Depois de duas semanas apresentando ótimos episódios Legends of Tomorrow retorna a mediocridade com Turncoat.

Primeiro vamos começar retirando o elefante de dentro da review. Medíocre, ao contrário do que muitos pensam, não significa algo ruim, mas também não é bom. O mediano, que não é nem bom nem mau, é considerado medíocre. Depois de dois episódios muito bons, Legends of Tomorrow caiu na mediocridade e com Turncoat voltou ao padrão já explorado pela fórmula da série e muito bem pontuado por Mick durante a abertura – repetitivo. Afinal, quem escreve essa porcaria?

O comentário meta do Onda Térmica, personagem que não andou utilizando suas armas de fogo ou teve qualquer destaque mais aprofundado desde a primeira temporada, é praticamente um resumo bem delimitado de Legends of Tomorow. A fórmula é bem simples, a história mais ainda, algo que me fez voltar para a segunda temporada da série com extrema facilidade. A simplicidade do roteiro da série é algo que apresenta certo alivio quando analiso o atual mundo de super-heróis na televisão e serviços de streaming. Aqui tudo é facilmente explicado com uma sequência de falas padrão: os mestres do tempo morreram, as lendas cuidam das aberrações do tempo e às vezes terminam criando suas próprias aberrações que precisam ser corrigidas.

A grande diferença aqui é que por dois episódios a série mostrou seu real potencial dentro da fórmula simples explanada acima. Enquanto Raiders of the Lost Art fez o melhor uso da viagem no tempo, com uma figura carismática importante e reflexos realmente coerentes, The Legion of Doom mudou o foco dos heróis para os vilões em uma dupla que compõe o melhor que a produção já ofereceu. Contudo, todo o clima desenvolvido nos antecessores desandou com uma trama fraca, personalidades histórias sem grande apelo e apenas uma recompensa, através do Mick.

Legends of Tomorrow 2x11: Turncoat
Legends of Tomorrow 2×11: Turncoat

O primeiro grande erro da série foi focar em Rip Hunter, o pior personagem da série após a saída do casal de gaviões no final da primeira temporada. Rip como herói nunca funcionou porque ele realmente nunca foi um herói, mas um homem procurando sanar os próprios problemas através da viagem no tempo. Dentro da nova proposta da série, com Sara como capitã, a presença de Rip se tornou totalmente dispensável. Colocá-lo como vilão do episódio, após uma lavagem cerebral do time da Legião do Mal, pareceu como uma grande promessa de revitalização do personagem, além de uma ótima oportunidade para que Arthur Darvill interpretasse um vilão. Infelizmente não funcionou da maneira adequada.

Todos os riscos oferecidos foram superficiais, um problema causado pela divisão da história entre múltiplas abordagens. Sem um foco bem definido, terminamos com um pouco de cada, mas sem muito de nada. Claro que tudo poderia ter sido perdoado se a versão malvada de Rip tivesse convencido, ou oferecido pelo menos uma dinâmica interessante como a apresentada por Damien, Malcolm e Eobard no episódio passado. O que temos aqui, porém, é uma grande quebra dentro das expectativas para os antagonistas da temporada. Darvill então entrega um personagem insosso, com comportamento robótico e claramente não se divertindo em nenhuma etapa da reconstrução de Rip Hunter. E bom, os vilões agora tem uma parte da lança do destino… Mas com o Ray fugindo de um rato, a Sara sendo trazida de volta por uma luz milagrosa e o Stein mais uma vez fazendo uma cirurgia, quem realmente liga?

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Easter eggs e outras informações

– Nate e Amaya. Não sei bem o que dizer. Mas pelo menos o presente no final foi fofo.

– O par de sapatinhos de rubi é uma óbvia homenagem ao Mágico de Oz, filme que ambos os personagens comentaram antes de, bom…

– Mick é um ótimo personagem, vê-lo com Washington foi incrível, mas o Capitão Frio faz uma falta bem grande para a dinâmica da série e também do Onda Térmica.

– Pior timming possível para uma festa de natal, em fevereiro. Em se tratando de uma série de viagens no tempo, faz sentido.

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