Eu sou o Michael Keaton
– MILLER, Nichollas.
Aparentemente, a animação acerca do casal Jess e Nick deu uma esfriada. No episódio dessa semana, a trama se focou mais em Schmidt e seu chatíssimo drama de ter traído Cece e Elizabeth. Apesar de achar este plot extremamente fraco, fico feliz pelos roteiristas fugirem um pouco do casal e se focarem em outras histórias, afinal ainda não estamos certos de como a dinâmica dos dois deve ser explorada e até o momento não tivemos nenhum deslize aparente. Sendo assim, melhor prevenir do que remediar.
Episódios temáticos são sempre recheados de acontecimentos bombásticos, em se tratando de Schmidt e dessa turminha do barulho não poderia ser diferente. É halloween e nossa querida professorinha decide dar uma festança e arrastar sua melhor amiga a fim de que a moça pudesse esquecer de todo o drama que aconteceu, mas para isso precisaria afastar Schmidt do apartamento, antes que o moço exploda de tanto comer embutidos. Então somos apresentados ao segredo que guiou a vida do judeu até o presente momento. Achei simplesmente genial o fato do rapaz ter um amigo-pseudo-imaginário-famoso, Michael Keaton, ou o antigo Batman. Descobrir que na realidade quem o escrevia todos esses anos era Nick faz com que o ex-gordinho acabe repensando sua amizade com o colega de apartamento.
O Nick é um personagem que cresceu de forma absurda, desde a estreia da série pudemos ver suas várias fases e continuamos acompanhando seu desenvolvimento. Acredito que Jake seja o ator mais consistente da trama. Sei que muitos verão de outra forma e não concordarão comigo, afinal a qualidade de Max Greenfield é incontestável, mas este plot apresentado nos últimos episódios me fez questionar o quanto o rapaz pode ser versátil e o quanto o Schmidt pode cair na mesmice, não que isso de fato já tenha ocorrido, mas fico temerosa em pensar que um dia poderemos enjoar do rapaz.
Os pontos altos do episódio, a meu ver, envolvem o que seria uma fantasia do Batman. Jess bêbada imitando o homem morcego e Nick assumindo sua identidade secreta. Além, é claro, da tocante cena onde Nick confessa tudo a Schmidt e podemos ver os coraçõezinhos do bromance no ar. Ainda deixo um adendo para a cena onde Nick diz a verdade e o amigo acha que o casal invadiu o e-mail de Michael Keaton, bem típico do moço mesmo.
Winston ficou bastante alheio neste episódio, contrariando um pouco o avanço que tinha ocorrido no capítulo passado. Participando somente na introdução do plot e em algumas cenas posteriores. Mesmo assim, sua cena imitando o David Letterman valeu todo o episódio. Muito amor pelo Winston.
Pessoalmente, acredito quase que de forma exagerada no potencial que New Girl tem. Canto essa bola desde que comecei a escrever sobre a série na metade da primeira temporada. Muita coisa já passou desde então, realizar um balanço a esta altura é inevitável. A meu ver, a segunda temporada foi o ápice da série até agora, e apesar de a terceira ter começado um tanto morna, tenho grandes esperanças. Afinal, sonhar não faz mal a ninguém.
Acredito que muitos plots ainda podem ser explorados com Schmidt se mudando e sendo vizinho dos antigos colegas de apartamento, quem sabe assim os roteiristas deixam de lado todo o drama Cece-Schmidt-Elizabeth. Não tenho certeza de como o Coach será reintroduzido na história, mas é bem provável que o novo quarto vago no loft dos amigos tenha algo a ver com a história, apesar de não fazer tanto sentido assim levando em consideração que Damian Wayans Jr não voltará como um personagem fixo. Nos resta aguardar.
Com um episódio recheado de referências culturais, fantasias engraçadas, revelações bombásticas e ressignificações de amizades antigas, “Keaton” entrou para a lista de episódios medianos da temporada mesmo cumprindo seu papel com excelência, mas que definitivamente me deixou bem mais animada para o que vem por aí. E vocês, o que estão achando da temporada atual?















