Rotinas são feitas para serem quebradas.
Não sei vocês, mas a Burgess é uma personagem que eu curto bastante. Vê-la se tornando a protagonista do episódio me agradou bastante porque destacar um dos personagens não é algo que a série não faz com tanta frequência.
Começamos o episódio sabendo da rotina super previsível da Kim e fala sério, quem é que não cai no conforto que uma rotina oferece? Com o pensamento de que é tão previsível, ela questiona Roman se foi uma má ideia ter recusado a adrenalina que sempre acontece na Inteligência. Afinal, as rondas quase nunca tem emoção, certo?
O episódio mostrou que nem sempre as coisas são calmas nas rondas policiais e nos presenteou com um episódio cheio de emoção. O simples fato da Kim ter visto dois caras entrando num prédio e a possibilidade de um deles estar com uma arma desencadeou todo o episódio. Num primeiro momento quando Roman induz que eles devem chamar reforço, Kim ignora-o e bate na porta, me fez revirar os olhos porque ela queria tomar outro tiro na cara com aquela atitude.
Kim queria um novo gás para sua carreira, mas não esperava que naquele dia sua rotina seria quebrada e a colocaria no fogo cruzado. As sequências dentro do prédio me deixaram apreensiva, pois os caras pareciam surgir do chão como baratas. O diálogo dela com o Aubrey bem como o salvamento dele depois (puta sacanagem o Orion matá-lo depois), as tentativas frustradas de salvar o parceiro sem dúvida nenhuma acrescentaram mais uma bagagem importante na policial que é um misto de bondade com ingenuidade. O reconhecimento pelo “salvamento” do Aubrey e a salva de palmas de todos no distrito, além de conseguir salvar a pele de Roman, foram mais que merecidos, pois vira e mexe Kim é tratada como mais uma policial sem grande destaque dentro do distrito. Mas se não fosse pelo Adam e sua preocupação, talvez o desenrolar do episódio tivesse sido totalmente diferente. O choro engasgado dela é altamente compreensível, afinal não é qualquer um que consegue suportar altas cargas de emoção. Não quando seu parceiro está bem ferido e suas vidas estão o tempo todo sob a mira de várias armas, mas a lição que ela tirou ao final de tudo foi que rotinas são feitas para serem quebradas.
Durante toda a emoção do plot de Burgess e Roman, a Inteligência teve um dia agradável e calmo. Afinal, quão excitante é ter instruções de como utilizar um taser? Não foi excitante, mas foi divertido. O efeito dominó entre eles foi a parte leve do episódio. Adam foi o primeiro, depois Jay, Kevin e Lindsay. Antonio, Olinsky e Voight foram os únicos que não experimentaram o taser. O negócio estava tão calmo na Inteligência que sempre que podia Jay tentava convencer Erin que Winsconsin seria um lugar agradável para viver depois que se aposentassem. Wait, what? Erin, a garota que tem dois pés esquerdos para relacionamentos cogitando a ideia? Olha, estou sentada e bem acomodada esperando para ver onde essa história vai dar.
Então, esse foi um episódio ótimo para mim. Algumas coisas continuam me incomodando, como: Kevin ser um mero coadjuvante apesar do cargo que tem na Inteligência, Olinsky sempre paradão, Nadia nunca mais teve importância, Justin nunca mais deu as caras e nem o Voight citou nada em relação ao filho/nora/neto. Faltando oito episódios para o fim da temporada, há muitos plots em aberto e fica um questionamento no ar: será que os produtores terão um cuidado maior com as tramas da série ou ela sofrerá com fracos fechamentos de plots como sua série-mãe?
Antonio terá o destaque do próximo episódio intitulado como “What Puts You On That Ledge”, então se liga só na promo:















