A Katana ficou legal, já o resto… É melhor tirar suas próprias conclusões.

Começamos o episódio com a revelação de que Malcolm e Oliver estavam, desde o início, trabalhando juntos para destruir a Liga dos Assassinos por dentro. A tão esperada chegada da Heroína Katana teve lá seu charme, porém senti falta do background da personagem. Afinal de contas, como foi que a nipônica dona de casa, esposa e mãe dedicada, acabou com um uniforme tático-tradicional e uma mascara inspirada na bandeira do japão, sendo que estava isolada em uma cabana na fronteira do Canadá (eu presumo)? Não é difícil concluir que Tatsu passou por um período de treinamento e de transformação no japão com alguns mestres zen ou algo do tipo. Mas pra que? Por que uma mulher que perdeu o filho, de forma trágica e o marido, pela culpa da morte do filho, se tornaria uma combatente? Agradeço pela introdução da personagem e seu uniforme (eu gostei de verdade, bastante caricato), mas This is Your Sword se mostrou um episódio confuso e pouco esclarecedor.

Para começar, eu me lembrei do episódio The Fallen e toda a sequencia da tentativa de fuga, com Malcolm ajudando e tudo mais. Fiquei pensando como que os dois decidiram criar esse plano e como é que eles se comunicaram – para marcar o encontro na fogueira – enquanto Oliver estava em treinamento. Não ouve nenhum indicio em nenhum episódio passado. Tudo bem que não tivemos muitos, mas se considerarmos as ações do Oliver, tais como matar um desconhecido enquanto ele via o Diggle, quase matar a Nyssa, sequestrar Lyla e “quase” matar o Jhon (iria matar se não fosse pela Thea) e somarmos isso à tentativa de fuga viabilizada pela ajuda de Malcolm, na boa, temos todo um plot de lavagem cerebral e transtorno de personalidade para o personagem. O que para mim ficaria mais interessante do que o plano apresentado. Eu estava até aceitando a ideia de que eles teriam que capturar o Oliver e deixar a Felicity “alcançar” o coração dele e traze-lo de volta para proteger a cidade. Livrá-lo dos efeitos da lavagem cerebral através do amor da loira seria o ideal para carimbarem Olicity e transformar a relação deles para muito mais do que fã-service, além do que, seria mais compreensível. Bom… não faz muito tempo que li nos comentários uma crítica perguntando se eu faria melhor que os roteiristas, não sei se seria melhor, mas eu faria assim.

Como assim você esconde do seus amigos e companheiros de luta, se despede deles como se nunca mais fossem vê-los, faz amor com a mulher desejada em tom de despedida e na verdade estava tudo planejado. Ele já sabia que os planos de Rá’s era atacar a cidade já que ascender para o posto de líder significa destruir sua terra natal – Será que a Nyssa teria que destruir a Liga caso fosse a nova líder? Complicado isso. – Além de tudo, como é que o Malcolm fica sabendo dessas coisas já que faz centenas de anos que não temos um novo Al Ghul? Aí resolve que ferir seus conhecidos é um efeito colateral e ameaçar a família de um deles está tudo bem. Qual é? Oliver esteve em Starling atrás da Nyssa, poderia muito bem dar uma escapada e contar a verdade pessoalmente para o time. Admitindo que Malcolm também falou pra ele sobre os efeitos das ervas usadas para ludibriar sua visão e fazê-lo pensar que era o Diggle aquele cara que ele matou no treinamento, como ele teve a certeza de que estava sob efeito da droga e não era realmente seu amigo que estava ali?

Contemplando a célebre frase: Aceita que doí menos. Seguimos com a investida do Team Arrow em Nanda Parbat para destruição do avião que levaria a arma biológica para Starling City. É claro que haveriam alguns capangas para proteger o avião e é claro que teríamos luta. Até gostei do embate entre Maseo e Tatsu, apesar de curto. Já a interação do Atom com o time ficou meio deslocada. A captura foi inevitável, bom que, “convenientemente”, em véspera de casamento, Rá’s Al Ghul não executa seus prisioneiros. Aí temos a instabilidade de Malcolm, que resolve dar um de cagueta e conta para Rá’s sobre o plano de Oliver. A principio não sabemos quantos frascos do Alfa e Omega Maseo conseguiu roubar, eu pensava que era apenas um, mas parece que não, já que o malvado líder resolveu testar a lealdade de Al Sah Him infectando seus amigos com a amostra que ele tinha. Não sei porque essa ameaça não me convenceu. A parte em que todos imploram pela ajuda do cara, praticamente confirmando a história do Malcolm, foi sofrível. Eu não consegui ficar preocupado com os personagens enquanto assistia a todos desmaiando na cela. Me pareceu uma ameça vazia e até arrisco dizer que Oliver conseguiu trocar, de alguma forma, o frasco da doença por algum tipo de sonífero e por isso estava confiante que eles não morreriam.

Talvez eu tenha ficado mais seletivo após assistir o episódio de MAoS da semana. Peço a licença para o colega Diego Antunes para comentar sobre a obra prima que vem se apresentando a série da Marvel. Não farei comparações, apenas gostaria de dizer que nesse ultimo episódio eu fique na ponta do sofá e com o estomago gelado enquanto dois personagens (Jiaying e o Agente Gonzales) conversavam. A tensão era tão grande e as possibilidades de alteração do rumo da história tão importantes que a sensação de receio para com a atitude de ambos personagens preenchia toda o sentimento ao se assistir a cena. Não sinto isso com Arrow desde o final da segunda temporada.

O ponto positivo do episódio foi o “passar o manto” entre Roy e Thea. O mais engraçado de tudo foi que depois de todos meus medos com a história do Capuz Vermelho, tivemos uma referência a Jason Todd. Roy usou o nome do personagem como disfarce. Acredito que Thea pode estrear como Speed no episódio que vem já que teremos Starling mais uma vez atacada e um grupo de heróis para defendê-la. Gosto de ideia de tê-la lutando ao lado do irmão, porém tenho medo do que pode ser explorado na temporada seguinte, quando forem a fundo no plot do poço de lazaro.

Interessante como o casamento de Al Sah Him e Nyssa foi concluído e os planos de riscar Starling City do mapa estão avançando. Fica a incerteza sobre a forma que lidaram com a situação, porém acredito que o Alfa-Omega não é tão forte assim, já que Hong Kong se recuperou do ataque, ou pelo menos espero que será mostrado nos flashbacks como eles pararam a infestação da doença. De toda forma não acho que esse foi um bom episódio para se criar uma tensão palatável para o fim da temporada. Ficou no mínimo estranho. Ainda pontuo The Fallen como o melhor episódio da temporada e não consigo imaginar como Oliver sairá dessa situação sem matar Rá’s Al Ghul. Ao mesmo tempo não acredito que os roteiristas tenham coragem para retirar do universo das séries um vilão tão icônico. Com o andar da carruagem já me preocupo com a herança dessa temporada para as seguintes e, de certa forma, questiono a possibilidade de fazerem um season finale bom o suficiente para nos fazer esquecer os erros apresentados durante os vinte e dois episódios anteriores. Vamos lá roteiristas. Nos surpreendam por favor.

ps1: Malcolm vai de Starling City a Nanda Parbat igual eu vou da sala da minha casa até a cozinha.

ps2: Rá’s exige um neto. Será que colocariam o nome dele de Demian?

ps3: O uniforme do Roy fica melhor em Thea mesmo, é claro que precisará de alguns ajustes.

ps4: Por que colocar uma personagem não combatente em meio a um ataque a uma grande organização assassina? Haaa… é verdade, eles precisavam acessar o computador do avião. Muito mais prático do que apenas explodirem ele, o que de fato foi feito pelo membro do grupo que ninguém sabia que estava vindo, não espera, só a Felicity sabia.

ps5: Mais uma referência a Ferris Air, a empresa relacionada ao Lanterna Verde. Não acredito na participação do herói em Arrow em um futuro próximo, mas são tantas as referências que nem sei mais nada.

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