Como fazer o ruim ficar ainda pior.

A questão principal que perpassa este episódio de Dads é que a série continua como a pior nova comédia desta fall season, continua sem graça, sexista, racista e ainda consegue ser homofóbico ao mesmo tempo. Neste episódio tivemos piadas, todas sem nenhum timing e nada engraçadas, sobre indianos, judeus e se aproveitando da premissa do episódio ser baseado na disputa entre Eli e Warner pela empregada de origem latina, Edna, tivemos bastantes piadinhas sobre mexicanos e green cards. Ainda não consegui me apegar ou gostar de nenhum personagem e logo no início do episódio, temos a confirmação que Dads usa plateia ao vivo nas suas gravações, mas as risadas nonsense deixam sua participação irritante.

O principal problema da série e deste episódio são os personagens, já que eles são detestáveis. Não consigo encontrar outra palavra, pois eles não conseguem ser simpáticos em nenhum momento, geralmente se tratam com desprezo, apesar das relações entre eles mostrarem o contrario, já que se baseiam em amizade e parentesco. Tudo isso poderia funcionar se estes insultos e menosprezo fossem, ao menos, engraçados, já que em séries como, It’s Always Sunny in Philadelphia tem muito do seu humor baseado em como os personagens se tratam, que é de forma horrível, por sinal.

Não apenas os insultos não são engraçados, mas são frequentemente racistas, misóginos e sexistas. Uma série mais inteligente poderia usar essas piadas para examinar as atitudes de uma geração mais velha, mas prefere apresentá-las como um humor inapropriado, isso se maximiza com a presença do público no estúdio durante as gravações, já que parece que eles vão à loucura com cada piada de cunho étnico. O sucesso de American Dad deve-se principalmente por levar seu humor ofensivo em direções que não pensamos que possa haver lugar para tal, mas Dads prova, ainda mais com este episódio, que o que funciona em animação pode falhar quando se muda para uma sitcom.

Seth Green, Giovani Ribisi, assim como, Martin Mull e Peter Riegert, que interpretam os pais, merecem coisa melhor do que aquilo que lhes é dado pelos roteiristas, que se baseia em piadas racistas e em um humor com uma premissa preguiçosa para carregar a vinte e poucos minutos. Na ultima cena do episódio, quando Warner cheira a camisa de Eli, eu tive a mesma impressão da assistente quando viu a cena, não achei engraçado e sim triste, assim como na maior parte do tempo dos episódios desta temporada.

Apesar de este episódio ter algumas cenas engraçadas, principalmente quando a empregada toma a frente das cenas, praticamente tudo continua sofrível.

Dads, como já foi mencionado, conta com Seth Macfarlane na produção executiva, responsável pelos sucessos de American Dad e Family Guy, então fez sentido quando a Fox apostou na produção em um horário que já conta com New Girl, porém, isso não significa necessariamente e não significa mesmo, que a série vai ser um hit. A afirmação do humorista Andy Kaufman, que pensava em por na televisão a pior coisa que podia inventar e ainda fazer seus fãs assistirem, se aplica bem, apesar de ser uma alegoria, na atual situação de Seth Macfarlane.

Como fazer o ruim ficar ainda pior

A questão principal que perpassa este episódio de Dads é que a série continua como a pior nova comédia desta fall season, continua sem graça, sexista, racista e ainda consegue ser homofóbico ao mesmo tempo. Neste episódio tivemos piadas, todas sem nenhum timing e nada engraçadas, sobre indianos, judeus e se aproveitando da premissa do episódio ser baseado na disputa entre Eli e Warner pela empregada de origem latina, Edna, tivemos bastantes piadinhas sobre mexicanos e green cards. Ainda não consegui me apegar ou gostar de nenhum personagem e logo no início do episódio, temos a confirmação que Dads usa plateia ao vivo nas suas gravações, mas as risadas nonsense deixam sua participação irritante.

O principal problema da série e deste episódio são os personagens, já que eles são detestáveis. Não consigo encontrar outra palavra, pois eles não conseguem ser simpáticos em nenhum momento, geralmente se tratam com desprezo, apesar das relações entre eles mostrarem o contrario, já que se baseiam em amizade e parentesco. Tudo isso poderia funcionar se estes insultos e menosprezo fossem, ao menos, engraçados, já que em séries como, It’s Always Sunny in Philadelphia tem muito do seu humor baseado em como os personagens se tratam, que é de forma horrível, por sinal.

Não apenas os insultos não são engraçados, mas são frequentemente racistas, misóginos e sexistas. Uma série mais inteligente poderia usar essas piadas para examinar as atitudes de uma geração mais velha, mas prefere apresentá-las como um humor inapropriado, isso se maximiza com a presença do público no estúdio durante as gravações, já que parece que eles vão à loucura com cada piada de cunho étnico. O sucesso de American Dad deve-se principalmente por levar seu humor ofensivo em direções que não pensamos que possa haver lugar para tal, mas Dads prova, ainda mais com este episódio, que o que funciona em animação pode falhar quando se muda para uma sitcom.

Seth Green, Giovani Ribisi, assim como, Martin Mull e Peter Riegert, que interpretam os pais, merecem coisa melhor do que aquilo que lhes é dado pelos roteiristas, que se baseia em piadas racistas e em um humor com uma premissa preguiçosa para carregar a vinte e poucos minutos. Na ultima cena do episódio, quando Warner cheira a camisa de Eli, eu tive a mesma impressão da assistente quando viu a cena, não achei engraçado e sim triste, assim como na maior parte do tempo dos episódios desta temporada.

Apesar de este episódio ter algumas cenas engraçadas, principalmente quando a empregada toma a frente das cenas, praticamente tudo continua sofrível.

Dads, como já foi mencionado, conta com Seth Macfarlane na produção executiva, responsável pelos sucessos de American Dad e Family Guy, então fez sentido quando a Fox apostou na produção em um horário que já conta com New Girl, porém, isso não significa necessariamente e não significa mesmo, que a série vai ser um hit. A afirmação do humorista Andy Kaufman, que pensava em por na televisão a pior coisa que podia inventar e ainda fazer seus fãs assistirem, se aplica bem, apesar de ser uma alegoria, na atual situação de Seth Macfarlane.

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