A batalha do século.

Spoilers Abaixo:

Na última semana de batalhas do The Voice, já estávamos com a pipoca preparada para assistir à batalha mais aguardada da temporada. A expectativa era altíssima diante dos candidatos restantes do Team Blake, e não havia outra possibilidade, a não ser a de assistirmos a Cassadee Pope dando uma surra em um who qualquer que fez parte de um combo de blinds, fosse ele Kelly Crapa, Ryan Jirovec ou Michaela Paige.

E, depois de toda essa expectativa, o que de fato tivemos? Cassadee Pope em um daqueles magníficos combos de batalhas, eternamente amaldiçoados por todo e qualquer fã do programa! Assim, nós, que estávamos ansiosos para vê-la no palco, sendo linda e cantando maravilhosamente, tivemos de nos contentar com a incrível, a maravilhosa, a aguardada, a ÉPICA batalha entre… Kelly Crapa e Michaela Paige…………….

Se houvesse algum tipo de enquete perguntando a fãs imparciais (que não têm interesse algum ligado à vitória desse ou aquele candidato) qual seria a batalha mais aguardada, tenho certeza absoluta de que nenhum deles responderia “Crapa vs Paige, claro!”

Isso não significa, de forma alguma, que não gostei dessa batalha de whos. Foi muito boa, as duas meninas cantam muito bem, detonaram, e eu não acho que nenhuma delas merecia ter feito parte de um combo na primeira fase. Mas nunca, em universo paralelo algum, eu serei capaz de entender por que o programa exibe uma batalha com a qual absolutamente ninguém se importava para tirar tempo de uma candidata tão popular quanto Cassadee Pope. Foram 4 cadeiras viradas, gente!

Curioso é que ela e Joe Kirkland, o outro ex-membro de banda relativamente famosa, fizeram parte do mesmo combo, e isso me fez pensar em duas explicações possíveis: ou eles, por algum motivo que jamais seríamos capaz de imaginar, mandaram mal nas batalhas e a NBC decidiu poupá-los da exibição de uma performance ruim, ou  eles acharam que estariam fazendo algum tipo de justiça ao permitir que outros candidatos tivessem mais tempo de TV do que eles, que já eram famosos em algum nível. De um jeito ou de outro, o anticlímax tomou conta da última semana de batalhas, com direito a decisões completamente equivocadas dos coaches e até ao Steal mais óbvio e sem graça do universo ocorrendo no último duelo da temporada. Vamos, então, a eles?

Batalha 24: Team Cee Lo – Alexis Marceaux vs Daniel Rosa – Whataya Want From Me? (Adam Lambert)

Vou falar na real pra vocês: o desempenho de Alexis Marceaux nessa batalha foi muito inferior ao de sua blind audition. Alexis entrou mal, e começou a apresentação meio perdida tanto nas notas quanto no palco, diante do público. O cabelo e o figurino, claro, também não ajudaram. E, apesar de tudo isso, Alexis DEU UM PAU em Daniel Rosa nessa batalha, porque se recuperou e estava dando um verdadeiro show na segunda metade da performance, enquanto Daniel destruiu completamente a música, do início ao fim, em todos os sentidos possíveis. E eu estou dizendo isso porque acho essa música sensacional, e não aceitaria qualquer coisa. Daniel foi qualquer coisa, Alexis não. Ficou mais do que evidente que ele não deveria ter passado, e que talvez lá pela sétima ou oitava temporada Daniel Rosa esteja preparado para enfrentar uma competição desse tipo, mas não agora. Mas a edição gritava para nós: “torçam por Daniel, porque ele é legal, ele é simples, humilde, tadinho, enquanto Alexis, essa sem coração, fica falando dos pontos fracos dele, olhem que absurdo!” Blake e Christina perceberam a superioridade de Alexis, mas Adam e Cee Lo enxergaram mérito no fator “likeability” (o quanto os espectadores podem simpatizar com ele, porque de fato ele parece ser uma das pessoas mais adoráveis que já esteve em um reality musical). Tudo bem, Adam e Cee Lo, convidem o cara pra jantar, levem-no pra balada, sei lá, mas numa competição musical, desculpe, mas passar Alexis era o mínimo do bom senso. Infelizmente, não foi o que aconteceu, e a cantora foi prematuramente eliminada. A mim resta torcer para que eu possa assistir de camarote a Daniel ser esmagado por QUALQUER UM que enfrentar nos Knockouts.

Vencedor: Daniel Rosa.

Batalha 25: Team Adam – Nicole Nelson vs Brandon Mahone – Ain’t No Mountain High Enough (Marvin Gaye & Tammi Terrell)

O que eu enxerguei nessa batalha: mãe extremamente talentosa decide ensinar a filho extremamente talentoso como se apresentar com “Ain’t No Mountain High Enough”. Brandon Mahone surgia, atuava com extrema competência, e aí Nicole vinha em seguida como quem diz “Muito bom, filhinho, mas é assim que se faz, observe” e quebrava tudo vocalmente e também em termos de postura no palco. Mais uma batalha em que era fácil tomar a decisão, mas me surpreendi bastante por não ver Brandon sendo roubado. O problema é que, como nada é exibido em ordem cronológica, fica difícil que nós saibamos se realmente ninguém quis roubá-lo ou se não havia mais Steals em jogo.

Vencedor: Nicole Nelson.

Agora vamos para nosso último combo de batalhas, porque pesadelo pouco é bobagem:

Batalha 26: Team Adam – Brian Scartocci vs Loren Allred – Need You Now (Lady Antebellum)

Vencedor: Loren Allred.

Batalha 27: Team Blake – Ryan Jirovec vs Cassadee Pope (!!!!!!!!!!!!!!!) – Not Over You (Gavin DeGraw)

Vencedor: Cassadee Pope. (DUH!)

Batalha 28: Team Adam – Joe Kirkland vs Samuel Mouton – You Get What You Give (New Radicals)

Vencedor: Joe Kirkland.

Como eu já disse, há duas explicações para esse combo absurdo: ou os favoritos da galera não foram bem e a NBC decidiu não exibir a batalha para poupar a imagem deles, ou a produção achou mais justo tirar tempo de quem já é mais famoso para mostrar candidatos que o público ainda não conhecia. Essa segunda hipótese é até interessante, mas ainda assim, é muito frustrante passar semanas aguardando para rever Cassadee Pope e precisar se contentar com isso. Entre os resultados, o único que me surpreendeu foi a eliminação silenciosa de Brian Scartocci em favorecimento a uma who que nunca vimos cantar e que será destruída nos Knockouts.

Batalha 29: Team Xtina – Devyn Deloera vs MarissaAnn – Free Your Mind (En Vogue)

Melhor comentário de um ensaio da história do The Voice: “Essa é uma música de rock, se vocês cuspirem na gente, tudo bem!”, by Billie Joe Armstrong, que sem dúvida deixará saudades (força na rehab, Billie!). MarissaAnn, incrivelmente, ganhou até um bom espaço do programa para falar de suas emoções, o que me fez ter certeza de que ela não seria eliminada (como se não tivesse ficado claro que rolaria um Steal agora pelos spoilers da própria edição,  também). Devyn Deloera foi corajosa ao cantar “Ain’t No Other Man”, mas é só assistir à audição de CeCe Frey no X Factor para perceber que ela não é tudo isso. Diante disso, a escolha dessa batalha para um pimp spot permanecerá eternamente um enigma pra mim, independentemente do Steal.

Ainda assim, vou dizer que gostei da batalha, talvez porque a música seja extremamente empolgante. Devyn ganha no timbre, mas MarissaAnn ganha na potência e dá uma surra de presença de palco. Devyn domina mais a técnica e sabe melhor o que fazer com a própria voz, mas não entende que exageros fazem mal. Pra mim, foi um festival de firulas desnecessárias que a deixaram completamente atrás da concorrente. Eu só conseguia prestar atenção em MarissaAnn, mesmo Devyn sendo mais agradável aos olhos. Assim, a vitória desta batalha é óbvia, certo? Claro que não, pois estamos falando de Christina Aguilera, a pessoa que passou Sylvia Yacoub para os Knockouts. Nenhuma decisão imbecil dessa mulher me surpreenderá mais, e assim, em mais uma dessas, ela não apenas passou Devyn Deloera, como também obrigou Blake a gastar o segundo Steal da temporada com uma menininha pop. Além de tudo, Christina, ainda esquecendo-se de que está no The Voice e não no “The Christina Aguilera Show”, levantou-se para abraçar a cantora que acabara de eliminar antes de ela ir abraçar Blake (que se saiu muito bem e foi bacana ao sugerir o abraço coletivo). É mole?

Vencedor: Devyn Deloera.

Steal: MarissaAnn (Team Blake – 2 Steals).

Batalha 30: Team Xtina – Adriana Louise vs Jordan Pruitt – Hot ‘n’ Cold (Katy Perry)

FINALMENTE uma batalha relevante de música pop no Team Xtina. Adorei o jeito sutil de Christina Aguilera de dizer que Adriana e Jordan deveriam parar de imitar Katy Perry e perceber que cantam muito melhor que ela. Na batalha em si, gostei das duas e, embora tenha achado que Jordan tenha saído na frente pela presença de palco, Adriana é vocalmente incomparável. Vai muito mais longe, faz muito mais e consegue até conferir uma certa maturidade a uma música tão bobinha quanto a de Katy Perry. Nenhuma das duas erra, mas Adriana realmente pode mais. Particularmente, não gostei de quanto ela carregou a palavra “down”, no finalzinho de um verso, tão explosivamente para cima em um determinado ponto, mas ela não errou, só não me agradou, e esse foi o único momento que carregou alguma imperfeição na apresentação de Adriana. Jordan foi mais estável, e por isso menos interessante também. Mas não deu para não ficar com o coração partido pela cantora, principalmente quando a gente pensa que teremos uma Sylvia Yacoub e uma Devyn Deloera nos Knockouts.

Vencedor: Adriana Louise.

Batalha 31: Team Blake – Kelly Crapa vs Michaela Paige – I Hate Myself For Loving You (Joan Jett & The Blackhearts)

CHEGOU A HORA, GALERA!!! A BATALHA MAIS AGUARDADA DESDE O FIM DAS BLINDS!!!! Confesso, tive até palpitação diante da expectativa de ver as importantíssimas Kelly Crapa e Michaela Paige se apresentando, mas estou bem, fiquem tranquilos.

Michaela Paige se mostrou bem mais madura e preparada para o programa desde os ensaios, mas a timidez de Crapa a tornava uma daquelas candidatas fofinhas, que você não quer que fique triste. Blake já demonstrou ter uma queda por mocinhas tímidas (Dia Frampton e Xenia mandam beijos), mas ultimamente tem preferido pessoas de personalidade forte. Por isso, pelo fato de que não tínhamos referência alguma sobre qualquer uma das meninas para considerar alguém como favorita, nenhum resultado seria impossível.

Apesar da minha brincadeira sobre a batalha do século, acabei ficando feliz por poder tê-las visto. Gostei da batalha, as duas arrebentaram, ADOREI o cabelo da Crapa, e, assim como Cee Lo, achei que a oposição de estilos acabou dando certo. Mas concordo com a decisão de Blake: Michaela tem mais personalidade, mais estilo, e parece ser mais determinada e estar mais pronta para o que ainda virá.

Vencedor: Michaela Paige.

Batalha 32: Team Cee Lo – Avery Wilson vs Chevonne – Titanium (David Guetta & Sia)

MORRI com a cara do Avery ao ver Chevonne segurando a nota com o vibrato. Cee Lo, pra variar, escolhe músicas sensacionais para as batalhas. Fiquei animadíssimo com a apresentação só de ver os ensaios, e achei o pareamento ótimo!

E a batalha fez jus à expectativa. Chevonne tem uma voz incrível, domina a técnica e tem bizarrice em uma dosagem que funciona, que com certeza deixaria Lady Gaga orgulhosa da cria. Avery também é incrível, apesar de não tão potente, mas esbanjou carisma em sua apresentação e me surpreendeu muito! Desde a semana passada, já estava claro que Cee Lo manteria Avery em seu time e que Chevonne seria roubada por Christina, e isso só tornou ainda mais estranho o fato de que deixaram essa batalha para encerrar a etapa, por mais que a apresentação tenha sido boa. Acho que um pouquinho (nem precisa ser muito, só um pouquinho mesmo!) de suspense e surpresa não faria mal.

Vencedor: Avery Wilson.

Steal surpreendente e inesperado: Chevonne (Team Xtina – 2 Steals).

E é assim que terminam as batalhas desta temporada, pela primeira vez com audiência tão esmagadora quanto a das blinds. Parabéns à produção pela excelente ideia do Steal, que, mesmo em seus pontos fracos, deu às batalhas outra dinâmica. Dinâmica essa que mudou consideravelmente a configuração dos nossos times. Então, vamos fazer aquela nossa análise de costume?

Team Adam: Bryan Keith, Amanda Brown, Melanie Martinez, Sam James, Joselyn Rivera, Kayla Nevarez, Michelle Brooks-Thompson, Nicole Nelson, Loren Allred, Joe Kirkland.

O Team Adam estava com muita gente forte, mas, depois dessa afunilada, nem está mais intimidando tanto assim, vocês não acham? Isso, claro, porque tivemos baixas consideráveis, como Brandon Mahone e Benji, além de artistas roubados por outros coaches, como Alessandra Guercio, Caitlin Michele e (vou citar esse só por vocês) Collin McLoughlin. No fim Adam acabou nem ficando acima dos coaches rivais, mas ainda tem talentos únicos que têm chance de vencer.

Meus favoritos (em ordem): Melanie Martinez, Amanda Brown, Bryan Keith, Nicole Nelson, Kayla Nevarez, com Joe Kirkland correndo por fora.

Team Blake: Terry McDermott, Collin McLoughlin, Gracia Harrison, Rudy Parris, Julio Cesar Castillo, Suzanna Choffel, Liz Davis, Cassadee Pope, MarissaAnn, Michaela Paige.

O Team Blake foi o que mais me surpreendeu. Eu havia achado um time fraco após o fim das blinds, mas agora considero que Blake tem muita chance de ser bicampeão nesta temporada, depois de ter tomado decisões extremamente corretas, mantido os melhores candidatos e ainda roubado gente boa.

Meus favoritos (em ordem): Cassadee Pope, Gracia Harrison, Terry McDermott, Suzanna Choffel, Michaela Paige. MarissaAnn e Liz Davis correm por fora.

Team Cee Lo: Diego Val, Trevin Hunte, Cody Belew, Caitlin Michele, Terisa Griffin, Nicholas David, Mycle Wastman, Mackenzie Bourg, Daniel Rosa, Avery Wilson.

Cee Lo era forte e continua forte. Perdeu Domo, mas ganhou Caitlin, e, pela terceira temporada seguida, é o time que tem mais candidatos únicos e de personalidade marcante. É, sem dúvida, meu time favorito.

Meus favoritos (em ordem): Cody Belew, Caitlin Michele, Avery Wilson, Trevin Hunte, Nicholas David.

Team Xtina: De’Borah, Aquile, Celica Westbrooke, Dez Duron, Sylvia Yacoub, Alessandra Guercio, Laura Vivas, Devyn Deloera, Adriana Louise, Chevonne.

Claramente, Christina está mais preocupada em atuar como conselheira de cantores com os quais se identifica do que ganhar o programa. Isso se reflete no excesso de menininhas (e menininho) pop em seu time, que, no fim das contas, de realmente únicos só tem De’Borah e Aquile, mas, dentro do gênero pop, Adriana Louise e Chevonne são nomes a serem considerados. Sentirei ojeriza absoluta por Sylvia Yacoub e Devyn Deloera caso elas passem para os Live Shows. E a possibilidade de De’Borah, Aquile e Dez se enfrentarem já nos Knockouts me causa taquicardia.

Meus favoritos (em ordem): De’Borah, Aquile, Adriana Louise, Alessandra Guercio, Dez Duron. Se Chevonne tirar a vaga de Dez ou Alessandra, estarei em paz com isso. Mas só se for Chevonne.

Agora é ver se os Knockouts não vão roubar o lugar das batalhas como fase chata do reality. Para quem não entendeu, os candidatos ensaiarão com os coaches a apresentação de uma música que eles escolheram (ou seja, que a produção conseguiu liberar para o programa). Na hora H, eles conhecerão seus oponentes e enfrentarão mais uma batalha, desta vez com duas performances solo. Aí, os coaches sacrificam os cordeirinhos que foram obrigados a manter para que tivessem dez no time. O lado bom disso é que só teremos uma semana de Knockouts, então espero que não dê tempo de enjoar. Até lá!

P.S. – Desculpem pela demora para sair a review, a semana foi realmente conturbada. Sei que alguns de vocês ficam na expectativa pelos textos, mas garanto que estou trabalhando neles no ritmo mais veloz possível. Obrigado pela compreensão! =)

EXTRA! EXTRA!

Mark Burnett divulgou uma verdadeira REVOLUÇÃO nas regras do The Voice para os Live Shows!!! A quem não viu, explicarei rapidamente: quando chegarmos aos Live Shows, com 5 candidatos por time, teremos um primeiro momento denominado “The Playoffs”. Dez candidatos cantarão na segunda-feira, e outros dez cantarão na quarta (em briga direta com o X Factor, aliás). Na quinta, então, descobriremos os dois mais votados de cada time, que passarão automaticamente. Cada coach, então, salvará um terceiro artista, e assim estará formado o Top 12. A partir daí, todos os artistas cantarão semanalmente, e os dois menos votados – independentemente da divisão de times – sairão toda semana, até a definição dos quatro finalistas.

Por que comemorar: simples! Imaginem essa regra anti-Jermaine na temporada passada, que maravilha que seria? Os melhores realmente iriam para a frente! Mas, se isso não te convenceu, fiz umas continhas e concluí que os 4 finalistas, que se apresentavam 4 vezes nos Live Shows durante todo o programa, agora farão 6 apresentações no total, o que nos permitirá conhecê-los melhor.

Os riscos: o único receio é a possibilidade de as adolescentes estragarem o programa e se mobilizarem pra deixar só os times de Adam e Blake chegarem à final, sem critério algum em relação ao mérito dos artistas. Se for o caso, a produção terá de voltar à regra antiga, o que será uma pena. Além disso, independentemente da falta de critério do público, se Christina Aguilera não levar De’Borah ou Aquile para os lives, ela correrá um sério risco de deixar (simbolicamente) o The Voice mais cedo. E será uma ausência muito sentida.

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Guto Cristino
Guto Cristino é engenheiro químico, jornalista e administrador. Nessa salada toda, o tempero constante é a paixão por séries e por Christina Aguilera, sempre presentes em seu cada vez mais curto tempo livre. No Série Maníacos desde 2011, é especializado em cretinice televisiva, com foco em novelões e realities, mas garante que vê série boa de vez em quando.