
No início de tudo, ele estava lá.
Spoilers Abaixo:
Quando o estranho sem nome surgiu em Storybrooke há alguns episódios, ficamos doidos para saber seu nome, sua origem, sua data de nascimento, CPF e quantidade de imposto pago para a Receita Federal. Somos assim mesmo, invasivos quando Once Upon a Time nos apresenta alguma nova figura, porque afinal, uma das coisas mais legais da série é a experiência de tentar adivinhar quem é quem nos contos de fadas.
August foi um bom exercício, sendo apontado até como o famigerado Lobo Mau, culminando com o episódio anterior, em que os roteiristas (danadinhos!) nos fizeram pensar que ele seria mesmo Baelfire, o filho do temido Rumpels. Depois daquilo ficou até fácil e até eu consegui adivinhar que August é apenas o nome mais normal para Pinóquio, o boneco feito de madeira mágica que sonhava em ser um menino de verdade. Nem preciso dizer que fiquei feliz em acertar e mais ainda porque OUAT fez um episódio excelente para a apresentação mais formal da história do personagem. Mesmo sabendo quem ele era, muitas surpresas fizeram parte do que realmente aconteceu.
A história do boneco feito de madeira encantada é a primeira novidade. No original, Pinóquio é transformado em um boneco que fala pela fada azul, atendendo ao pedido de Gepeto, que sonhara em ter um filho. O acordo era de que Pinóquio poderia se transformar em menino se tivesse bom comportamento e provasse ter bom coração e, depois de mil peripécias e confusões, ele arrisca a vida para salvar a do pai e acaba realizando seu maior desejo.
Vale dizer que OUAT merece até um elogio sobre os efeitos hoje. Na medida do possível, a cena com a baleia e o boneco falante foram bem feitas. Além do mais, foram direto ao ponto. Não enrolaram para fazer de Pinóquio um ser humano e se dedicaram a mostrar a parte desconhecida por nós.
Era óbvio que Gepeto, tendo desejado tanto um filho durante toda a vida, iria colocá-lo em primeiro lugar e tentar evitar que o pequeno voltasse a ser apenas um boneco, o que parece bem óbvio diante da maldição. A resolução foi ótima, mas prova que o egoísmo de Pinóquio não é descabido. O exemplo pai lhe apontou como agir e por isso, mais tarde, ele fugiu do orfanato, deixando a pequena Emma para trás, desprotegida e sem nenhuma orientação sobre seu verdadeiro papel em tudo o que está acontecendo.
A volta de August, inclusive, só é motivada por seus problemas pessoais. Se ele não fosse um cara de pau com perna de pau não teria retornado para sua verdadeira missão. Agora, mais do que nunca, ele vai aprender que agir em nome do bem alheio não é nada fácil. Fiquei bastante comovida com a relação dele com Gepeto e mais ainda com o quanto ele se mostrou arrependido por ter deixado Emma, 28 anos antes.
Está mesmo mais do que na hora de ela começar a acreditar em alguma coisa, por mais difícil que isso soe. Emma é uma cética e somente Henry poderá mostrar a verdade. Imagino que a ligação dela com o filho, que é cada vez mais forte, deva despertar essa consciência. O dia em que Henry estiver em perigo e somente a magia puder ajudá-lo é que vamos ver a grande virada. A julgar pela atitude dela, sequestrando-o na calada da noite, o momento está próximo.
À parte disso tudo confesso que estou em vias de ir para Storybrooke quebrar as fuças oferecidas de Regininha. Bastou um desaforo de Maria Margarete e pronto: lá foi ela, toda assanhada, oferecer sua “lasanha” para David. O pior era meu medo de ele se lambuzar nesse festival da massa. David não é forte como Charming e aí, quem sabe? Numa dessas, Regina tem até uma chance real de se vingar de Maria Margarete do um jeito que seria o mais cruel e inesquecível.
P.S* Boa notícia: Jennifer Morrison vem ao Brasil na semana que vem e lá vou eu, como boa fã de OUAT, entrevistá-la! Quem tiver ideia de perguntas sobre a série ou a personagem pode deixar aí nos comentários, mas fiquem tranquilos: a pergunta sobre quantas jaquetas existem no figurino de Emma Swan está garantida.















