semanas de aperto, segurando a informação para não estragara reação de mais ninguém. É um alívio que agora todo mundo saiba e eu não tenha mais que tomar cuidado.
Essa ideia de misturar um clássico do horror com os contos de fadas abre novas possibilidades. Sim, já vimos lendas e mitos de variadas nacionalidades se misturarem, mas esse caso parece mais extremo. Como Once Upon a Time já trabalha com a ideia de universos e realidades paralelas a mistura cabe perfeitamente e acima de tudo, funciona muito bem, adicionando elementos muito curiosos à trama. Não sei se todos gostaram, mas eu adorei. Quando Whale ficava falando que possuía algo mais poderoso que mágica, eu completava na minha cabeça: ciência. Mas fica claro que ele não conseguiu trazer os mortos de volta sem a magia dos corações e seu braço só foi recolocado com os poderes de Rumpels. Não há nada pior para os homens da ciência do que admitir que há coisas inexplicáveis e que ficam além do entendimento lógico.
Além disso, a história ganhou aquele climão de filme antigo, com as sequências em preto e branco. Também fiquei com medo de ver o irmão de Dr. Whale em ação, mas desconfio que não escaparemos disso. Lembrem que os vilões vão invadir Storybrooke, então porque não Frankenstein (o monstro) também não pode?
Essa história toda vem para confirmar outras coisas. Creio que ninguém mais duvida que Cora seja a temida Rainha de Copas. É muito coração arrancado para não ser. Vimos ainda mais de Regina e sua relação com a mágica, o que casou muito bem com a situação em Storybrooke e o reaparecimento de Daniel. Foi por ele que ela embarcou na magia e foi graças à magia que ela pôde livrá-lo de sua dor. Regina teve de abrir mão de seu grande amor e a intensidade dessas cenas é inesquecível.
Rumpels, como sempre, se mostra como o articulador de todos os males. Usando Whale e Jefferson em seu plano para sugar Regina para o lado negro. Aliás, fico esperando para descobrir como Jefferson se humanizou, porque nesse episódio ele mostrava requintes de crueldade e frieza incríveis.
É por causa de Jefferson também que podemos eliminar a possibilidade de Bael ser Peter Pan ou um dos meninos perdidos. Lembrem que Bael foi enviado para UMA TERRA SEM MAGIA. Neverland, onde não se envelhece, é obviamente uma terra com muita magia, então tirem essa da lista.
Em ‘Far Far Away’, Emma volta a bater na tecla de que ninguém consegue mentir para ela, mas todos nós sabemos que esse talento é a maior furada. Dessa vez, no entanto, funcionou, já que ela percebeu que Hook estava mentindo descaradamente. Até porque, Cora jamais deixaria que alguém sobrevivesse ao seu “heart atack”. Estou esperando muitas sambadas desse núcleo, com Hook enganando Cora, enganando Emma, Snow, Mulan, Aurora e quem mais puder. Até eu que não “leio pessoas” percebo o quanto ele é escorregadio (e lindo ao mesmo tempo). O que mais gostei foi o lance do pé de feijão e do gigante. Já imagino a mulherada toda fugindo com a galinha dos ovos de ouro (embora nos EUA seja uma gansa, mas ok, estou adaptando).
Não vejo a hora em que os personagens serão novamente reunidos. Gosto muito de Charming e Henry juntos, aprendendo coisas de meninos, mas é mais ou menos o que Snow disse: “não tive nem cinco minutos com meu marido e meu neto”. Sacanagem. Impossível não amar o soco bem dado de Charming em Whale. Merecido, mesmo que ele estivesse sob a maldição.
Mais uma vez é necessário elogiar o trabalho de Lana Parilla, que mostra bem as nuances de Regina. Hora doce e amiga dos unicórnios, hora cruel para conquistar seus objetivos. Só sei que essa não é uma boa hora para parar com a magia. Para combater essa mãe megera que ela tem, Regina vai ter que estar afiada.
P.S* Ótima a história dos corações arrancados serem mais fortes e poderosos, mas prefiro manter o meu dentro do peito.
P.S* Quase comecei a review com a célebre frase de Nissim Ourfali: “E o melhor é quando vamos pra Baleia”
P.S* Cadê Pinóquio?
P.S* Regina ESCOLHEU a dedo quem ela queria que fosse tomado pela maldição. Isso sim é demosntração de poder.














