Quando o descaso toma conta.

O The Voice já passou por muita coisa ao longo desses seis ciclos. Suas duas primeiras temporadas, especificamente, transbordavam a sensação de “isto é experimental” ao longo de todas as suas etapas. Essa é a magia de acompanhar o programa desde o seu nascimento, é ver toda uma identidade sendo construída, toda uma cadeia de tentativas, erros e acertos sendo aproveitada temporada após temporada até que a fórmula ideal fosse encontrada.

A sexta temporada do The Voice jogou parte disso fora. Mudou um formato que não deveria ter sido mudado, alterou para pior algo que só mereceu elogios. Aparentemente, o The Voice entrou oficialmente na escala industrial de produção de shows da NBC, em que tudo é feito quase em piloto automático e os números da audiência são a única preocupação. Assim, surgem coaches despreparados fazendo bobagem, surge uma edição indiferente à trajetória dos candidatos, surgem listas de músicas completamente inadequadas à identidade artística dos participantes. Mas, no primeiro show ao vivo, a sexta temporada levou o descaso a um novo nível.

Nem mesmo quando não havia nenhuma expectativa em relação ao The Voice o microfone de alguém havia falhado em pleno live show. E tenho certeza de que, se tivesse sido o caso, haveria uma preocupação muito maior em reverter logo a situação. Mas quem acabou sofrendo com o comodismo da produção do programa foi – mais uma vez! – Kristen Merlin. Porque karma pouco é bobagem, não é mesmo?

Depois de ser a única participante da temporada (incluindo todos os eliminados) a participar de duas batalhas e não ter nenhuma delas exibida, Kristen segue em sua trajetória de underdog até mesmo pelos traçados do destino. E o destino quis que seu microfone falhasse por cerca de 20 segundos (ou seja, quase um terço da apresentação) e privasse a todos – nós, o público do local e o público votante – de avaliar boa parte dos vocais de sua performance. E, enquanto eu me contorcia de agonia pela cantora, ela manteve totalmente a classe e mandou incrivelmente bem para alguém que só quer que o mundo veja sua identidade e sua arte (e vem sendo privada disso etapa após etapa). E, mais importante, alguém cujo destino no show poderia estar sendo selado por aquele momento. Kristen sabia que não estava sendo ouvida, foi notável no momento em que ela tirou seu então inútil retorno para concentrar-se em sua performance. Mas ela seguiu adiante, sem pânico, sem desespero, sem problema. Até, na última hora, receber o microfone de um produtor para ao menos cantar a última palavrinha de sua mensagem, e ser merecidamente aplaudida de pé pelos quatro coaches pelo feito.

Muitos comentários na internet foram feitos sobre a possibilidade de Kristen só ter ido bem esta semana por causa desse contratempo. Sempre é uma possibilidade, mas, sinceramente, duvido muito – principalmente porque a cantora estava no meio de uma excelente performance quando o problema aconteceu. Ainda se os votos por telefone e internet definissem o destino dos participantes eu poderia acreditar nisso. Mas todos sabemos que o iTunes é quem manda no The Voice, e acho muito difícil que as pessoas decidissem pagar por uma música apenas porque o microfone de sua intérprete falhou no programa. Acho até mais provável que as pessoas tenham pensado “Poxa vida, o único jeito de eu ouvir esses 20 segundos que perdi é comprando a música!” e isso, sim, ter impulsionado as vendas da cantora. Mas, brincadeiras à parte, de um jeito ou de outro a posição de Kristen no iTunes deixa muito claro o interesse do público pelo trabalho feito, e é essa a questão a considerarmos aqui. E é claro que não podemos deixar de considerar a postura extremamente profissional da cantora, pois não é qualquer um que seria capaz de manter-se tão equilibrado diante de um contratempo como esse.

É até meio triste que eu precise perder tanto tempo da review falando sobre esse contratempo, mas a verdade é que a noite foi tão morna, mas tão morna, que fica difícil conseguir outros assuntos – a não ser, é claro, que eu chovesse no molhado e falasse do cantor mais excepcional e incrível da temporada, mas deixemos isso para mais tarde. Por ora, vamos a cada uma das performances do Top 12, ranqueadas na minha ordem de preferência. Também registrei a posição de cada faixa no charts do iTunes – minha fonte é o Top 200 da própria iTunes Store, e por isso, faixas abaixo da 200ª posição não são computadas aqui (até porque ficar na posição 843 não pode ser considerado “chartar”, pode?). Isso posto, seguem as performances:

12. TJ Wilkins – Waiting on The World to Change (John Mayer)

https://www.youtube.com/watch?v=lMn1k7niQG0

Posição no iTunes no encerramento da votação: não chartou.

Para quem achava que o problema de inadequação do estilo de TJ tinha a ver com escolhas musicais ultrapassadas, essa apresentação veio esclarecer todas as dúvidas. E, se até com um artista contemporâneo como John Mayer TJ parece estar preso nos anos 1950, fica complicado tentar advogar em sua defesa. Talvez a interpretação equivocada de TJ, acreditando que a espera de uma mudança no mundo à qual a música se refere tem a ver com questões sociais e não com a despolitização da atual geração de jovens, tenha atrapalhado e até gerado essa vibe retrô atemporal que ele insistiu em incorporar à música. A postura no palco, genérica como tudo que o cantor fez, também não ajudou nem um pouco. E, por mais que tenha vocais competentes, TJ mostra que falta maturidade e adequação para uma competição como o The Voice.

11. Dani Moz – Just Give Me a Reason (Pink)

https://www.youtube.com/watch?v=84OtN9UFGRk

Posição no iTunes no encerramento da votação: não chartou.

Infelizmente, Dani não conseguiu aproveitar os holofotes que atraiu na semana anterior – se é que eles não a atingiram de uma forma negativa nesta semana. Em uma escolha de música completamente previsível, a cantora exagerou na teatralidade e acabou entregando uma apresentação artificial demais, calculada demais, completamente oposta ao oceano de sentimentos em que ela nos fez mergulhar quando cantou “The Edge of Glory”. Somado a esse problema está o fato de que a canção escolhida é originalmente cantada em dupla, e, quando esse interlocutor é suprimido da apresentação, surge uma lacuna muito difícil de ser preenchida. Isso foi sentido na performance de Dani, que, apesar de ter cumprido sua proposta em termos vocais, passou todo o tempo me parecendo incompleta.

10. Delvin Choice – Unchained Melody (The Righteous Brothers)

https://www.youtube.com/watch?v=ssfoRx1OV34

Posição no iTunes no encerramento da votação: #124.

A escolha musical de Delvin esta semana é sintomática. O cantor está se perdendo completamente em seu próprio estilo e decidindo enveredar por caminhos extremamente ultrapassados que, por mais que permitam que ele mostre seu poder vocal, jamais cativarão o público. É claro que, quando uma performance é bem executada como a que ele entregou nos Playoffs fica difícil argumentar contra Delvin, mas isso passou longe de acontecer aqui. A absoluta falta de conexão com a canção transbordou ao longo de toda a performance, com sorrisos absolutamente inexplicáveis e seguradas de notas consecutivas e irritantes que tiraram completamente o significado das palavras da música. Impossível se envolver e, pra mim, a única maneira de essa apresentação ficar interessante teria sido se Whoopi Goldberg e Demi Moore tivessem subido ao palco para fazer uma versão sem censura da cena de Ghost em que o fantasma de Patrick Swayze encarna no corpo de Whoopi para ter “contato físico” com Demi.

9. Jake Worthington – Anymore (Travis Tritt)

https://www.youtube.com/watch?v=jcZzJPt-SnQ

Posição no iTunes no encerramento da votação: #39 (!!!!!!!!!!!!!!!)

O começo do show passou por uma sequência difícil de apresentações (Delvin, Dani, Audra e TJ). Mas, a esta altura do campeonato, depois de assistir a Christina, Kristen e Kat, achei que a etapa do tédio havia acabado. Mal sabia eu que a chatice retornaria com toda a força depois de tanto tempo, e, pior, retornaria desafinadamente. Blake pode mentir como quiser em seu feedback, mas o fato é que o cantor não estava inspirado nessa apresentação, errando um sem número de notas especialmente na primeira metade da música. Uma coisa é ser entediante OU cantar mal, mas as duas coisas ao mesmo tempo é bem complicado.

8. Holly Tucker 2.0 – Angel of the Morning (Juice Newton)

https://www.youtube.com/watch?v=zznOBUZfqO0

Posição no iTunes no encerramento da votação: #111

Audra teve sucesso absoluto em mais um de seus convites ao sono, mesmo em uma música que considero interessante. A falta de envolvimento era tão gritante no rosto da cantora que me fez pensar se ela não estava se apresentando contrariada com a escolha da música (cujo eu-lírico é simplesmente uma amante que pede a um homem casado que a toque novamente antes de partir para amanhecer em casa). É uma pena, na verdade. Se Audra tivesse se mostrado capaz de entrar em uma personagem como essa, eu certamente teria mudado minha opinião sobre a cantora. E de nada adianta segurar notas que fazem Usher molhar as calças quando elas são completamente desprovidas de significado.

7. Sisaundra Lewis – Don’t Let The Sun Go Down On Me (Elton John)

https://www.youtube.com/watch?v=brTwxSw5b_s

Posição no iTunes no encerramento da votação: #103

Começo a desconfiar de que o problema sou eu quando nem Sisaundra lip-synching for her life é capaz de me livrar do tédio. Mas vou ser ousado e culpar a cantora pelo fato, porque não só a escolha musical foi bastante ultrapassada (e no pior sentido possível, já que não achei que foi um ultrapassado que permitiu que a cantora divasse) como também seu estilo um pouco mais contido acabou prejudicando o nível de energia da apresentação. Não me entendam mal, sempre acreditarei que menos é mais para Sisaundra, mas, em vez de simplesmente reduzir os vocais e manter a teatralidade estranha, ela poderia ter feito justamente o oposto, não?

6. Christina Grimmie – Dark Horse (Katy Perry)

https://www.youtube.com/watch?v=APUwwOZ65XM

Posição no iTunes no encerramento da votação: #47

Christina Grimmie segue firme e forte em seu objetivo de entrar para o Guinness como a voz mais estridente da história da música. Não me entendam mal, cada vez me convenço mais de que ela é capaz de fazer maravilhas com sua voz quando decide ser suave, e, por mais que “Dark Horse” não seja uma canção que alguém que queira mostrar que sabe cantar deva escolher, a apresentação me ajudou a confirmar isso. Só que não entendo a gritaria que toma conta da metade para a frente da canção. Qual a necessidade disso? Acho que ela ouviu a expressão “ganhar no grito” em algum lugar, entendeu errado e inspirou-se para participar do The Voice. Observação: para quem acha que a base de fãs de Christina não é uma ameaça por causa desse número 47, pensem novamente e pesem o fato de que ela escolheu Katy Perry (ou seja, uma música absurdamente ruim) e ainda assim foi a quarta cantora mais consumida da semana.

5. Bria Kelly – Rolling In The Deep (Adele)

https://www.youtube.com/watch?v=JU-Ik7YDryI

Posição no iTunes no encerramento da votação: #131

Ai que desânimo dessa escolha musical! Como raios é possível que Usher ainda permita que uma de suas grandes cantoras, que entrou com um favoritismo gigantesco, cante Adele – e, muito pior, cante “Rolling In The Deep” – em plena primeira semana de Lives? Em um primeiro momento, era só isso que passava pela minha cabeça enquanto eu assistia Bria se autodestruindo com a canção mais performada dos últimos 4 anos em realitys musicais. Em um segundo momento, eu me preocupei um pouco com as notas erradas de Bria ao longo da performance. Felizmente, em um terceiro, mais especificamente a partir do momento em que a cantora desceu as escadas, eu fiquei muito, mas muito feliz com o fato de estar diante não só de arranjos como também de vocais extremamente originais totalmente puxados para o rock, que ficaram a cara da cantora. A partir dali, Bria apropriou-se completamente da música e me deixou bastante aliviado quanto ao seu destino na competição. Se a cantora vem perdendo cada vez mais seu momento desde que nos deixou boquiabertos nas blinds, boa parte disso se deve a escolhas erradas de Usher, e é bom vê-la driblando esses erros do coach e se garantindo com momentos como o terço final dessa apresentação. Infelizmente, não chegou nem perto da obra-prima que Jena Irene criou no American Idol este ano, mas poderia ter sido bem pior.

4. Tess Boyer – I’ll Be There For You (Bon Jovi)

https://www.youtube.com/watch?v=7fivGOVcZGQ

Posição no iTunes no encerramento da votação: #176

Tess, sua maravilhosa! É muito bom ver a cantora sempre dando tudo de si, se entregando a toda e qualquer performance em que ela decide se aventurar. Tess consegue dosar perfeitamente os momentos sutis e vulneráveis em contraste ao poder e à potência vocal que ela sabe que tem, e executa com maestria os dois espectros de suas apresentações. O problema aqui é que Shakira the crappy coach atacou novamente e entregou a ela uma canção bastante ultrapassada dos anos 1980 sem que houvesse muito esforço para fazer alterações, mudar drasticamente o arranjo. Particularmente, eu gosto, mas a posição da música no iTunes, apesar de toda a competência de Tess, parece indicar o contrário em relação ao público em geral. Não que eu ache que a falta de apoio a Tess tenha a ver com a música, infelizmente. Mas, justamente por isso, a cantora precisava de uma escolha bem melhor de canção.

3. Kristen Merlin – Stay (Sugarland)

https://www.youtube.com/watch?v=xpteKpwyUb0

Posição no iTunes no encerramento da votação: #30

Eu já falei tudo o que havia para ser dito sobre o problema no microfone de Kristen Merlin, então analisarei exclusivamente a performance aqui. Adorei a escolha da música – uma das poucas canções country que têm lugar cativo na minha playlist – e achei que ela casou perfeitamente com o interessantíssimo timbre de Kristen, cuja voz continua afiadíssima e à prova de erros. Lembro-me que a injustiçada Gwen Sebastian performou a mesmíssima música em sua blind na segunda temporada e causou em mim um efeito semelhante de imersão, de envolvimento. Até por isso, a frustração ao parar de ouvir os vocais da cantora foi potencializada pelo fato de que eu estava completamente mergulhado no que Kristen cantava. Uma pena para nós, mas isso só depõe a favor da competência da cantora.

2. Kat Perkins – Magic Man (Heart)

https://www.youtube.com/watch?v=fCWpJhD5_m8

Posição no iTunes no encerramento da votação: #95

Em primeiro lugar, uma salva de palmas para uma pessoa que sabe que “Alone” não é a única música do Heart! Em segundo, é necessário fazer uma preocupante ressalva para Kat: a ausência completa de alteração nas músicas que ela canta estão se tornando um incômodo cada vez maior pra mim. Ainda assim, é impossível não se curvar à competência da cantora, de longe aquela que mais domina um palco e entrega um show que é 100% entretenimento. O melhor? O show também é 100% vocais! A maneira como a voz de Kat vai crescendo aos poucos até dominar completamente o ambiente é absolutamente espetacular! Ao mesmo tempo, a cantora toma posse completa de tudo o que a cerca. Ela trabalha o público, ela trabalha as câmeras, ela interage e brinca com todos os músicos à sua volta. Ela é a dona da performance e do palco do programa, e, de todo esse Top 12, é de longe a cantora mais preparada para sair por aí quebrando tudo em uma turnê. Duro mesmo é ter que ouvir Blake, depois de uma performance dessas, ter a coragem de dizer que Christina Grimmie é que é o nome do Team Adam.

1. Josh Kaufman – Stay With Me (Sam Smith)

https://www.youtube.com/watch?v=m8PxwLvUzAI

Posição no iTunes no encerramento da votação: #5

Mais um pimp spot, produção gigantesca, e, mais importante, escolha musical extremamente atual e impecável – de longe, a melhor escolha da noite! Usher e o The Voice realmente estão investindo pesado em Josh Kaufman – o que não é nem um pouco ruim, visto que o cantor faz por merecer toda e qualquer migalha de atenção que qualquer um deles (e de nós) tem a oferecer. É incrível como o cantor identifica perfeitamente seus momentos para se conter, para se jogar, para gritar, para sussurrar, para rugir, para usar seu belo falsete. Uma performance absolutamente maravilhosa para um cantor absolutamente incrível que capta a essência de tudo o que canta, apropria-se da mensagem e transforma aquela obra em algo só dele. O mais chocante de tudo isso é que, por mais incrível que Josh seja, ele não nos surpreende, e o motivo é muito simples: já sabemos muito bem o nível de Josh Kaufman, já sabemos que nenhuma apresentação dele é menos que excelente. E, ainda assim, ele segue impressionando, segue derrubando queixos. O meu definitivamente caiu. E é justamente por isso que, nesta temporada, tenho a honra de entregar a Josh Kaufman o…

E, sim, estou morrendo de medo de ele continuar fazendo performances cada vez melhores e eu ser obrigado a usar o selo em todas as reviews, mas Josh Kaufman merece simplesmente por tirar esta temporada medíocre da mesmice e salvá-la em termos de qualidade artística. E tenho dito!

Assim, encerrou-se a primeira noite de shows ao vivo com mais um pimp spot para Josh Kaufman, e um pimp spot mais do que merecido. As posições no oráculo iTunes deixam muito claro que Dani e TJ correm altíssimos riscos de serem eliminados na primeira semana. Ninguém precisava de bola de cristal para saber que TJ cairia fora agora, mas fico muito triste por Dani, e não posso nem dizer que será injusto.

RESULTS SHOW

E nada mais importa diante da sabedoria do iTunes (nem mesmo o playback porco de Shakira, que eu ignorarei para o bem deste texto). Como esperado, o bottom 3 da semana foi composto por TJ Wilkins, Dani Moz e Tess Boyer. E nós aqui achando que o público já tinha poder de voto e que a edição, que transformou duas pessoas desse bottom em combos nas blinds, impedindo uma conexão mais forte com o público, não decidia mais nada, hein? Somos uns iludidos, mesmo. Assim, por mais que tenhamos tido tanto hype e tantas razões para acreditar que a regra se quebraria nesta sexta temporada, a ideia continua valendo: combo nas blinds continua gerando ausência de apoio popular e, até o momento, ninguém foi capaz de quebrar essa regra. Desabafo feito, vamos às Last Chance Performances, um twist muito bacana que remete à saudosa season 2 (a diferença era que lá os coaches eram quem salvava alguém, não o público).

TJ Wilkins – I’ll Be (Edwin McCain)

https://www.youtube.com/watch?v=kPnygTeHJCw

Como se não bastasse toda a roupagem antiquada e desinteressante de TJ, ele ainda me escolhe uma das músicas mais antiquadas, entediantes e manjadas da história dos realities musicais. Foi uma performance minimamente decente, mas a verdade é que essa song choice só poderia ter sido considerada mais do que isso na segunda ou terceira temporadas do American Idol, 10 anos atrás.

Dani Moz – Turning Tables (Adele)

https://www.youtube.com/watch?v=yZ-LwsCXo8o

Deu preguiça só de ouvir Carson dizer o nome da música. Dani conseguiu entregar uma performance interessante, mas não consigo acreditar que em pleno 2014 ainda tem concorrente de reality musical achando que cantar Adele leva alguém a algum lugar.

Tess Boyer – Dark Side (Kelly Clarkson)

https://www.youtube.com/watch?v=FCce2PPIQuQ

Escolha musical interessante, original e moderna, de uma intérprete muito respeitada e bem sucedida atualmente. Além de tudo, a canção é perfeita para o estilo pop de Tess, que, mesmo não tendo conseguido alcançar a glory note que buscou no meio da apresentação, foi capaz de se portar de uma maneira natural e ir só até onde podia sem forçar a barra, de maneira até a dificultar a percepção do erro para quem não está acostumado com a música. De longe a melhor apresentação do trio.

No fim das contas, a primeira salva pelo público da sexta temporada foi Tess Boyer (ufa!!!). Merecidíssimo! Tess não fez nada além de um trabalho excepcional e tem crescido absurdamente. É importante não se apegar, já que, se a mesma regra da temporada passada for seguida, Tess não chega ao Top 8. Mas os fãs mais apaixonados dizem que a culpa foi inteira da song choice e que Tess tem chances de seguir em frente. Particularmente, duvido bastante e já estou contando com Tess eliminada, mas torço muito para que eles estejam certos. Mas a pergunta que não quer calar é: como ter esperança em um mundo em que TJ Wilkins consegue receber 35% dos tuítes e ficar com apenas 7% dos votos atrás de Tess?

Então é isso, amigos! O que acharam do nosso Top 12? Acharam o bottom 3 e as eliminações justos? Mandem ver nos coments! Por ora, fiquem com meu ranking para o Top 10, e até a próxima!

12 – TJ Wilkins

11 – Dani Moz

10 – Jake Worthington

9 – Audra McLaughlin

8 – Delvin Choice

7 – Christina Grimmie

6 – Sisaundra Lewis

5 – Bria Kelly

4 – Kristen Merlin

3 – Tess Boyer

2 – Kat Perkins

1 – Josh Kaufman

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Guto Cristino
Guto Cristino é engenheiro químico, jornalista e administrador. Nessa salada toda, o tempero constante é a paixão por séries e por Christina Aguilera, sempre presentes em seu cada vez mais curto tempo livre. No Série Maníacos desde 2011, é especializado em cretinice televisiva, com foco em novelões e realities, mas garante que vê série boa de vez em quando.