
Mudanças nem sempre são boas.
Spoilers Abaixo:
Os dois últimos episódios de The Simpsons trataram de um mesmo tema: a mudança. No primeiro, a mudança de ministros na igreja da cidade: sai Lovejoy, entra o cara que prega a palavra com referências à séries de TV. No segundo, a mudança de vida de Moe: sai o dono de bar sujo e depressivo, entra o homem de terno elegante e com a auto-estima elevada.
As mudanças podem ser boas em um primeiro momento. Existe toda aquela novidade que se segue, os ânimos exaltados, a sensação boa de renovação, onde o chato e repetitivo ficam para trás e a promessa de que tudo nunca mais será como antes. Mudanças são assim. Algumas pessoas, porém, podem não aceitar as mudanças tão bem quanto outras. Essas pessoas se acostumam com esse tipo de coisa e preferem que nunca mudem. Somos assim com The Simpsons.
Estamos acostumados com Lovejoy presidindo os encontros dominicais em Springfield e com o Moe depressivo que não vê pontos positivos na vida e quase sempre tenta se suicidar.
Em algum momento as mudanças cansam e acabam virando rotina. Aquilo que antes era animador e inovador se torna chato e repetitivo. E tudo volta ao que era antes.
Mudanças têm vida curta e às vezes o que acontecia antes podia ser melhor do que aquilo que apareceu de repente, só não dávamos o devido valor, e no caso da série é melhor retornar para a normalidade e para as coisas costumeiras, pois é isso que dá certo. Alterar qualquer coisa nessa altura do campeonato pode ser arriscado.
E assim seguimos, no ritmo de sempre.














