Timeless está de volta. Em seu décimo segundo capítulo viajamos novamente para o século XIX, apresentamos um plot twist muito promissor e terminamos com um gancho de tirar o fôlego. É minha gente, Timeless em sua melhor forma.
Logo de início acompanhamos os desdobramentos da revelação que Flynn deu a Wyatt sobre o assassino de sua esposa. Estou meio relutante em acreditar em Flynn, o personagem é super manipulador. Ele pode muito bem ter dado a Wyatt um nome de alguém que ele quer se livrar e sabendo que o nosso protagonista de lindos olhos azuis faria de tudo para vingar a morte da esposa, Wyatt terminaria fazendo o trabalho de Flynn. Entretanto, não me recordo das mentiras que o nosso vilão (ou será anti-herói?) contou. Então possa ser que ele tenha falado a verdade, de qualquer forma, Wyatt vai até a prisão confrontar o assassino, eles apenas têm um duelo de caras e bocas que termina não dando em nada.
Quem está passando por maus bocados também é Lucy, nossa heroína preferida. A questão do sumiço da sua irmã, a Amy, voltou à tona fazendo a consciência dela pesar. A questão é que o caso de Amy é bem mais complicado que o Jéssica, ao contrário da esposa de Wyatt que foi assassinada e para corrigir isso basta “impedir o assassino”. Amy foi totalmente apagada da história. Eu não vejo soluções para isso, uma vez que eles não podem voltar para um tempo onde já existem.
Mas os destaques do episódio 12 foram os personagens com que ele trabalhou e a introdução de Emma. Jesse James, O Cavaleiro Solitário e Tonto são bem ligados a história estadunidense. O primeiro foi um fora-da-lei real que viveu entre 1847-1882, já os outros são personagens fictícios criados por George Washington Trendle que fez muito sucesso no século passado (mas que fracassou no filme de 2013 com Johnny Depp, ou seja, existem clássicos que não devem ser revividos). Eles serviram bem a história do episódio e a trama soube trabalha-los muito bem. Já Emma, que não parece ser uma personagem promissora, foi introduzida de forma nada orgânica na história. Nunca houve indícios da existência da personagem, então sua aparição não teve aquele ar de “clímax”. Infelizmente a série perdeu a chance de fazer um bom suspense.
O episódio termina com a decisão de Wyatt em impedir o assassinato sua esposa, algo que nós já esperávamos que acontecesse. E é os desdobramentos dessa decisão que vamos acompanhar no décimo terceiro episódio.
Sinceramente nunca em minha mente, houve um cenário onde Wyatt tivesse sucesso em impedir o assassinato de uma esposa. A maioria das séries, e Timeless não foge à regra, utiliza a decisão dramatúrgica de não dá vitórias aos seus protagonistas, o que me desagrada bastante. Eu não sei se os roteiristas ao decidir isso, acham que humanizarão mais os personagens, se for esse o caso, eu discordo completamente. A vida, pelo menos em sua normalidade, não é feita apenas de derrotas, ela é feita de altos e baixos e acho que deveria ser assim com as histórias dos personagens. Por mais que eles estejam contando uma história fantasiosa, fazer as coisas com mais verossimilhança, não faz mal ninguém. Com isso em mente, já sabia que a missão de Wyatt estava fadada ao fracasso, ainda assim vamos discorrer sobre ela.
Mais uma vez os aspectos técnicos estão em destaque. A ambientação dos anos 80 que a série deu foi espetacular e olhe que o episódio utilizou praticamente um único cenário, que foi o bar do hotel. No entanto a atmosfera foi muito bem construída, eles abusam das cores e aquela fotografia puxada para o azul deu o toque certo no episódio. De alguma forma me pareceu um tempo “mais feliz” do que esses que vivemos hoje em dia. Fora os figurinos tipos da época que estavam impagáveis, bem melhor que certas novidades da moda que vimos atualmente (sandália gladiadora, croc’s e afins, estou falando de vocês).
Como esperado a missão de Wyatt deu errado e o que deveria ser apenas o impedimento de uma relação sexual entre duas pessoas, terminou em morte. Eu queria que o Wyatt conseguisse trazer sua esposa de volta, como o pai do “assassino” dela terminou morrendo, seria uma trama bem mais interessante ver Wyatt convivendo com isso e lembrando disso cada vez que olhasse para a esposa. Ou poderiam ter feito diferente, Jéssica poderia estar viva, mas nessa nova realidade ela e Wyatt não seriam casados. Os produtores preferiram desperdiçar essa possibilidade. Como parece que Wyatt e Lucy estão destinados a ser um casal, a volta de Jéssica, sendo ela esposa dele ou não, atrapalharia isso.
Como a audiência de Timeless não está das melhores e as chances de renovação são muito baixas, cheguei a achar que aquela história de destruir as máquinas do tempo fossem realmente acontecer. Imaginei que esse seria o caminho para conclusão da história. Por outro lado, com a inclusão de Emma e aquela pergunta de Flynn: Você ainda se lembra como pilotar? Entendi que o fim de Anthony estava próximo. Afinal, para que dois pilotos? E assim foi feito. No final, ainda tivemos o confronto de Emma com o pai, que é um todo poderoso do Rittenhouse. Esse encontro só serviu para colocar dúvidas em nossas cabeças e na da protagonista.
Apesar dos métodos diferentes, os interesses de Flynn e dos nossos protagonistas parecem que estão alinhados, que é acabar com o Rittenhouse. Com isso, para onde a trama quer nos levar? Uma hora perseguir Flynn deixará de ter sentido e as verdadeiras intenções de Wyatt, Rufus e Lucy serão descobertas. Teorias? Coloquem nos comentários.
Até a próxima!















