Múltiplas flechadas em nossos corações.
Inicialmente, gostaria de me desculpar, primeiro, pela review dupla, segundo, pela demora. Acontece que um trocinho de três letras (OAB) me deixou ocupado nestas últimas semanas, e só agora pude parar para assistir, não só a Zoo, mas como a qualquer outra série (o que me rendeu uma bela de uma semana em que todos falavam de Stranger Things, e eu só balançava a cabeça). Mas fiquem frios que a partir de agora, tudo vai voltar ao normal!
Enfim, o que foram estes dois episódios de Zoo?! A vantagem que eu tive de assistir aos dois, um depois do outro, foi de ver o que aconteceria com a francesinha mais querida da tv americana. E não é que deram cabo dela MESMO?! Mortes inesperadas sempre causam um impacto tremendo, principalmente quando se trata de um personagem principal. Nem em um milhão de anos eu poderia prever que perderíamos Chloe agora, e foi só a confirmação de sua morte no episódio 05 que me fez acreditar que a moça tinha passado dessa pra melhor.
Se eu fiquei triste? Bem, não fiquei inconsolável, mas acho que vou sentir falta da Vingadora francesa. Aí parei para pensar: conhecíamos de verdade a Chloe? Sinto que sabia pouquíssimo sobre sua vida pessoal. Afinal, quem era ela? De onde veio? Qual sua cor preferida? Agora nunca saberemos.
Voltando ao que interessa, eu gostei de ambos os episódios, porém vamos combinar que a coisa está, no mínimo, estranha. De onde tiraram a ideia de criar uma preguiça que causa terremotos? Uma PREGUIÇA que causa TERREMOTOS. Uma. Freaking. PREGUIÇA. Causando. TERREMOTOS.
E o melhor de tudo foi ver um arranha-céu desmoronando por causa da tal da preguiça. Isso mesmo, uma preguiça derrubou um prédio. Tipo, ela estava lá parada, de boa, atraindo suas amigas toupeiras, e o prédio caiu. Não precisou de bomba, avião, meteoro, o Godzilla, nada disso… bastou a preguiça chamar as toupeiras, e o prédio virou pó.
Como eu ia dizendo, os episódios foram bons, e eu fiquei bastante satisfeito com o papel do General Davies como bad guy. Outra coisa que chamou a atenção foi o arco de Jackson, que está se transformando naquela mistura de Wolverine/Coisa e parece render uma clássica (porém interessante) encarnação de Dr. Jekyll e Mr. Hyde. Porém, o que de melhor tivemos nestes dois episódios foi a conexão que sentimos pelos personagens.
Já reclamei que Zoo nunca preza pela humanidade dos Vingadores, mas dessa vez os roteiristas estavam com ânsia de quebrar nossos corações. Tudo envolvendo a morte de Chloe (desde aquela cena com o Jackson até as tentativas de reanimação), bem como o reencontro do grupo com a Jamie geraram uma dramaticidade antes só vista, talvez, na relação entre Mitch e sua filha.
Até vir uma preguiça derrubar um prédio e estragar tudo. Brincadeira. Esquecendo a preguiça, o episódio 04 trouxe aquela velha fórmula em que os Vingadores brincam de espionagem na tentativa de atrapalhar algum plano da Reiden Global. Dessa vez, Jackson, Chloe, Abe, Mitch e Dariela invadiram a festinha de lançamento do novo veneno que irá exterminar os bichos e milhões de seres humanos da Terra, e as consequências foram mortais, o que não deixou de ser entretenimento puro.
O episódio 05, por sua vez, parecia um caso isolado de animal causando furor, mas logo se transformou no episódio em que Jamie volta pro time. Fiquei frustrado, para dizer o mínimo, quando a história das cobras comedoras de velhinhos não foi para frente, o que mais pareceu uma decisão de roteiro tomada de última hora. Por que perder tempo com as cenas na plantação, se o problema das cobras nem foi resolvido pelos Vingadores?
E por falar na Jamie, não mexa com a jornalista! Certeza de que essa moça é a grande vilã em pele de cordeiro de Zoo. Tudo bem que o cara que ela matou na floresta estava tentando matá-la, mas segurar o braço da tiazinha pro urso polar comê-la (olha as frases que Zoo me força a escrever) foi de um sadismo que eu não esperava. Além disso, o plano da moça envolveu romper com a segurança de uma cidade inteira para ter uma mísera chance de fugir. O que você faria se os Vingadores não tivessem aparecido, flor?
Toda a jornada dela ao lado de Logan durante esta primeira metade da temporada funcionou como trama B em cada capítulo, e foi mesmo instigante. Apenas não gostei do fato de eles terem percorrido não sei quanto quilômetros sem sofrer a ameaça de animal algum. Caraquet, porém, foi bem interessante, já que aquele ritual macabro de sacrifício e o suspense psicológico, apesar da abordagem superficial por conta do tempo curto, trouxe grande tensão, o que me lembrou do filme O Nevoeiro (que, aliás, recomendo).
Com isso, Zoo termina esta etapa, com a inesperada morte de uma das protagonistas, a volta de Jamie ao grupo e a porcaria de uma preguiça que derrubou um prédio a integração da madrasta de Mitch, que sempre esteve ali, porém nos bastidores. Com tudo isso, o que será que o futuro nos aguarda? Veremos o Jackson passando pela mutação? A Jamie matando mais alguém? E o Abe, que anda tão boring, não poderia ter morrido no lugar da Chloe? Digam o que acham nos comentários!
*
Últimos rugidos:
– Numa entrevista, o produtor-executivo de Zoo, Josh Appelbaum, disse que optou por eliminar Chloe por ela ser a “cola” do grupo e que, por isso, sua morte causaria uma mudança profunda na dinâmica da série. Nessa mesma entrevista, Appelbaum confirma que Logan fará parte da equipe e conta que o restante da temporada será um trem-bala, acontecendo num curso de poucas semanas. Ah, ele também diz que, caso tenha uma chance de fazer uma terceira temporada, veremos o que acontece com o Jackson. A íntegra da entrevista está aqui (em inglês).
– Uma freaking preguiça derrubou um prédio (tá, parei).
– R.I.P., Chloe Tousignant, sentiremos sua falta.















