
Em algum dia do ano passado.
Spoilers Abaixo:
No passado, Chris, ainda exercendo sua profissão, se preocupava de modo irracional com o caráter da sua licença paternidade. Reagan, nessa mesma época, incorporava seus medos e anseios perante aos últimos dias de gestação. É nesse período que, da maneira mais irônica possível, a série consegue evoluir e nos contar mais sobre o futuro, mesmo que o seu enfoque seja no passado.
Ava está apresentando o seu programa, como de praxe. Reagan, nos bastidores, rebate os comentários da convidada. Ela sabe, assim como qualquer mulher que tenha um filho, que é impossível engravidar e não estar ciente da própria gravidez.
Chris está no escritório com um colega de trabalho. Eles conversam sobre a licença paternidade, algo que poderá extinguir a identidade de Chris permanentemente. Ele sabe, como qualquer homem prestes a se tornar pai, que disponibilizará todo tempo necessário para auxiliar a esposa e cuidar do filho.
É na junção entre os personagens apresentados até aqui, unidos a este distinto episódio, que a série dimensiona a importância dessa nova empreitada. Se antes tínhamos um casal que tentava afoitamente se manter jovem, agora temos um casal que reage espontaneamente ao fato de que em alguns minutos eles não terão mais liberdade. Os últimos minutos sem filhos.
Justamente no momento mais importante, eles têm que lidar com o imprevisto. O parto normal surge como empecilho que, mais tarde, seria tragado numa competição. Reagan, que tinha tudo planejado em seu roteiro de trinta páginas, teve que improvisar. O parto planejado torna-se uma cesariana. A trilha sonora torna-se a música de malhação do Chris. Por mais que as adversidades apareçam, eles estão ali pro que der e vier. O que melhor para representar o nascimento de Amy senão o amor dos seus pais?
O episódio termina com o casal desnorteado, sem rumo. Sem manual de instruções. É tudo novo, tão pouco premeditado. Eles começam a se dar contar que aqueles são os primeiros minutos com um filho.












