![v.2009.s01e08.720p.hdtv.x264-ctu[23-24-02]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2010/04/v.2009.s01e08.720p.hdtv_.x264-ctu23-24-02.jpg)
E essa semana, V continua a sua destemida caminhada em direção ao nada.
Spoilers abaixo!
Na última review, eu ressaltei o quanto a série havia evoluído. O quanto erros do passado que irritavam não só a mim mas a todos os que acreditaram nessa série promissora haviam sido corrigidos e ela estava em uma ótima direção, que foi esquecida sem nem uma simples menção nesse episódio.
We Can’t Win andou bem no meio de todas as faces terríveis e boas da série, passando pela tensão da situação e da resistência, pela demasiada breguice de certas frases e dos efeitos especias, pelas cenas bem construídas e os furos claros de um roteiro cujas fraquezas estão tão expostas que não acho nem necessário continuar as listá-las por aqui. É uma regressão que ocorreu devido à própria natureza do episódio, que girou ao redor de uma trama completamente sem sal – embora parta de uma boa ideia – e que como está virando costume, não surtirá muitos efeitos no futuro.
Sim, eu sei que V deveria ser tratada como uma diversão descompromissada e como uma série somente regular, mas não é isso que as mentes por trás dela querem. Cada cena grita, suplica que nós os levemos a sério, e no estado atual das coisas, isso é impossível. Não tem humor que sustente dramas pessoais como em House, não tem cenas de ação que por si só valeriam o episódio, especialidade de 24, não há nem mesmo um trabalho preciso e igualitário entre a mitologia e seus personagens, uma coisa que a “irmã” Lost faz naturalmente, sem nem notar ou se dar méritos por isso. Comparações podem soar injustas, mas são inevitáveis pois ela nunca vai estar no mesmo patamar que as séries acima citadas, entretanto, é isso que eles querem desesperadamente, ser tratados como algo de qualidade indiscutível, o que obviamente não é, e tenho um palpite que nunca será.
Quanto à história em particular da oitava hora, nós já a vimos várias vezes. A Resistência – que parece se resumir aquele grupinho e nada mais – encontra alguém, “visitors” aparecem e desaparecem num piscar de olhos, eles descobrem algo importante e continuam na mesma. Toda a relação do pai e do filho, com ele acabando por ser efeito colateral da guerra, poderia ter resultado em algo bom que por si só não deveria ser o forte da série (episódios fechados) mas nem isso eles estão conseguindo fazer mais, fazendo ela soar cada vez mais batida e forçada.
Uma série ruim eu posso aguentar, afinal todos tem o seu guilty pleasure, mas com V nem isso acontece, ela está repetindo a mediocridade pela quinta, sexta vez. Maldade por maldade é aceitável em certos casos, mas falta de foco em uma série que precisa disso pra funcionar, é doloroso de assistir. Não gosto de implicar com o mesmo aspecto várias vezes, mas tem situações em que sou obrigado. Por fim, a única coisa que salva são as histórias da gravidez, a dinâmica Chad/Anna e o romance entre sua filha e o Tyler, partes que infelizmente, não consertaram os pequenos mas impactantes erros do episódio.













