The Flash 3×07: Killer Frost

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The Flash acerta em cheio com sua trama e impõe consequências para o herói em Killer Frost.

Dizer que Flash não é uma série de herói é mentir. Existe dentro do panteão de histórias em quadrinhos as mais diversas abordagens para personagens icônicos como o Corredor Escarlate, Batman, Superman e tantos outros. É comum, porém, que a escolha seja sempre a de repassar uma imagem de que no final o bem sempre triunfa e o caminho das trevas não compensa, o clichê mais antigo já empregado na fantasia e em vários outros gêneros. Mas o que fazer quando o arauto da bondade, é o culpado pelas mazelas do mundo e não a sua cura? E foi utilizando essa ótica que Kevin Smith, o diretor que já chorou enquanto assistia a primeira temporada de Flash, conduziu o sétimo episódio da série.

Obviamente o foco em Killer Frost ficou com Caitin Snow, mas a mensagem, e essa ficou bem clara no final do episódio, foi a de que finalmente decidiram impor consequências não apenas para as pessoas ao redor do Barry, mas para ele. O episódio, contudo, não teria dado certo se não tivessem optado por desenvolver a história de Caitlin paralela a mensagem destinada ao protagonista. Danielle Panabaker já havia me conquistado como meta-humana em Welcome to Earth-2, mas em Killer Frost seu desempenho viajou além do que foi previamente apresentado. Existe uma diferença bem grande entre a personagem da Terra-2 com a que estamos acompanhando. Panabaker fez um excelente trabalho ao reprisar o lado menos amistoso da cientista, mas o ponto definitivo surgiu ao vê-la interpretando alguém de maneira menos caricata e bem mais centralizada na carga dramática e emocional de uma mulher que está lutando uma batalha interna.

Existe o bom drama e o drama ruim e Killer Frost entregou o primeiro tipo de interação. Se não tivesse existido desenvolvimento gradual da maneira que Caitlin estava lidando com a sua nova realidade, o episódio teria caído em um buraco de atitudes sem justificativa. Mas como acompanhamos, lentamente, a luta e a consternação de Caitlin, principalmente após ouvir de Barry que ele poderia ser o culpado pela transformação da amiga, impulsionou um desenvolvimento de personagem feminina que raramente The Flash consegue fazer fora do espectro amoroso. Talvez o fato de ter uma mulher escrevendo o roteiro de um episódio centralizado em uma mulher tenha ajudado e o trabalho de Judalina Neira na execução do texto é algo digno de reconhecimento.

The Flash --- Killer Frost
The Flash — Killer Frost

E então entramos no outro ponto do episódio, a corrida de Savitar, o deus da velocidade. A cena é interessante? Sim. Mostra parte do monstruoso poder de um velocista que se autodenomina o deus da velocidade? Totalmente. O problema é que ela emula o mesmo tipo de montagem que acompanhamos na segunda temporada, em Enter Zoom. Lembra quando o perigoso vilão mascarado arrastou o Flash, mostrando todo o seu poder e maldade? Então. Infelizmente a série continua não percebendo o potencial que tem nas mãos e erra, repetidamente, ao achar que só existe um tipo de antagonista plausível para um velocista, outro velocista. Colocar um vilão gigante não é o diferencial, não mais. Existe um problema maior quando a série coloca Savitar com tantos poderes, mas o assustam com um raio de gelo. E se é para entregar um monstro de computação gráfica para ser o principal inimigo do protagonista, poderiam ter inserido Grodd, não é mesmo? Gorilla Warfare é a prova de que é possível e muito mais interessante.

E se vamos colher os louros da vitória, que tal um momento de relativo destaque para Iris West? A personagem continua com uma única missão dentro da série, a de entregar discursos de motivação, mas o desta semana funcionou muito bem. Barry não tem noção do que ele realmente afeta ou não, a não ser o visível e palpável. Talvez Caitlin desenvolvesse seus poderes independente da intromissão do herói, como aconteceu na Terra-2. O irmão do Cisco poderia estar a um passo da morte com ou sem Flashpoint. Contudo o ato de culpar a si mesmo já fez com que Barry sempre veja a si mesmo como o responsável por todas as mazelas do mundo. Em certo ponto ele é, mas o fato de continuar agindo como se o mundo, para o bem ou para o mal, o tenha no centro, já está cansativo. Não espero que uma frase da Iris tenha conseguido mudar a concepção de mundo do Barry, mas talvez a semente tenha sido plantada com maior efeito.

Por outro lado o episódio acerta quando faz com que Barry comece a sofrer diretamente as consequências de seus atos. Ainda é possível, ou pelo menos era possível, ver Barry com o mesmo discurso de sempre, de que ele pode corrigir tudo. Talvez agora ao receber o impacto direto de suas ações, nosso protagonista passe a compreender que ele não é deus. Pode ser que a ironia de enfrentar alguém que se intitule como divindade seja a principal mensagem da terceira temporada da série. De qualquer maneira, é bom ver que o herói está aprendendo com os erros, já que até então o grande impacto de Flashpoint na vida pessoal de Barry havia sido a descoberta de um companheiro de sala irritante. E convenhamos, não é a melhor maneira de ensinar uma lição para alguém tão imaturo e apenas destaca quão infantil Barry é. Enquanto o irmão de seu amigo está morto e sua amiga sofrendo em silêncio, Barry reclamava do Julian. Não é uma matemática interessante, não é mesmo?

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Easter eggs e outras informações de Killer Frost

– Julian é o Dr. Alquimia. Surpreso? Também não. Flash deveria desistir da ideia de vilões mascarados e misteriosos de uma vez por todas.

– Killer Frost ou como é conhecida no Brasil, Nevasca, é o codinome de Caitlin Snow, dentro da história mais recente da DC Comics. Entretanto a vilã já atendeu pelos nomes de: Crystal Frost e Louise Lincoln. Criada em 1978, Nevasca começou como antagonista de Nuclear, na revista Firestorm #3.

– Em determinado momento H.R. diz que ele e Cisco são um “All Star Team-Up”, que é o nome de uma série de revistas em quadrinhos da DC, além de também fazer referência ao episódio da primeira temporada em que o Átomo, Nuclear e Arqueiro Verde ajudam Barry a capturar o Flash Reverso.

The Flash --- Killer Frost
The Flash — Killer Frost

– No caminhão estacionado no galpão de produtos congelados que Caitlin leva Julian é possível ver o nome Ledded Goh, uma referência ao filme Frozen, da Disney, através da música Let it Go.

– Killer Frost foi dirigido por Kevin Smith, que também conduziu o episódio The Runaway Dinosaur na segunda temporada e irá comandar Supergirl Lives, em Supergirl. Kevin já chegou a escrever histórias em quadrinhos e assinou alguns números de Arqueiro Verde. Como escritor Smith criou o roteiro para o filme Superman Lives, nos anos 90, mas o longa não chegou a entrar em produção.

– Quando Barry sai do laboratório é possível ver um raio cruzando a claraboia do prédio. Segundo o diretor, Kevin Smith, aquela foi uma pequena homenagem ao famoso evento que garantiu os poderes a Barry.

  • Caitlin é, médica, hacker, bioengenheira, química, geneticista, perita em robótica, cientista e especialista em meta-humanos. Mas apesar de todas essas qualidades, na maior parte do tempo em duas temporadas, tudo o que ela fez foi ficar deprimida por homens. Por isso fico super satisfeito em vê-la sendo explorada em um plot diferente. Mas os acertos da temporada param por ai.

    Pelo terceiro ano, o vilão da temporada é um velocista misterioso mais rápido que o Barry, até a introdução é praticamente igual a do Reverso e do Zoom. Arrasta o Barry pra lá e pra cá, mostra o quanto é rápido e bate nele. Se isso não fosse o suficiente, pelo terceiro ano, um antagonista faz parte do ciclo social do Barry, e assim como Wells/Thawne, Jay/Zoom, Julian também é um vilão que estava bem abaixo do nariz do Barry, sem que ele percebesse. Ou seja, basicamente estão reciclando o mesmo plot pela terceira vez.

    E ainda existe a teoria de que o HR estará envolvido com a invasão alienígena do crossover, e assim, ele será o terceiro Harrison Wells, a planejar algo contra o Barry. “Jênios”, é muita criatividade.

  • Vitner Santos

    Vamos ver se vai sobrar algum velocista pro quarto ano hahaha

  • Sara

    Algumas coisas na S3, no momento que vi, eu gostei, achei Ok… Ontem, vendo o episódio 3.07 tive uma sensação de ACORDAR e finalmente caí na real! Olhando em retrospectiva para a série e considerando estes sete episódios como um todo… esta série se perdeu e estragou desde o início da S2 que oscilou muito na qualidade. Eu cansei de The Flash. Parei por aqui.

    O herói e o mundo dele são bons, a S1 foi boa e os quadrinhos são divertidos, mas infelizmente estão trabalhado tudo da forma errada! Mas uma coisa continua excelente, mesmo que não concorde 100% sempre… as reviews do Diego, amo o jeito que você analisa.

    Não sei como será o filme do The Flash-Ezra, mas será fácil ser melhor que a série. Muito fácil.

    Estas séries de herói da cw não tem salvação, Besta Allen, Superprima, Molengas do amanhã e Error é tudo um flop colossal, desisto desta emissora, mas tá tudo certo, tem outro seriados para ganhar minha atenção e boa sorte para aqueles que vão continuar correndo com Barry Allen. Divirtam-se com The Flash.

    • O que é bizarro, é que há 3 ou 2 anos atrás, a CW vivia uma crescente, e parecia estar evoluindo, de repente desandou praticamente tudo.

  • Tiago Lima

    Eles não sabem revelar o vilão, não criam um mistério, dão dicas óbvias de que o personagem é o vilão e segura essa informação por alguns episódios e jogam a revelação no final do episódio só para o publico. Depois de alguns episódios, fazem um drama enorme para revelar a identidade do vilão para os personagens, fizeram isso nas outras temporadas e agora novamente, e isso acaba sendo uma perda de tempo manter um mistério que eles não conseguem desenvolver corretamente.

  • Bia

    Sinceramente… Larguei Flash nesse episódio.
    Sempre mais do mesmo. Nada de novo. E essas DRs do Barry e do Cisco me irritam demais.
    Tenho mais o que fazer com o meu tempo do que ficar assistindo esse seriado que não me dá nada de novo.

  • Flavio Batista

    Era tao absurdamente claro q o Draco,,, ops! Julien era Alquimia… Ele era o unico personagem novo, e o Alquimia tbm n existia. Po, os caras viajam no tempo, fazem o diabo a quatro e nao veem isso?
    Sei la, nao chegui a detestar o episodio mas nao consegui gostar tanto qdo vc, Diego

  • exdown

    era obvio que era o julian o mascarado mas vale perceber .. que ele não parece gostar nem um pouco do que faz ele é claramente um peão ao contrario das outras temporadas em que os viloes eram cauculistas!! a parte mais legal foi o cara falando do futuro da caitlin ” que existe grandes planos pra ela ”

    • Nelson Alexandre Renner Soares

      no crossover da semana que vem tem imagem do Oliver e do Barry pesquisando com a Gideon, estou achando que o futuro de todo mundo foi drasticamente modificado pelo flashpoint.

  • Junito Hartley

    Na proxima temporada o vilao de flash vai ser o Usain bolt. E vamos dar uma salva de palmas pros roteiristas que conseguiram deixar o Cisco chato pra caraio.

    • josimar

      Pior que é mesmo. Até consigo compreender a intenção dos roteiristas: nas S01 e 02, era o Cisco piadista, e o Harrisson/Harry mais frio, fechado e formal. Agora, como tão querendo arrumar desculpa pra manter o Tom na série (coisa que até posso entender, rs), decidiram que a melhor forma de renovar o personagem era inverter essa dinâmica, fazendo o Wells piadista e o Cisco sério. Pena, porém, que a execução tem sido bisonha até agr

  • Aurelio

    Acho que os vilões da próxima temporada serão os membros da Tindade Azul, pois devem ser os últimos vilões velocistas da galeria do Flash. Apesar de terem sido introduzidos como vilões do Flash/Wally West, como a série mistura tudo, acho plausível essa possibilidade. infelizmente a série perdeu muito da segunda temporada para cá.

    • Nos novos 52 tem um um arco que o Barry enfrenta sua versão do futuro, que consumida pelos erros que cometeu, começa a ter uns desvios morais, e volta no tempo para acertar as coisas, e acaba se tornando um antagonista. Não me surpreenderia usarem esse arco.

      • josimar

        Não dá ideia, vai que tem roteirista da série lendo esse fórum… rsrs

  • Nelson Alexandre Renner Soares

    Parabens pelo Review Diego, exatamente o que eu penso sobre o episódio.

  • LUIS HEBER

    Pena que fiquei com a sensação de ter visto um episódio diferente em que a única coisa decente foi a Frost.

    Mais uma vez temos um velocista vilão da temporada e pela zilionézima vez Barry que é the fastest man alive é subjugado e apanha como uma garotinha. Em um filme de herói é praxe o mocinho apanhar e vencer no final mas numa série em que isso acontece em todo episódio é um porre. Ele nunca evolue? Nunca aprimora suas lutas e habilidades?

    Outra coisa que me incomoda são as DR´s entre o grupo que ocorre toda semana…parece disco arranhado….

    E Wally já é fato. Detesto o ator e acho mais um velocista descobrindo seus poderes e sofrendo com suas escolhas totalmente desnecessário e enfadonho. E o ator? Meu Deus como esse moleque é ruim…a cena em que injetam o tranquilizante e ele desmaia foi de uma canastrice absurda. O cara é ruim até desmaiando.

    Fico muito triste por falar mal de TF…mas não consigo fechar os olhos para o que me incomoda. A série que sempre aguardava ancioso pelo próximo episódio se foi.

    • Wagner Lutterbach

      Penso o mesmo. Já abandonei Arrow e não queria abandonar Flash, mas se seguir nesse caminho…

  • Bruno

    Larguei…

    • Junito Hartley

      Calma pow seja forte kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Mateus

    Posso ser sincero a temporada está muito decepcionante, criei muitas expectativas por conta do flashpoint e infelizmente o arco não serviu de nada aparentemente, a série ainda me agrada mas não vejo nada de diferente, sem personagens novos, vilões com poderes repetidos enfim, vou continuar acompanhado a série, mas sem muitas expectativas. Felizmente Supergirl e Gotham seguem entregando ótimos episódios, melhores séries da DC atualmente na minha opinião.

    • Marcelo Augusto

      Gotham tá realmente mt boa, pena que tá sem review dela por aqui.

  • Maria José Tagarro

    Adorei esse episódio, o melhor da série até agora.
    Amo ver Caitlin de Killer Frost, amei ela jogando as verdades na cara do Barry, mesmo que de forma cruel, mas não quero que eventualmente ela vire vilã de fato e fique fora do time. Seria interessante a Caitlin achar um equilibrio entre os poderes e ser ainda do bem.
    Gosto muito como o casal #WestAllen está sendo desenvolvido, sem pressa e sem foco demais. Espero que o discurso da Iris entre na cabeça dura do Barry. Mais um com síndrome de Clark Kent de Smallville eu não aguento. Era um saco quando CK achava que tudo no universo era culpa dele.
    Acho HR meio perdido nessa série, sei lá…
    Quem sabe o Wally tenha uma história relevante já que enfim virou velocista.
    CW é a rainha do óbvio, todo mundo já tinha sacado que o Julian era o Alquimia. Zzzzzzzzz

  • Fábio Santos

    Eu não curti. Achei a série bem medrosa. Por que a Caitlin não pode ficar mais de um capítulo como vilã? Justo quando ela faz algo de útil e diferente de de se apaixonar e
    sofrer por caras que vão morrer?

    Julian é o Alquimia? Sério? Pelo menos não enrolaram a temporada inteira pra revelar desta vez.

    E concordo com a review no ponto de que chega de vilões mascarados misteriosos. Mas, como as coisas andam meio previsíveis, tô esperando o vilão mascarado da próxima temporada…

  • Wagner Lutterbach

    Esse último easter egg eu peguei. Heheehehehe.

    Eu não curti muito esse episódio não. Achei dramalhão demais. Achei que a Caitlin cedeu rápido demais pra quem estava empenhada em fazer o que estava fazendo.

    E Julian de Alchemy também, nossa, mais previsível impossível.

  • Renata

    A Caitlin consegue rivalizar à altura do Barry, certo?
    Já falaram na série que o frio reduz a velocidade

  • josimar

    Admito que até gostei do episódio pela carga emocional, uma qualidade que o Kevin Smith já tinha inserido bem em seu ep da 2ª temporada. Pena, porém, que nem todo o bom conteúdo emocional me fez esquecer das bizarrices dessa série.

    Pela terceira vez seguida em três temporadas, Barry vai enfrentar um vilão velocista extremamente poderoso (“I’m the fastest man alive” pfff), que o derrota sem dificuldades e lhe dá uma surra pela cidade. De novo, o vilão tá relacionado a um sujeito misterioso, às vezes meio agressivo, mas aparentemente de bom coração, com quem Barry acaba fazendo amizade, sendo que seu inimigo tá escondido bem debaixo de seu nariz. Os roteiristas parece que só sabem escrever o mesmo tipo de história, de novo e de novo.

    E outra, o Flash tem sido absurdamente incompetente e dependente de seus amigos para salvá-lo. Nesse mesmo episódio, teve umas duas ou três cenas onde ele tentou enfrentar seu adversário e acabou quase morrendo, sendo salvo pelos amigos no último segundo. E o Wally vem aí, aparentemente mais rápido do que ele, só pra desmoralizar o Barry ainda mais.

  • Davy

    Ah vão a merda vai, pessoal falando que vai parar de assistir depois desse episódio , achei que seria um lixo , (li os comentários antes de assistir), episódio super redondinho, reclamar disso tem que ser muito exigente , se esse episódio é ruim, não sei o que é bom .

  • NOSSA O JULIAN É O ALQUIMIA?
    fomos surpreendidos novamente…